A estante do leitor volta a encher!:



"Um Mundo Sem Fim" veio afinal mais cedo do que pensava! E os dois volumes! Um grande obrigado à Djamb!!!

Novo romance de José Rodrigues dos Santos



Para mim, é um a não perder! Estou com esperanças de ir a esta sessão, para ter o livro e mais um autógrafo =))

A Vida num Sopro é um "romance para compreender o Século XX português. Um thriller histórico surpreendente que traz o grande romance de volta às letras portuguesas".
Quando publicaram "A Filha do Capitão", também referiram que "o grande romance [estava] de volta às letras portuguesas". Pelo que estou muito confiante que vou adorar este novo livro! Já sabem, dia 25 de Outubro, no CC Vasco da Gama, José Rodrigues dos Santos volta às livrarias!

(ah, e já agora, já referi neste blog o lançamento, mas relembro que "O Jogo do Anjo" de Carlos Ruiz Zafón está à venda!)

A Metamorfose, de Franz Kafka

Franz Kafka nasceu em Praga (Checoslováquia), em 1883, e levou na sua cidade natal uma existência medíocre de apagado burocrata, até vir a morrer, em 1924, no sanatório de Kierling, próximo de Viena.
Os fragmentos da sua obra que publicou em vida não conheceram qualquer assomo de êxito, e nada deixava supor a importância que viria a adquirir na literatura universal.
Se não foram os cuidados do seu amigo Marx Brod, que assegurou a publicação póstuma dos seus livros, o mundo não teria conhecido um dos maiores escritores de língua alemã deste século.
No seu espólio literário destacam-se
In der Strafkolonie, Ein Prozess, Das Schloss, Amerika, além de A Metamorfose (Die Verwandlung), que apresentamos.
O que mais impressiona nos escritos de Kafka e está bem patente nesta obra é o desespero do homem perante o absurdo do mundo. Neste aspecto, o nome de Kafka situa-sem em pleno direito entre os das mais privilegiadas testemunhas do nosso tempo.
Além de
A Metamorfose, o presente volume inclui ainda O Novo Advogado e Um Médico de Aldeia.
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Este é um livro muitíssimo pequenino, que num dia se lê num fôlego.
Literalmente num fôlego.
É uma pequena GRANDE obra.

Acabei o livro e olhei para ele fixamente, como se tentasse desvendar os seus pensamentos. E fiquei espantado ao aperceber-me da excelente e grande obra que tinha na minha frente. É preciso sairmos das suas páginas para assim repararmos, pois somos presos por uma história algo simples, de leitura e escrita muitíssimo acessíveis, mas de uma mensagem e parábola que parece demasiado grande para caber neste livro.

Até esperava um tipo de escrita muito mais difícil de se ler, mas incrivelmente é muito fácil. Ainda mais impressionante, enche-nos a cabeça como se fosse mesmo difícil.

A primeira frase é logo uma espécie de entrada abrupta: "Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco insecto.". Pensem por vocês e decidam-se em ler este livro!

Ao longo de um conto sem grandes sobressaltos, mas cativante, li o fim da narrativa com profunda admiração. E acabei o livro com muita vontade de ler mais de Kafka, preciso de mais.

Como já disse, é uma autêntica parábola à condição do homem, à sua vida de sobrevivência, por vezes demasiado desgastante e pouco frutífera, e Gregor vai das preocupações físicas aprofundando-se nas reflexões psicológicas, passando por vários tipos de alterações. Consegue fazer vir ao de cima sentimentos que vão tocar o leitor, principalmente com o fim genial.

A metamorfose vai além do homem transformado em insecto, afecta a mente e todos os que o rodeiam. O desespero, o absurdo (visível na primeira frase), tudo conduz a uma análise ao comportamento humano. E o insecto é apenas uma desculpa dispensável.

Uma obra que merece a atenção de todos. Vale muito, muito a pena gastar um dia a ler este conto, e entretanto os dois suplementares que se revelaram, na minha opinião, muito mais difíceis de se ler e com uma análise mais complicada, mas também tendo em conta que são ainda mais pequenos!
Espero que se decidam em ler este autor, porque um livro basta para saber que vale a pena ;)

Crepúsculo, de Stephenie Meyer

Em três pontos, eu estava absolutamente segura.

Em primeiro lugar, Edward era um vampiro.

Em segundo lugar, uma parte dele - e eu não sabia qual era o poder dessa parte - ansiava pelo meu sangue.

Por fim, em terceiro lugar, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.

Bestseller do
New York Times
Melhor Livro do Ano do Publishers Weekly
"Best Book of the Decade... So Far" da Amazon


"Impulsionado por suspense e romance em igual medida, [esta história] fará com que os leitores voltem freneticamente as páginas desta viciante estreia de Meyer."
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Publishers Weekly (crítica em destaque)


"O factor-perigo do romance dispara à medida que a adrenalina de um amor secreto e de um afecto calado se transforma numa corrida aterradora para a sobrevivência..."
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School Library Journal (crítica em destaque)


"Na tradição de Anne Rice... este romance é fascinante."
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Booklist (crítica em destaque)

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Desde que o livro saiu, ou seja há algum tempo, que se tem mantido na minha lista de desejos. Graças à Canochinha e ao BookMooch, veio parar às minhas mãos mais cedo do que poderia ter sido...

Este livro inicia a saga de "Luz e Escuridão", que tem sido alvo de muitos opiniões diferentes: uns gostam, outros não, uns começam a gostar mas quando chegam ao fim dos quatro livros querem matar a autora. Enfim, devem ser gostos!

Mas vamos deixar de lado os outros livros, porque este é o primeiro, o original, e donde surge toda a ideia.
Depois de muitos comentários, o meu não podia ser mais directo: amei.

Desde o princípio que me apaixonei pelo romance entre Bella e Edward. Quão bonito é? Emocionante à medida que avançamos nas páginas, que se tornam viciantes! Custou-me largar o livro.
Ao fim e ao cabo, e contrariando algumas pessoas, esta é uma história de vampiros. E chega uma certa altura que se torna algo arrepiante... Mas, confirmando os "rumores", é em grande plano uma história de amor. Não ganhem expectativas ao pensar que se reflecte maioritariamente nos vampiros, mas sim numa história de amor entre pessoas completamente diferentes, e que por isso vão ficar obcecados um pelo outro!

Uma pequena análise: a capa não é um espanto? É que é tão singular que nos faz pensar: "o que será aquilo"? Deixo a pequena curiosidade (e fácil de analisar) no ar, na esperança que leiam o livro!

Porque eu acho que este livro deve estar nas nossas estantes. "Crepúsculo" é adorável, tem um encanto próprio. Compreende-se porque é que já é um fenómeno, principalmente nos EUA!

De facto, é uma leitura adorável e viciante. Mas muito repetitiva. E sabem porque é que é muito repetitivo? Porque é muito lamechas.
Muita, muita lamechice quando ultrapassamos metade do livro. Confesso que, embora continue a adorar o livro, essa lamechice é mesmo extrema! Incrível como o amor de Bella por um vampiro a tornou tão obcecada! É de tal modo obsessivo que se torna demasiado! O que me leva, por vezes, a pensar que a autora se perdeu um pouco pelo meio... Mas...

No fim é pura emoção. Uma descarga de ritmo.

Vale a pena, é uma excelente ideia que a autora (para mim, suficientemente original) teve e estou ansioso por ler o resto da saga. É viciante. E foi capaz de me impressionar, à medida que ia lendo, cativa de tal modo que cheguei ao fim com um suspiro, a ansiar!
Este "amor" que ganhei pelo livro é, atenção, muito "solto", se é que me justiça, compreendem. É fácil apaixonarmos pelo livro, mas é fácil esse "amor" acabar! Porque é uma sensação muito presente mas flutuante, leve, e basta um pequeno desvio da autora para que esta boa sensação vá por água abaixo.

E, já agora, acredito que as "meninas" ainda gostam mais desta saga ;) Além de que é contada a partir do ponto de vista da protagonista feminina, Edward é o rapaz perfeito. É engraçado ler a mente de Bella, embora resumidamente conclua que ganha uma obsessão extrema por Edward, mas deve ser normal =P
E é, visivelmente, um livro virado para "young adult". Mas não creio que apenas os adolescentes gostem deste livro, portanto quem é céptico e pensa que já não está na idade de ler o livro, pense duas vezes se faz favor!

Leiam. Pelo menos este. Eu achei adorável e espero ler os restantes em breve! E depois deste grande poste sinto que não disse metade do que podia dizer! Digam de vossa justiça, será mais fácil analisar!

Promoção 2=3 de Outubro

Este mês veio um bocado atrasada =/ Por isso, eu próprio acabei por indo deixando passar, até que me fui esquecendo. Mas já aqui está!

Acho que já todos conhecem como funciona, mas...

Agora, na compra de dois livros na loja online da editora, oferecem-lhe um terceiro grátis. Então, do que está à espera para revolucionar as prateleiras da sua biblioteca?

O funcionamento da Promoção 2=3 é muito simples:

• Faça as suas compras normalmente;

• Quando chegar ao checkout, por cada 2 livros que tiver comprado poderá escolher um terceiro grátis (se comprou 4 recebe 2 e assim sucessivamente);

• Como os portes continuam a ser pagos pela editora e o desconto é sempre no mínimo de 10%... já ninguém se pode queixar que não lê porque os livros estão caros!

(Promoção válida apenas para compras superiores a 20€. Os Packs Promocionais contam apenas como 1 livro)


Então este mês a lista é:

A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin;
A Ruína, de Jennifer Egan;
O Dia em que Matei o meu Pai, de Mário Sabino;
O Segredo da Cruz de Cristo, de Bill Napier;
A Águia e os Lobos, de Simon Scarrow;
À Boleia pela Galáxia, de Douglas Adams.

Boas leituras! ;D

Uma trivialidade... Várias paixões... Ou o início atrasado

A trivialidade: este é o centésimo poste do blog.

As paixões: os livros.

Nunca escrevi uma mensagem que marcasse o princípio do blog, o primeiro poste foi imediatamente uma opinião (e não muito positiva, como podem ver aqui). Acho que, agora que escrevo o centésimo poste deste blog que já se tornou bem visitado, devo iniciar o que nunca fiz.
Em geral, bem-vindos. E obrigado por continuarem a passar por aqui. E pelos elogios, e pelas sugestões.

Este não é o primeiro blog que inicio. Acho que já devo ter escrito dezenas deles, mas apaguei-os... Ou perdi-os, uma confusão! Uns deles relativamente bons e visitados, mas a certa altura deixei de conseguir postar. Conclusão, durante muito tempo fui andando aos trambolhões, até que este ano decidi começar um completamente virado para os livros.
E fiz bem. Muito embora, por vezes, pense que mais vale deixar de lado e ler sem postar nada, mas não tenciono abandonar brevemente a blogosfera. O centésimo poste há-de ser a prova disso.

Além de que recebo muitas visitas! Isso é um grande alívio para mim =)

De qualquer maneira, como acho que esta "marca" de 100 é um pouco banal, prefiro alongar-me quando fizer um aninho...

Quanto aos livros, repararam na wishlist na barra lateral? Bem, a Ana do Espirros deu-me a excelente ideia de fazer uma wishlist para pedir no Natal, mas até lá ainda quero ver alguns =D Portanto, aqui fica neste blog a lista dos livros que mais me entusiasmam neste momento (e, quem sabe, se alguém quiser dar algum destes livros, é só comunicar... *assobio* xD).

Um grande abraço, e obrigado pela visita e comentários!

O prémio Nobel (ou mais um autor pouco conhecido...)


Jean-Marie Gustave Le Clézio

Não conhecem?

Eu não.

Mas parece-me que um prémio Nobel só depois de o receber é que se torna afamado. Por um lado é bom, novos autores livros por conhecer... Mas nunca deixo de sentir uma pontada de desilusão quando é um autor que não conheço e quando não temos a oportunidade de adivinhar...

De qualquer maneira, alguém já leu algum livro do autor? Têm alguma opinião?

Aqui podem encontrar mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Marie_Gustave_Le_Cl%C3%A9zio (em inglês, mas na barra lateral podem mudar para Português ;) )
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345433&idCanal=14 (a notícia no Público... E alguns comentários!)

Olhó senhor carteiro!

O que é que traz para mim?

=O

=DDD



Ah, e já vou começar a lê-lo!

O Jogo do Anjo na Fnac Online...

Em primeiro lugar, é verdade, o novo livro de Carlos Ruiz Zafón, autor de "A Sombra do Vento", vai chegar até nós dia 15 de Outubro!!!



A Fnac Online está a fazer uma promoção de pré-lançamento: reservem o vosso exemplar já, com portes grátis, e recebam uma capa ilustrada para acomodar os dois livros de Zafón! Aqui.

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

"Na próxima vez que queira salvar um livro, não jogue a sua vida.... Levá-lo-à a um lugar secreto onde os livros nunca morrem e onde ninguém os pode destruir".

A Mancha Humana, de Philip Roth

Durante o turbulento Verão do escândalo Lewinsky, Coleman Silk, decano universitário, vê como a sua reputação e a sua carreira são arruinadas por proferir uma expressão pouco afortunada num momento inoportuno. Como numa nova caça às bruxas, a febre do politicamente correcto desata consequências devastadoras. Mas a verdade sobre Coleman não é a escandalosa relação que mantém com a misteriosa Faunia, que tem menos de metade da sua idade, nem o seu alegado racismo e misoginia, mas um segredo que não conhecem nem a sua mulher, nem os seus quatro filhos, nem os seus colegas, nem os seus amigos. Coleman ver-se-á forçado a mostrar a sua autêntica identidade antes que seja tarde demais...

Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jersey, em 1933. É um dos autores contemporâneos mais galardoados: dois dos seus romances ganharam o National Book Award; outros dois foram finalistas, dois ganharam o prémio do National Book Critics Circle, e outros dois foram finalistas. Obteve igualmente o Pulitzer e dois prémios PEN Club.
A Mancha Humana (2001) é uma das suas obras-mestras. Outros títulos destacados são Complexo de Portnoy, Património, Teatro de Sabbath, O Animal Moribundo, Pastoral Americana, Casei com um Comunista, A Conspiração contra a América e Todo-o-mundo.
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Infelizmente, a partir de agora é bem provável que as leituras avancem a passo de caracol. É que a escola não perdoa...
No entanto, isso não quer dizer que não se leia! Deus nos livre!

Sobre "A Mancha Humana"...

Um livro notável.

Comecei a lê-lo desanimado, desmotivado, porque realmente a minha última leitura não me agradou tanto... =/ Aliás, antes de começar a ler qualquer livro que fosse (e a vontade era pouca...), perguntei a outras pessoas que livros me aconselhavam. O primeiro que disseram foi o primeiro que peguei. Não esperava nem demasiado deste livro nem pouco. Simplesmente mantinha a expectativa mediana, e se não tivessem dito para o ler, não leria tão cedo.
Mas li. E simplesmente adorei.

Basicamente, este livro contrói as personagens, por isso praticamente o enredo é simples, não há grande acção, acaba por ser a descrição da vida dessas personagens e do seu desenvolvimento, mas sinceramente está excelente ;)
Quando me agarrava o livro, nunca me apetecia parar. Curiosamente, nem achei a escrita difícil, li muito bem o livro, e achei tão notável que fiquei cativado.

Tendo como começo uma acusação de racismo, passamos a ler sobre a vida de meia dúzia de pessoas que poderão ser aqueles que passam ao nosso lado na rua, mas que aqui tomam proporções que apenas uma grande obra nos pode dar. Fala sobre raça, sobre polémicas, política, escândalos que ocorreram nesse ano (com o presidente Clinton, como deve ser do conhecimento de vós), a guerra do Vietname, mas alarga-se desses temas da nossa actualidade para algo mais profundo, discutindo sobre as vidas de cada pessoa, os rastos que deixamos, as escolhas que fazemos, os crimes da nossa mente e que nos hão de torturar até que haja uma purificação... Algo tão simples como frágil, que vem para chocar mas que vai como o vento, até nunca mais voltar.

Adorei o livro. Fiquei preso às imagens que me transmitiu. Basta dizer: a última página descreve uma imagem tão simples mas tão bela e simbólica, depois de uma obra de tão alto teor, que me apercebi de que fiquei preso ao livro, mesmo depois de o ter acabado de ler! Altamente recomendável.

Aqui está o segundo volume...



Tenho estado ausente, bem sei, compreendam que se trata da escola... Não tenho muito tempo para postar alguma coisa, mas hei-de sempre arranjar alguma coisa!

Entretanto, saiu o segundo volume de "Um Mundo Sem Fim"! Imaginem que esta é a melhor pior notícia que podia receber, porque neste momento é quase que impossível comprar os dois (muito caro!). Entretanto, um pequeno presente vem a caminho... ;)

Morte na Picada, de Antunes Ferreira

Os enredos de Antunes Ferreira são dominados por uma urgência vital feita de sexo ou de sangue (muitas vezes de ambos), tratando-se quase sempre da obsessiva ausência de um e da opressiva presença de outro, com personagens apanhadas, de ambos os lados do conflito, por uma trama de que não são responsáveis mas a que não conseguem fugir. Muito se tem discutido sobre a verdadeira designação deste conflito: guerra colonial, guerra de África ou guerra do ultramar. O autor propõe-nos um outro conceito: guerra civil. Os que se batem são irmãos desavindos, com mais a uni-los do que a separá-los, pesem embora as diferentes tonalidades da pele. Não se trata do grandiloquente Portugal uno e indivisível de Salazar, mas de um traço de comum entendimento forjado de afectos quotidianos que as circunstâncias da História acabariam por romper. Não poderia talvez ser de outra maneira. Mas todos nós olhamos com nostalgia para o conto final, dos dois inimigos que no meio do mato se descobrem cúmplices em torno de uma boa refeição, antes de serem abatidos pelos tiros de quem rejeitava qualquer hipótese de reconciliação.

JOAQUIM VIEIRA

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Não sei que dizer deste livro.
Parece que tenho uma opinião um pouco ambígua... Mas creio que esta leitura foi tempo desperdiçado.

Em primeiro lugar, como ficção, deixa-nos a chupar no dedo... Muito a desejar.

Depois, demasiado palavreado que não serve para nada, e torna a leitura tão entediante e aborrecida...
Em cerca de 30 short-stories, umas 5 são do princípio ao fim interessantes. Todas as outras, apenas têm de interessante os últimos dois parágrafos!

Além disso, não sei se é mesmo o tipo de escrita do autor, mas a uma certa altura já estava farto de ler sobre sexo e asneiradas seguidas. Será que fez isto para tornar a leitura mais "descontraída"? Se sim, falhou redondamente.

Mas basta do mau e avancemos para o bom, se o conseguirmos encontrar... Pois, é que o livro fala sobre a guerra colonial, e tem informações imensas e muito interessantes, mas estão tão diluídas naquele palavreado que não cativam.
Nem a parte dos ataques parece fascinar.
No entanto, algumas coisas boas consegui reter. Trata-se de vários contos e cada conto apresenta-nos uma personagem, que pelo destino é arrancado para uma guerra que nunca quis, mas da qual não pode fugir. Esse foi o grande problema da guerra colonial: uma guerra injusta e sem nexo, porque quem a fazia, os soldados, estava-se nas tintas para aquilo, e só queria recuperar a sua antiga vida. Muitos deles deixaram sequer de viver.
Cada vez que acabava um conto, ficava a pensar, porque realmente os últimos parágrafos são, em geral, bons. Tudo o resto da short-story é uma treta. E dessa reflexão consegui caracterizar a guerra colonial, os soldados, e em alguns casos fiquei chocado com a brutalidade, a violência, e em poucos casos fiquei emocionado.

No entanto, não obstante estas características positivas do livro, foi uma perda de tempo pegar nele. Acredito que muitos gostem, principalmente os ex-combatentes! Mas como ficção não satisfaz, e para mim foi uma curiosidade que poderia ter sido menos prolongada... =/

O Amante, de Marguerite Duras

Na Indochina, em 1929, uma jovem francesa de quinze anos estranhamente ataviada atravessa numa barcaça o rio Mékong. Durante a travessia conhece um homem chinês, filho de um magnata local. Ambos se dirigem para Saigão, onde rapidamente se entregarão um ao outro. Será no enquadramento desta relação que a jovem revelará a estranheza das suas relações familiares, os seus problemas económicos, os sentimentos de alienação que a acompanham em todos os lados excepto no apartamento onde se encontra com o amante, atirados para uma relação acossada pelas normas sociais que imperavam na colónia francesa...

Marguerite Duras nasceu em Saigão, em 1914. Foi para França em 1932, e publicou o seu primeiro romance em 1943. Quando faleceu em 1996, escrevera já cerca de quarenta romances, uma dúzia de obras de teatro e dirigira uma vintena de produções cinematográficas. Recebeu o prémio Goncourt em 1984 com
O Amante, romance que alcançou um êxito mundial, com mais de três milhões de exemplares vendidos e traduções para quarenta línguas. Destacam-se igualmente os seus romances Uma Barragem Contra o Pacífico, Moderato Cantabile, Hiroshima Meu Amor, Destruir Diz Ela, India Song e Olhos Azuis, Cabelo Preto.
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Recebi o livro com a revista Sábado, e por ser tão pequeno decidi começar a lê-lo no fim de semana.

Gostei. E aconselho. Mas, claro, tenho de aprofundar a opinião.

Não simpatizei com a escrita da autora desde o princípio. Não gostei do estilo da escritora em todo o livro.

No entanto, gostei imenso do desenvolvimento do livro, não só da história em si(que essa tem um desenvolvimento muito lento e quase estático), mas sim do livro em si. Por isso mesmo, acabei o livro com uma boa sensação, e sinceramente com vontade de voltar a aprofundar-me...

Esta obra é um desabafo. Um desabafo da autora, ponto. E é com o Amante, com esse desabafo, com essa desculpa, que ela aproveita para deitar cá para fora a sua vida e as palavras, num tipo de escrita que não gostei mas de uma profundeza que me agradou muito.

A história é ainda mais parada do que eu pensava.
Não é A grande obra de que estava à espera... =/ Mas acho que podemos dizer que é UMA grande obra. Parece-me que o que esperava se revelou muito mais tarde, já mais para o final...

Uma obra recomendável.

Sugestões de Leitura...

Trilogia Sevenwaters. Não sei como descrever esta série, só sei que adorei, e tenho uma pena extraordinário de ainda não ter comprado outros livros da autora!


Aconselho que, quando os virem nalgum lado, tentem comprá-los! Foram mesmo daqueles livros que me marcaram... A história é linda, desde o primeiro livro que fiquei encantado por tudo! E foi um fascínio ler os três livros, até que o final me deixou... Com saudades de uma leitura assim.

Realmente, queria ler mais da autora, mas a oportunidade foge. Mesmo só tendo lido estes livros, Marillier é uma das minhas escritores preferidas!

Lançamento de Brisingr



Finalmente, os fãs do Ciclo da Herança (pois, deixou de ser trilogia para avançar para quarto livros... Só, quase garanto! =D) têm a oportunidade de ler o livro! Valeu a espera, esperemos...

Mais uma vez vamo-nos encontrar com Eragon e o seu destino, o seu querido Dragão Saphira e outras personagens que poderão fazer toda a diferença!

Podem já encomendar como pré-venda online!

Mas a melhor notícia é outra:
Fã de Eragon,

BRISINGR está aí e a festa de lançamento vai ser… fogo! No próximo dia 25 de Setembro, todos os caminhos vão dar ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, onde decorrerá um fantástico espectáculo. E tu estás desde já convidado(a)!

Não faltes. Contamos contigo a partir das 19h00. E atenção: os primeiros 50 fãs a confirmarem a sua presença recebem um exemplar grátis de BRISINGR (a levantar no local do evento) e ainda um prémio especial! Podes confirmar a tua presença através do mail mkt@gailivro.pt , bastando para isso que nos envies o teu nome, e-mail e n.º de telefone ou telemóvel.

Aparece e traz os teus amigos. Dá ainda mais cor e animação ao lançamento de BRISINGR. E não percas a oportunidade de seres um dos primeiros leitores em todo o mundo a ter nas mãos o livro do momento.

Saudações de Eragon.


No site da Gailivro, e não poderia saber desta informação sem que fosse através de Livros e mais...


Eu não estarei presente, por mil e uma razões. Uma é que não se justifica, porque não sou um fã TÃO grande dos livros. Gosto de ler, e aprecio, mas é uma história que deixa certas coisas a desejar, principalmente pela já afamada "imitação". No entanto, acredito que seguirei a saga até ao fim, porque afinal gostei dos livros até agora! Eragon foi uma boa leitura, Eldest uma continuação, embora um pouco mais repetitivo... A ver vamos com o terceiro!

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón

A Sombra do Vento é um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, num crescendo de suspense que se mantém até à última página.

"Embora com ecos superficiais de Mendoza e Pérez-Reverte, a voz de Ruiz Zafón é de uma originalidade à prova de bomba. A Sombra do Vento anuncia um fenómeno da literatura popular espanhola."
Sergio Vila-Sanjuán,
La Vanguardia


"Um livro sobre outro livro, cheio de cenas fantásticas e maravilhosas. Logo que se começa a ler não se pode largar. Li-o num dia e meio, de uma assentada."
Joschka Fisher (ministro alemão dos Negócios Estrangeiros)


www.lasombradelviento.net
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Lindo.
Espantoso.
Não tenho palavras para descrever um livro tão completo.

A partir de um ponto, um livro, vai-se desenvolvendo um enredo que cativa pelas várias personagens envolventes, pelo mistério e suspense que relacionam o policial que se encontra no livro, aquela cidade, Barcelona, que mesmo sem lá ter ido apaixonou-me pela sua melancolia, a tragédia e o amor, e a morte e o horror, a presença da guerra civil e de males que deixam sangue para trás.

É mais do que um romance histórico, com certeza. Um pouco mais do que um policial. Um livro de ficção que é, para mim, um pequeno fenómeno.

Adorei o Cemitério dos Livros Esquecidos, adorei todas as personagens, e desde a primeira página que sentimos a fluidez do texto e a beleza das palavras. Chegamos ao fim num fôlego, ansiosos por saber o que nos reserva, o culminar de todos os segredos e a conclusão que nos vai fazer ficar acordados.

Não me lembro de alguma vez ter rido tanto com um romance! =D Simplesmente hilariante!

Intrigante...
O tempo e a vida têm um papel principal. Só lendo perceberão o que quero dizer ;) Uma narrativa excelente, palavras que nos embalam, e para quem pensa que isto é apenas um livro especial para quem gosta de livros, está enganado: alarga-se a muito mais que apenas isso! Segredos, mistérios, personagens, histórias entrelaçadas, amores e desencontros, até certo ponto este livro enfeitiçou-me.

Este é daqueles livros que nos fazem querer ler outra vez, não apenas porque gostámos, mas porque é mesmo assim.

Espero muito ansiosamente por "El Juégo del Angel". Quero voltar a Barcelona e a todos os locais que me fizeram suspirar.

Resultados sobre a pergunta:


(clique para ampliar)

Ora vamos a ver:

o género fantástico é o mais escolhido! Seguido do histórico!
Justificações: terá a ver com o tipo de pessoas que frequentam este blog? Talvez, acho que é uma boa justificação para a Fantasia. Quanto a Histórico, acho que é daqueles géneros que inclui um pouco de tudo: romance, drama, conspiração, aventura, e claro a vertente histórica que quase sempre fascina!

O Romântico também é muito votado (embora apenas o Género Fantástico/Horro ultrapasse os 50%! Como cada eleitor podia escolher vários géneros, justifica-se).
Talvez a boa parte das pessoas goste de vez em quando de um pouco desse calor romântico... Concordo!

O Policial tem 30% dos votos. É, portanto, para mim, o último dos géneros que se pode dizer "de eleição" (um limite de 30%). Eu não gosto muito de policiais, mas concordo que este género é dos mais procurados!

Deixando de lado alguns (não quero estar a falar de todos), para resumir os restantes basta dizer que a grande maioria encontra-se entre 10/15%, uns mais outros menos. Acho que não se esperava outra coisa, uma vez que os géneros que acima se referiu são os que procuram suscitar um maior interesse, tanto a nível de escrita como cultural como emoção. Como disse, acabam por reunir vários elementos.

O Dicionário é aquele "menos preferido". É de esperar, embora tenha incluído esse género e Enciclopédias porque na realidade já conheci pessoas com estes gostos! E pelo menos uma há (duas nas Enciclopédias).

Obrigado a todos pela participação. Estive para aqui a justificar, e portanto espero que também me dêem a vossa opinião!

A escola começou...

Pois é!... Começou o ano lectivo.

Eu ando no 10.º ano. O que, poderão saber, já não é pêra doce!
Continuo a ler como se nada fosse... Mas também é verdade que, sem as queridas férias, o tempo reservado para os livros escassa!

Nestas altura a melhor solução é: ler à noite. De dia estou enfiado na escola e é quase impossível avançar muito na leitura, tirando os pequenos momentos na biblioteca. De resto, à noite, consigo ficar acordado nem que seja para ler um só capítulo!
Foi na biblioteca da escola que li a obra completa de Lucky Luke, de Mafalda, de Gaston, de Astérix e de Calvin&Hobbes! E é assim que geralmente passo o tempo! Talvez este ano adopte um livro para ler nessas ocasiões...
Além de que é quase impossível levar um livro na mala. Apenas duas disciplinas e a mochila já pesa! Embora seja de louvar a atenção que cada vez mais se dá ao problema.

Gosto quando os professores nos dão listas e dizem: escolham um livro. Claro, para quem gosta de ter livros e lê-los, esta é a nossa decisão preferida... É que para estes livros não há desculpas, pronto, tem de se comprar compra-se logo! =D E lê-se! e desta maneira acabamos por ler mais do que pensamos.


E portanto, com o fim das férias, vou lançar uma nova pergunta:

Quantos livros leram durante as férias?

Em breve disponível ;)

E, também em breve, os resultados da última pergunta!

O Ciclo de Avalon

Depois de ler "A Queda da Atlântida", embora não me tenha impressionado por aí além, deixou-me com água na boca para ler "As Brumas de Avalon"!

A verdade é que "A Queda da Atlântida" é considerado o primeiro livro da série Avalon, e cujo último é "As Brumas de Avalon".

Decidi postar aqui a lista completa (até agora) dos livros que completam a saga, para interessados e para quem gosta da autora:

1.º - A Queda da Atlântida;
2.º - The Ancestors of Avalon (ainda não publicado em Portugal);
3-º - Os Corvos de Avalon;
4.º - A Casa da Floresta;
5.º - A Senhora de Avalon;
6.º - A Sacerdotisa de Avalon;
7.º - Sword of Avalon (previsto para 2009);
8.º - As Brumas de Avalon.

Cronologicamente, esta é a ordem. A princípio quis ler por esta ordem, mas depois de ler "A Queda da Atlântida" desisti, antes quero começar já "As Brumas de Avalon"!

Já leram algum destes livros? O que me dizem deles?

A Queda da Atlântida, de Marion Zimmer Bradley

A história de duas irmãs, Deoria e Domaris, filhas de Sumo Sacerdote Talkannon, dos seus amores, dos seus ódios, dos seus prazeres e sofrimentos e da forma como, tendo escolhido caminhos diferentes, por vezes opostos, vivem os seus dias e desempenham um papel fulcral na batalha que, apesar de invisível, se trava dia e noite pelo futuro do Mundo. Mas mais importante que qualquer destino ou karma, o que está em jogo é o futuro do próprio Mundo, pois da batalha mortal que se trava entre as Trevas e a Luz e do seu desenlace poderá resultar a queda da própria Atlântida.
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Esperava mais do livro.
É o primeiro livro que leio de Marion Zimmer Bradley, e confio que não seja o melhorzito...

Em primeiro lugar, não tem NADA a ver com a Atlântida. Logo isso é uma desilusão, embora não seja suficiente para justificar.
Para mim, as personagens não foram envolventes, e o enredo tornou-se repetitivo por vezes...
Até que, lá para os dois últimos livros (o livro divide-se em cinco), a coisa anima. Pelo menos sempre se torna mais recheado. Mas por vezes consegue-se tornar entediante, não diria aborrecido (é uma palavra grossa), mas entediante... Arrasta-se um bocado, talvez.

Tenho estado a dizer coisas negativas, mas não desgostei totalmente do livro.
É, para mim, incompleto a muitos níveis, e não creio que a autora possa ser julgada por este livro individualmente... Este é aquele livro que dá ao leitor o princípio de todo o ciclo de Avalon, e o desejo da autora de transmitir como é que tudo começou...
As personagens, embora tenha simpatizado, não me fascinaram, acho que a determinada altura estava um pouco farto de tanto choro... E o enredo não é completamente viciante, até é bastante simples.

Mas sempre é interessante se resumirmos um pouco: as duas irmãs vivem num Templo, à medida que crescem, vão praticando actos bons ou maus, e gera-se uma longa teia de escuridão e luz, e as suas acções vão influenciar o futuro de muita coisa... E o seu karma, que se estenderá por gerações vindouras (até às Brumas?).
Portanto, é interessante, mas tenho de lhe dar uma qualificação mediana por ter demorado tanto a entusiasmar-me.

No entanto, além de ser um livro de leitura muito fácil, ao longo do tempo mantive dentro de mim uma emoção constante, o que me fez sempre querer ler mais, e mais, e mais. Essa emoção acabou por fazer com que o livro se tornasse, a meu ver, mais empolgante. E como li rápido, reconheço que algumas páginas podiam ser suprimidas, mas não notei diferença na leitura.
Depois de ler este livro, ainda mais me apetece ler "As Brumas de Avalon", porque nota-se que o objectivo será continuar a história, que se estenderá por gerações...
É um livro trágico, muito trágico! Como parece ser hábito nos livros de MZB, a feminilidade mantém um papel principal.
Este livro é um livro de Fantasia, convém afirmar, o que aprecio e acabou por ser, em certas alturas, bom. Nada de Atlântida, ou referências históricas, mas uma história passada em Reinos passados, e completamente fantástica... Nostálgica, pode-se dizer.

Acho que não aconselharia imediatamente este livro... Melhor, primeiro leiam "As Brumas de Avalon", "A Casa da Floresta" por exemplo. Depois, leiam "A Queda da Atlântida", porque no caso de não gostarem sempre não desistem da autora!
Apenas comecei a ler este livro porque é o primeiro da saga Avalon. Mas acho que, a seguir, irei logo avançar para As Brumas...