Maddie - A Verdade da Mentira, de Gonçalo Amaral


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Quem me conhece como leitor sabe uma coisa: este seria um dos últimos livros que leria.
Mas li. Porque mo emprestaram. E eu não sou de recusar.

É uma leitura rápida até certo ponto. Mas... Vou ter de ir por partes.

Fiz um erro enquanto lia este livro: precipitei a minha opinião. Ainda nem a metade do livro ia e já estava a fazer juízos de valor. Quando acabei de ler a obra, tornou-se óbvio que falei demasiado cedo.

Do princípio até metade do livro, tudo o que diz não é novidade, e parece que o autor limita-se a copiar o processo todo (que é do domínio público) e a passá-lo para o livro. Para avançar com a leitura, a vontade não era muita, confesso.

Até que, a partir de metade, começou a excitar um bocado. Até porque só a partir desta altura é que são revelados os factos que se mantém desconhecidos.

Sinceramente, embora tenha lido por curiosidade, não achei o livro chocante! As revelações são impressionantes, pois provam coisas que, se calhar, muitos desconfiam, mas não achei o livro tão chocante que mereça esse título! É interessante, sem dúvida, e vem dizer muito coisa que me deixou impressionado!

Continuo a achar que o livro deixa algumas perguntas em aberto e sem resposta, principalmente porque se sabe que houve muita política neste caso, e mesmo assim o livro nada diz sobre isso. Por isso, na minha opinião, embora a obra revele pormenores que acusam prontamente e acabariam com este caso Maddie, continua a ser uma máquina de fazer dinheiro, e onde Amaral aproveitou para umas lecas, mais nada.

Leiam, mas peçam emprestado. Não vão gastar dinheiro para o livro, ganham mais se o lerem de outra pessoa.

9 comentários:

Cristina disse...

Apesar do tema estar já completamente estafado, não me importaria de ler, mas a tua crítica desmotiva-me. Como tu, também não seria capaz de dar dinheiro por ele... Há sempre qq solução que se arranja.

Pedro, se fosse teu, e dado que não gostaste, podias pô-lo no Bookmooch lol

Livros em 2ª Mão disse...

"Leiam, mas peçam emprestado."
Lol!
De facto, não é dos livros que me cativem a atenção, mas quando são emprestados até podem ter a sua oportunidade.

Canochinha disse...

Não me parece que vá ler este livro, por várias razões. Primeiro, porque acho de um oportunismo extremo: por muito bem intencionado que o senhor seja, a verdade é que está a ganhar dinheiro com esta enorme tragédia. A minha ligeira curiosidade acerca deste livro não é suficiente para ultrapassar isto.
Depois, a não-ficção não é o meu forte. Ainda por cima sobre desgraças! Como a minha vida vai correndo, já me bastam as desgraças reais...
Por fim, não ando a aceitar empréstimos ;) A verdade é que tenho TANTOS livros meus por ler que não me apetece andar a pedir livros emprestados para ler.

Iceman disse...

Eu também li esse livro e, de facto, é uma leitura leve e rápida.

As minhas ilações foram poucas. Primeiro o que o autor vai narrando é precisamente aquilo que os jornais iam narrando, no entanto, ressaltam algumas questões e pormenores estranhos que nos fazem dar algum crédito à teoria do autor, até porque o homem foi um importante elemento da PJ e é claro que, a partir de certa altura, fizeram-lhe a folha.

anaaaatchim! disse...

Ora aqui está um livro que não me parece que vá ler... nem emprestado :) Eu quase nem tenho tempo para ler os MEUS livros, quanto mais os dos outros :) hehehe!

MAs se encontraste um tempinho para o ler, ainda bem... faz sempre bem ler, seja o que for :)

Moura Aveirense disse...

Obrigada pela opinião sobre o livro... mas não tenho "pachorra" para o ler, há tantos livros mais interessantes para ler... como, por exemplo, "O ensaio sobre a cegueira" que já vi que está na sua mesa de cabeceira :) Esse, sim, um livro formidável, para mim o melhor que li de José Saramago!

Saudações, Moura Aveirense

JPD disse...

Também não o lerei.
Custa-me imenso este fenómeno estranho: havendo qualquer problema, zás, escrevem e editam um livro.
Investigadores da PJ, treinadores, jogadres, políticos,etc.

Lê-se muito mais, mas a proporção entre a ileteracia e o volume de livros editados é espantosa.

Mais de mil novos títulos por mês. Como é possível?

Um abraço

Pedro disse...

Cristina,
bem, lê se tiveres a oportunidade, embora para mim continue a ser uma máquina de fazer dinheiro! Mas acaba por ser uma leitura interessante, pelo menos fácil.

Livros em 2.ª mão,
não gosto de livros emprestados, mas não recusei este devido ás circunstâncias em que foi-me dado.

Canochinha,
sem dúvida, oportunismo, até porque acho que este livro deixa muita coisa ainda em aberto! Pelo menos a parte das influências e da política, esses segredos são apagados...
Como sabes, também não sou virado para este tipo de livros, mas por causa de uma série de ocasiões acabou por vir parar a mim.
Só aceitei este livro mesmo por causa dessas cirscuntâncias, vê lá tu que até já comecei a ler dois livros seguidos! (queria voltar a experimentar...)

Iceman,
pois é, e eu realmente precipitei-me às primeiras páginas, que apenas diziam o que já tinha sido dito. Só depois é que tive de dar alguns pontos aos livro, pelas revelações interessantes. De qualquer maneira, se não tivesse deixado em aberto certas perguntas o livro seria realmente bom!

Anaaaatchim,
pois, e com as férias a acabar, como irei ler os livros que ainda tenho?! Ufa!!!
Mas este conseguiu vir às minhas mãos, e como dizes é sempre bom variar. Coisa que ultimamente ando a fazer demasiado...

Moura Aveirense,
compreendo, também não sou nada virado para estas coisas! Mas adoro Saramago, e "Ensaio sobre a Cegueira" não me está a desiludir!

JPD,
é verdade, já nem se liga a outros livros, é só casos mediáticos e biografias de fazer dinheiro, mete dó!
Não admira que um bom leitor sinta que não é capaz de ler tanto, as publicações exageram.

Paulo disse...

A 1ª parte do livro não traz nada de chocante. Já para o fim as coisas mudam:

Foi detectado cheiro a cadáver (humano) e a sangue (humano) pelos 2 cães ingleses: no apartamento / no carro / no peluche.

Se essas provas não deram em nada, então nada dá em nada. Então porque raio trouxeram os cães?

Se nesta situação não dão crédito aos cães ingleses, porque raio já dão crédito a eles noutros casos?