O Jogo do Anjo na Fnac Online...

Em primeiro lugar, é verdade, o novo livro de Carlos Ruiz Zafón, autor de "A Sombra do Vento", vai chegar até nós dia 15 de Outubro!!!



A Fnac Online está a fazer uma promoção de pré-lançamento: reservem o vosso exemplar já, com portes grátis, e recebam uma capa ilustrada para acomodar os dois livros de Zafón! Aqui.

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

"Na próxima vez que queira salvar um livro, não jogue a sua vida.... Levá-lo-à a um lugar secreto onde os livros nunca morrem e onde ninguém os pode destruir".

A Mancha Humana, de Philip Roth

Durante o turbulento Verão do escândalo Lewinsky, Coleman Silk, decano universitário, vê como a sua reputação e a sua carreira são arruinadas por proferir uma expressão pouco afortunada num momento inoportuno. Como numa nova caça às bruxas, a febre do politicamente correcto desata consequências devastadoras. Mas a verdade sobre Coleman não é a escandalosa relação que mantém com a misteriosa Faunia, que tem menos de metade da sua idade, nem o seu alegado racismo e misoginia, mas um segredo que não conhecem nem a sua mulher, nem os seus quatro filhos, nem os seus colegas, nem os seus amigos. Coleman ver-se-á forçado a mostrar a sua autêntica identidade antes que seja tarde demais...

Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jersey, em 1933. É um dos autores contemporâneos mais galardoados: dois dos seus romances ganharam o National Book Award; outros dois foram finalistas, dois ganharam o prémio do National Book Critics Circle, e outros dois foram finalistas. Obteve igualmente o Pulitzer e dois prémios PEN Club.
A Mancha Humana (2001) é uma das suas obras-mestras. Outros títulos destacados são Complexo de Portnoy, Património, Teatro de Sabbath, O Animal Moribundo, Pastoral Americana, Casei com um Comunista, A Conspiração contra a América e Todo-o-mundo.
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Infelizmente, a partir de agora é bem provável que as leituras avancem a passo de caracol. É que a escola não perdoa...
No entanto, isso não quer dizer que não se leia! Deus nos livre!

Sobre "A Mancha Humana"...

Um livro notável.

Comecei a lê-lo desanimado, desmotivado, porque realmente a minha última leitura não me agradou tanto... =/ Aliás, antes de começar a ler qualquer livro que fosse (e a vontade era pouca...), perguntei a outras pessoas que livros me aconselhavam. O primeiro que disseram foi o primeiro que peguei. Não esperava nem demasiado deste livro nem pouco. Simplesmente mantinha a expectativa mediana, e se não tivessem dito para o ler, não leria tão cedo.
Mas li. E simplesmente adorei.

Basicamente, este livro contrói as personagens, por isso praticamente o enredo é simples, não há grande acção, acaba por ser a descrição da vida dessas personagens e do seu desenvolvimento, mas sinceramente está excelente ;)
Quando me agarrava o livro, nunca me apetecia parar. Curiosamente, nem achei a escrita difícil, li muito bem o livro, e achei tão notável que fiquei cativado.

Tendo como começo uma acusação de racismo, passamos a ler sobre a vida de meia dúzia de pessoas que poderão ser aqueles que passam ao nosso lado na rua, mas que aqui tomam proporções que apenas uma grande obra nos pode dar. Fala sobre raça, sobre polémicas, política, escândalos que ocorreram nesse ano (com o presidente Clinton, como deve ser do conhecimento de vós), a guerra do Vietname, mas alarga-se desses temas da nossa actualidade para algo mais profundo, discutindo sobre as vidas de cada pessoa, os rastos que deixamos, as escolhas que fazemos, os crimes da nossa mente e que nos hão de torturar até que haja uma purificação... Algo tão simples como frágil, que vem para chocar mas que vai como o vento, até nunca mais voltar.

Adorei o livro. Fiquei preso às imagens que me transmitiu. Basta dizer: a última página descreve uma imagem tão simples mas tão bela e simbólica, depois de uma obra de tão alto teor, que me apercebi de que fiquei preso ao livro, mesmo depois de o ter acabado de ler! Altamente recomendável.

Aqui está o segundo volume...



Tenho estado ausente, bem sei, compreendam que se trata da escola... Não tenho muito tempo para postar alguma coisa, mas hei-de sempre arranjar alguma coisa!

Entretanto, saiu o segundo volume de "Um Mundo Sem Fim"! Imaginem que esta é a melhor pior notícia que podia receber, porque neste momento é quase que impossível comprar os dois (muito caro!). Entretanto, um pequeno presente vem a caminho... ;)

Morte na Picada, de Antunes Ferreira

Os enredos de Antunes Ferreira são dominados por uma urgência vital feita de sexo ou de sangue (muitas vezes de ambos), tratando-se quase sempre da obsessiva ausência de um e da opressiva presença de outro, com personagens apanhadas, de ambos os lados do conflito, por uma trama de que não são responsáveis mas a que não conseguem fugir. Muito se tem discutido sobre a verdadeira designação deste conflito: guerra colonial, guerra de África ou guerra do ultramar. O autor propõe-nos um outro conceito: guerra civil. Os que se batem são irmãos desavindos, com mais a uni-los do que a separá-los, pesem embora as diferentes tonalidades da pele. Não se trata do grandiloquente Portugal uno e indivisível de Salazar, mas de um traço de comum entendimento forjado de afectos quotidianos que as circunstâncias da História acabariam por romper. Não poderia talvez ser de outra maneira. Mas todos nós olhamos com nostalgia para o conto final, dos dois inimigos que no meio do mato se descobrem cúmplices em torno de uma boa refeição, antes de serem abatidos pelos tiros de quem rejeitava qualquer hipótese de reconciliação.

JOAQUIM VIEIRA

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Não sei que dizer deste livro.
Parece que tenho uma opinião um pouco ambígua... Mas creio que esta leitura foi tempo desperdiçado.

Em primeiro lugar, como ficção, deixa-nos a chupar no dedo... Muito a desejar.

Depois, demasiado palavreado que não serve para nada, e torna a leitura tão entediante e aborrecida...
Em cerca de 30 short-stories, umas 5 são do princípio ao fim interessantes. Todas as outras, apenas têm de interessante os últimos dois parágrafos!

Além disso, não sei se é mesmo o tipo de escrita do autor, mas a uma certa altura já estava farto de ler sobre sexo e asneiradas seguidas. Será que fez isto para tornar a leitura mais "descontraída"? Se sim, falhou redondamente.

Mas basta do mau e avancemos para o bom, se o conseguirmos encontrar... Pois, é que o livro fala sobre a guerra colonial, e tem informações imensas e muito interessantes, mas estão tão diluídas naquele palavreado que não cativam.
Nem a parte dos ataques parece fascinar.
No entanto, algumas coisas boas consegui reter. Trata-se de vários contos e cada conto apresenta-nos uma personagem, que pelo destino é arrancado para uma guerra que nunca quis, mas da qual não pode fugir. Esse foi o grande problema da guerra colonial: uma guerra injusta e sem nexo, porque quem a fazia, os soldados, estava-se nas tintas para aquilo, e só queria recuperar a sua antiga vida. Muitos deles deixaram sequer de viver.
Cada vez que acabava um conto, ficava a pensar, porque realmente os últimos parágrafos são, em geral, bons. Tudo o resto da short-story é uma treta. E dessa reflexão consegui caracterizar a guerra colonial, os soldados, e em alguns casos fiquei chocado com a brutalidade, a violência, e em poucos casos fiquei emocionado.

No entanto, não obstante estas características positivas do livro, foi uma perda de tempo pegar nele. Acredito que muitos gostem, principalmente os ex-combatentes! Mas como ficção não satisfaz, e para mim foi uma curiosidade que poderia ter sido menos prolongada... =/

O Amante, de Marguerite Duras

Na Indochina, em 1929, uma jovem francesa de quinze anos estranhamente ataviada atravessa numa barcaça o rio Mékong. Durante a travessia conhece um homem chinês, filho de um magnata local. Ambos se dirigem para Saigão, onde rapidamente se entregarão um ao outro. Será no enquadramento desta relação que a jovem revelará a estranheza das suas relações familiares, os seus problemas económicos, os sentimentos de alienação que a acompanham em todos os lados excepto no apartamento onde se encontra com o amante, atirados para uma relação acossada pelas normas sociais que imperavam na colónia francesa...

Marguerite Duras nasceu em Saigão, em 1914. Foi para França em 1932, e publicou o seu primeiro romance em 1943. Quando faleceu em 1996, escrevera já cerca de quarenta romances, uma dúzia de obras de teatro e dirigira uma vintena de produções cinematográficas. Recebeu o prémio Goncourt em 1984 com
O Amante, romance que alcançou um êxito mundial, com mais de três milhões de exemplares vendidos e traduções para quarenta línguas. Destacam-se igualmente os seus romances Uma Barragem Contra o Pacífico, Moderato Cantabile, Hiroshima Meu Amor, Destruir Diz Ela, India Song e Olhos Azuis, Cabelo Preto.
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Recebi o livro com a revista Sábado, e por ser tão pequeno decidi começar a lê-lo no fim de semana.

Gostei. E aconselho. Mas, claro, tenho de aprofundar a opinião.

Não simpatizei com a escrita da autora desde o princípio. Não gostei do estilo da escritora em todo o livro.

No entanto, gostei imenso do desenvolvimento do livro, não só da história em si(que essa tem um desenvolvimento muito lento e quase estático), mas sim do livro em si. Por isso mesmo, acabei o livro com uma boa sensação, e sinceramente com vontade de voltar a aprofundar-me...

Esta obra é um desabafo. Um desabafo da autora, ponto. E é com o Amante, com esse desabafo, com essa desculpa, que ela aproveita para deitar cá para fora a sua vida e as palavras, num tipo de escrita que não gostei mas de uma profundeza que me agradou muito.

A história é ainda mais parada do que eu pensava.
Não é A grande obra de que estava à espera... =/ Mas acho que podemos dizer que é UMA grande obra. Parece-me que o que esperava se revelou muito mais tarde, já mais para o final...

Uma obra recomendável.

Sugestões de Leitura...

Trilogia Sevenwaters. Não sei como descrever esta série, só sei que adorei, e tenho uma pena extraordinário de ainda não ter comprado outros livros da autora!


Aconselho que, quando os virem nalgum lado, tentem comprá-los! Foram mesmo daqueles livros que me marcaram... A história é linda, desde o primeiro livro que fiquei encantado por tudo! E foi um fascínio ler os três livros, até que o final me deixou... Com saudades de uma leitura assim.

Realmente, queria ler mais da autora, mas a oportunidade foge. Mesmo só tendo lido estes livros, Marillier é uma das minhas escritores preferidas!

Lançamento de Brisingr



Finalmente, os fãs do Ciclo da Herança (pois, deixou de ser trilogia para avançar para quarto livros... Só, quase garanto! =D) têm a oportunidade de ler o livro! Valeu a espera, esperemos...

Mais uma vez vamo-nos encontrar com Eragon e o seu destino, o seu querido Dragão Saphira e outras personagens que poderão fazer toda a diferença!

Podem já encomendar como pré-venda online!

Mas a melhor notícia é outra:
Fã de Eragon,

BRISINGR está aí e a festa de lançamento vai ser… fogo! No próximo dia 25 de Setembro, todos os caminhos vão dar ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, onde decorrerá um fantástico espectáculo. E tu estás desde já convidado(a)!

Não faltes. Contamos contigo a partir das 19h00. E atenção: os primeiros 50 fãs a confirmarem a sua presença recebem um exemplar grátis de BRISINGR (a levantar no local do evento) e ainda um prémio especial! Podes confirmar a tua presença através do mail mkt@gailivro.pt , bastando para isso que nos envies o teu nome, e-mail e n.º de telefone ou telemóvel.

Aparece e traz os teus amigos. Dá ainda mais cor e animação ao lançamento de BRISINGR. E não percas a oportunidade de seres um dos primeiros leitores em todo o mundo a ter nas mãos o livro do momento.

Saudações de Eragon.


No site da Gailivro, e não poderia saber desta informação sem que fosse através de Livros e mais...


Eu não estarei presente, por mil e uma razões. Uma é que não se justifica, porque não sou um fã TÃO grande dos livros. Gosto de ler, e aprecio, mas é uma história que deixa certas coisas a desejar, principalmente pela já afamada "imitação". No entanto, acredito que seguirei a saga até ao fim, porque afinal gostei dos livros até agora! Eragon foi uma boa leitura, Eldest uma continuação, embora um pouco mais repetitivo... A ver vamos com o terceiro!

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón

A Sombra do Vento é um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, num crescendo de suspense que se mantém até à última página.

"Embora com ecos superficiais de Mendoza e Pérez-Reverte, a voz de Ruiz Zafón é de uma originalidade à prova de bomba. A Sombra do Vento anuncia um fenómeno da literatura popular espanhola."
Sergio Vila-Sanjuán,
La Vanguardia


"Um livro sobre outro livro, cheio de cenas fantásticas e maravilhosas. Logo que se começa a ler não se pode largar. Li-o num dia e meio, de uma assentada."
Joschka Fisher (ministro alemão dos Negócios Estrangeiros)


www.lasombradelviento.net
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Lindo.
Espantoso.
Não tenho palavras para descrever um livro tão completo.

A partir de um ponto, um livro, vai-se desenvolvendo um enredo que cativa pelas várias personagens envolventes, pelo mistério e suspense que relacionam o policial que se encontra no livro, aquela cidade, Barcelona, que mesmo sem lá ter ido apaixonou-me pela sua melancolia, a tragédia e o amor, e a morte e o horror, a presença da guerra civil e de males que deixam sangue para trás.

É mais do que um romance histórico, com certeza. Um pouco mais do que um policial. Um livro de ficção que é, para mim, um pequeno fenómeno.

Adorei o Cemitério dos Livros Esquecidos, adorei todas as personagens, e desde a primeira página que sentimos a fluidez do texto e a beleza das palavras. Chegamos ao fim num fôlego, ansiosos por saber o que nos reserva, o culminar de todos os segredos e a conclusão que nos vai fazer ficar acordados.

Não me lembro de alguma vez ter rido tanto com um romance! =D Simplesmente hilariante!

Intrigante...
O tempo e a vida têm um papel principal. Só lendo perceberão o que quero dizer ;) Uma narrativa excelente, palavras que nos embalam, e para quem pensa que isto é apenas um livro especial para quem gosta de livros, está enganado: alarga-se a muito mais que apenas isso! Segredos, mistérios, personagens, histórias entrelaçadas, amores e desencontros, até certo ponto este livro enfeitiçou-me.

Este é daqueles livros que nos fazem querer ler outra vez, não apenas porque gostámos, mas porque é mesmo assim.

Espero muito ansiosamente por "El Juégo del Angel". Quero voltar a Barcelona e a todos os locais que me fizeram suspirar.

Resultados sobre a pergunta:


(clique para ampliar)

Ora vamos a ver:

o género fantástico é o mais escolhido! Seguido do histórico!
Justificações: terá a ver com o tipo de pessoas que frequentam este blog? Talvez, acho que é uma boa justificação para a Fantasia. Quanto a Histórico, acho que é daqueles géneros que inclui um pouco de tudo: romance, drama, conspiração, aventura, e claro a vertente histórica que quase sempre fascina!

O Romântico também é muito votado (embora apenas o Género Fantástico/Horro ultrapasse os 50%! Como cada eleitor podia escolher vários géneros, justifica-se).
Talvez a boa parte das pessoas goste de vez em quando de um pouco desse calor romântico... Concordo!

O Policial tem 30% dos votos. É, portanto, para mim, o último dos géneros que se pode dizer "de eleição" (um limite de 30%). Eu não gosto muito de policiais, mas concordo que este género é dos mais procurados!

Deixando de lado alguns (não quero estar a falar de todos), para resumir os restantes basta dizer que a grande maioria encontra-se entre 10/15%, uns mais outros menos. Acho que não se esperava outra coisa, uma vez que os géneros que acima se referiu são os que procuram suscitar um maior interesse, tanto a nível de escrita como cultural como emoção. Como disse, acabam por reunir vários elementos.

O Dicionário é aquele "menos preferido". É de esperar, embora tenha incluído esse género e Enciclopédias porque na realidade já conheci pessoas com estes gostos! E pelo menos uma há (duas nas Enciclopédias).

Obrigado a todos pela participação. Estive para aqui a justificar, e portanto espero que também me dêem a vossa opinião!

A escola começou...

Pois é!... Começou o ano lectivo.

Eu ando no 10.º ano. O que, poderão saber, já não é pêra doce!
Continuo a ler como se nada fosse... Mas também é verdade que, sem as queridas férias, o tempo reservado para os livros escassa!

Nestas altura a melhor solução é: ler à noite. De dia estou enfiado na escola e é quase impossível avançar muito na leitura, tirando os pequenos momentos na biblioteca. De resto, à noite, consigo ficar acordado nem que seja para ler um só capítulo!
Foi na biblioteca da escola que li a obra completa de Lucky Luke, de Mafalda, de Gaston, de Astérix e de Calvin&Hobbes! E é assim que geralmente passo o tempo! Talvez este ano adopte um livro para ler nessas ocasiões...
Além de que é quase impossível levar um livro na mala. Apenas duas disciplinas e a mochila já pesa! Embora seja de louvar a atenção que cada vez mais se dá ao problema.

Gosto quando os professores nos dão listas e dizem: escolham um livro. Claro, para quem gosta de ter livros e lê-los, esta é a nossa decisão preferida... É que para estes livros não há desculpas, pronto, tem de se comprar compra-se logo! =D E lê-se! e desta maneira acabamos por ler mais do que pensamos.


E portanto, com o fim das férias, vou lançar uma nova pergunta:

Quantos livros leram durante as férias?

Em breve disponível ;)

E, também em breve, os resultados da última pergunta!

O Ciclo de Avalon

Depois de ler "A Queda da Atlântida", embora não me tenha impressionado por aí além, deixou-me com água na boca para ler "As Brumas de Avalon"!

A verdade é que "A Queda da Atlântida" é considerado o primeiro livro da série Avalon, e cujo último é "As Brumas de Avalon".

Decidi postar aqui a lista completa (até agora) dos livros que completam a saga, para interessados e para quem gosta da autora:

1.º - A Queda da Atlântida;
2.º - The Ancestors of Avalon (ainda não publicado em Portugal);
3-º - Os Corvos de Avalon;
4.º - A Casa da Floresta;
5.º - A Senhora de Avalon;
6.º - A Sacerdotisa de Avalon;
7.º - Sword of Avalon (previsto para 2009);
8.º - As Brumas de Avalon.

Cronologicamente, esta é a ordem. A princípio quis ler por esta ordem, mas depois de ler "A Queda da Atlântida" desisti, antes quero começar já "As Brumas de Avalon"!

Já leram algum destes livros? O que me dizem deles?

A Queda da Atlântida, de Marion Zimmer Bradley

A história de duas irmãs, Deoria e Domaris, filhas de Sumo Sacerdote Talkannon, dos seus amores, dos seus ódios, dos seus prazeres e sofrimentos e da forma como, tendo escolhido caminhos diferentes, por vezes opostos, vivem os seus dias e desempenham um papel fulcral na batalha que, apesar de invisível, se trava dia e noite pelo futuro do Mundo. Mas mais importante que qualquer destino ou karma, o que está em jogo é o futuro do próprio Mundo, pois da batalha mortal que se trava entre as Trevas e a Luz e do seu desenlace poderá resultar a queda da própria Atlântida.
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Esperava mais do livro.
É o primeiro livro que leio de Marion Zimmer Bradley, e confio que não seja o melhorzito...

Em primeiro lugar, não tem NADA a ver com a Atlântida. Logo isso é uma desilusão, embora não seja suficiente para justificar.
Para mim, as personagens não foram envolventes, e o enredo tornou-se repetitivo por vezes...
Até que, lá para os dois últimos livros (o livro divide-se em cinco), a coisa anima. Pelo menos sempre se torna mais recheado. Mas por vezes consegue-se tornar entediante, não diria aborrecido (é uma palavra grossa), mas entediante... Arrasta-se um bocado, talvez.

Tenho estado a dizer coisas negativas, mas não desgostei totalmente do livro.
É, para mim, incompleto a muitos níveis, e não creio que a autora possa ser julgada por este livro individualmente... Este é aquele livro que dá ao leitor o princípio de todo o ciclo de Avalon, e o desejo da autora de transmitir como é que tudo começou...
As personagens, embora tenha simpatizado, não me fascinaram, acho que a determinada altura estava um pouco farto de tanto choro... E o enredo não é completamente viciante, até é bastante simples.

Mas sempre é interessante se resumirmos um pouco: as duas irmãs vivem num Templo, à medida que crescem, vão praticando actos bons ou maus, e gera-se uma longa teia de escuridão e luz, e as suas acções vão influenciar o futuro de muita coisa... E o seu karma, que se estenderá por gerações vindouras (até às Brumas?).
Portanto, é interessante, mas tenho de lhe dar uma qualificação mediana por ter demorado tanto a entusiasmar-me.

No entanto, além de ser um livro de leitura muito fácil, ao longo do tempo mantive dentro de mim uma emoção constante, o que me fez sempre querer ler mais, e mais, e mais. Essa emoção acabou por fazer com que o livro se tornasse, a meu ver, mais empolgante. E como li rápido, reconheço que algumas páginas podiam ser suprimidas, mas não notei diferença na leitura.
Depois de ler este livro, ainda mais me apetece ler "As Brumas de Avalon", porque nota-se que o objectivo será continuar a história, que se estenderá por gerações...
É um livro trágico, muito trágico! Como parece ser hábito nos livros de MZB, a feminilidade mantém um papel principal.
Este livro é um livro de Fantasia, convém afirmar, o que aprecio e acabou por ser, em certas alturas, bom. Nada de Atlântida, ou referências históricas, mas uma história passada em Reinos passados, e completamente fantástica... Nostálgica, pode-se dizer.

Acho que não aconselharia imediatamente este livro... Melhor, primeiro leiam "As Brumas de Avalon", "A Casa da Floresta" por exemplo. Depois, leiam "A Queda da Atlântida", porque no caso de não gostarem sempre não desistem da autora!
Apenas comecei a ler este livro porque é o primeiro da saga Avalon. Mas acho que, a seguir, irei logo avançar para As Brumas...

Ivanhoe, de Walter Scott

Exuberant, colourful and packed with incident, Ivanhoe is Sir Walter Scott's great romance of the Age of Chivalry.

Scott's noble knight, brave Ivanhoe, returns home from the Crusades to claim Rowena, an Anglo-Saxon princess, to be his bride. Before long he is embroiled in the struggle between Prince John and his brother, Richard the Lionheart, who as return incognito and enlisted the aid of Robin Hood and his merry men to win bacj the throne of England.

"Caught at the right age, or in the right moo, it is hard to imagine a reader finding any book more exciting or more delightful... a wonder of suspense" - A. N. Wilson

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Walter Scott tornou-se um dos meus autores preferidos.

Um mestre no romance histórico. Absolutamente transportou-me para a Idade Média, ainda por cima com um livro que envolve uma história praticamente conhecida por todos: a época de Ricardo Coração de Leão, quando este estava desaparecido e o Príncipe John reinava malvadamente o reino. E o Robin dos Bosques, esse herói dos pobres, e finalmente Ivanhoe, um cavaleiro que Scott nos apresenta.

Este livro ocupou IMENSO o meu tempo, há muito que um livro não ficava tanto tempo na cabeceira. Mas finalmente acabei, e acho que cada segundo valeu a pena.
As personagens não podiam ser as mais apropriadas, não faltando os cavaleiros, as damas, os castelos, a floresta, os fora-de-leis que caracterizam a Idade Média. A acção é, desde o princípio, cativante, e é com emoção que li as cenas dos torneios e batalhas, ou as conspirações e paixões.

No fim do livro, ainda fiquei admirado com a mestria, e confesso que fiquei... triste, mas no bom sentido, se é que me percebem! Adorei o livro, e essa adoração inclui um pouco essa tristeza... Claro, não falarei muito mais para que possam ter a oportunidade de ler!

Decididamente, tornei-me um fã da Idade Média!
(uma curiosidade, para quem leu Os Pilares da Terra e adorou como eu, este livro, cronologicamente, fala de uma história imediatamente a seguir à época do livro de Follett! =D Assim como O Talismã, que se sucede aos Pilares e antecede este!)
Qualquer amante de História ficará fascinado. Eu fiquei. E não foi o facto de ler na língua original que tirou o prazer da leitura.

Promoção da Saída de Emergência!

E vejam só, este mês a lista de livros que poderá levar aumentou!

Agora, na compra de dois livros na loja online da editora, oferecem-lhe um terceiro grátis. Então, do que está à espera para revolucionar as prateleiras da sua biblioteca?

O funcionamento da Promoção 2=3 é muito simples:

• Faça as suas compras normalmente;

• Quando chegar ao checkout, por cada 2 livros que tiver comprado poderá escolher um terceiro grátis (se comprou 4 recebe 2 e assim sucessivamente);

• Como os portes continuam a ser pagos pela editora e o desconto é sempre no mínimo de 10%... já ninguém se pode queixar que não lê porque os livros estão caros!

(Promoção válida apenas para compras superiores a 20€. Os Packs Promocionais contam apenas como 1 livro)


Este mês, pode escolher o seu livro grátis da seguinte lista:

- A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin
- O Salão Dourado, de Rebecca Kohn
- O Segredo do Chocolate, de James Runcie
- A Espada de Átila, de Michael Curtis Ford
- O Remédio, de Michelle Lovric
- Seraglio, de Janet Wallach

A Guerra dos Tronos mantém-se um livro de escolha, deve ter mesmo muita aderência! (como se não se justificasse... =D)

Profecias do Bandarra

O verdadeiro patrono do nosso País é esse sapateiro Bandarra...
O futuro de Portugal - que não calculo mas sei - está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra...
O Bandarra, símbolo eterno do que o povo pensa de PortugalFernando Pessoa

Em dois sítios me achareis,
Por desgraça ou por ventura:
Os ossos na sepultura,
A alma, nestes papéis.

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Um livro pequeno, muito pequeno, não fosse a quantidade de informações históricas que poderemos ler!

Para mim, este livro trata-se apenas de uma curiosidade. Qualquer interessado vai ler este livro pela história das suas profecias: Bandarra ofereceu-nos, no séc. XVI, poemas que vaticinam o futuro de Portugal e do Mundo, e acabaram por acontecer realmente depois de ele morrer!

Serviu de inspiração a muita gente, incluindo o padre António Vieira e o poeta Fernando Pessoa.
Este livro vem acompanhado com um prefácio de carácter histórico, que ajuda a perceber o porquê da publicação de tais trovas, e acompanha-o várias notas para quem quer aprofundar melhor o significado de cada dito. É curioso ver que as profecias/poemas são escritos em forma de metáfora, e o leitor não deixa de pensar: realmente, sim senhora, por acaso até acabou por ser assim, olhem só a comparação!...

Além disso, ainda podemos ler algumas críticas ao estado do país que, incrivelmente, se mantém até hoje...

Comprei este livro em Trancoso, a preço de 1 euro. O conselho: visitem Trancoso e comprem o livro. Para quem ficou interessado depois da minha apreciação, como é óbvio aconselho-os a lerem o livro quando puderem.

Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel

Tita vive, nos primeiros anos do séc. XX, numa localidade fronteiriça mexicana de arraigados e severas normas sociais. Como filha mais nova, devia consagrar a sua vida ao serviço da família e esquecer-se do amor. Mas tudo se complica quando Tita se apaixona por um jovem chamado Pedro Muzquiz. Como a Mamã Elena não deseja prescindir da sua filha mais nova, que a deveria cuidar na velhice, a solução que encontra consiste em oferecer a mão de outra das suas filhas a Pedro... Nesta desesperante situação, a cozinha e os seus feitiços tornam-se na única válvula de escape para a sensualidade da jovem...

Laura Esquivel nasceu na Cidade de México em 1950. Dedicou-se à docência e escreveu obras de teatro infantil e guiões para cinema. O seu primeiro romance,
Como Água para Chocolate (1989), obteve um êxito extraordinário, sendo traduzido a mais de trinta idiomas e recebendo em 1994 o Prémio ABBY (American Bookseller Book of the Year), galardão concedido pela primeira vez a um autor estrangeiro. Outras obras são A Lei do Amor, Íntimas Suculências (compilação de contos com receitas de cozinha), A Pequena Estrela do Mar, O Livro das Emoções, Tão Veloz como o Desejo e Malinche.
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Superou as minhas expectativas, que eram medianas.
Muito giro. Acabei o livro com emoção e, nem reparei, com uma lágrima de coração.

Muito, muito sensual. O que seria de esperar quando se mistura romance com a cozinha?

Incrível em como em apenas um dia li este livro! E acabei-o com uma sensação de êxtase. Mesmo a calhar.

É um livro sensual, sexual?, quase erótico. Esse romantismo vai aliar-se à cozinha, que se torna o consolo de Tita, a personagem principal, e também a sua maneira de exprimir sentimentos, por isso cada prato acaba por provocar alguma sensação no provador, desperta sempre algum sentido em quem come.

Reparei que a autora foi inspirar-se em muitas histórias: um pouco da Cinderela, algumas vezes até pensei em "A Casa dos Espíritos", embora seja completamente diferente!
É, poderá alguém dizer, um livro de fantasia, mais um livro de cozinha, mais um romance de partir o coração. Passado num rancho mexicano, numa época de revolução (que, segundo me leva a crer, é verídica).
Mas por ser um romance tão sensual, acabei por ficar surpreso ao ver que é recheado de momentos mágicos!

Achei enfadonho quando a autora se dispôs a ditar as receitas, achei mesmo enfadonho. Mas a partir do momento em que a culinária se uniu à história de amor e à magia, acho que tudo ficou excelente. Como se tivéssemos provado os pratos, não sentimos os seus sabores, mas sentimos as suas consequências emocionais.

Uma leitura muitíssimo agradável, que se lê facilmente e com gosto, para mim um bom romance que caracteriza o estilo da escritora, quase com toda a certeza. Aconselho, aconselho a todos, em algum momento vos há de deixar agradados. Eu fiquei impressionado.

Outra promoção da Sábado!

Imperdível!

18 de Setembro: O Amante - Marguerite Duras
25 de Setembro: O Pêndulo de Foucault - Umberto Eco
2 de Outubro: Meridiano de Sangue - Cormac McCarthy
9 de Outubro: Gabriela, Cravo e Canela - Jorge Amado
16 de Outubro: Sputnik, Meu Amor - Haruki Murakami
23 de Outubro: Uma Conspiração de Estúpidos - John Kennedy Toole
30 de Outubro: O Historiador - Elizabeth Kostova
6 de Novembro: O Carteiro de Pablo Neruda - António Skarmeta

O primeiro livro é grátis, todos os outros são 1 euro mais o preço da revista.

De todos, apenas li "O Historiador", e gostei imenso! Incrivelmente, todos os restantes livros me atraem, por isso é uma boa oportunidade.

Ávidos leitores, preparem-se! ;)

Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

Livro dos Conselhos
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Li este livro em pouquíssimo tempo.
Senti-me absorvido, e fiquei admirado com o que li.

Por um lado, era o que esperava. Por outro, algo não estava na minha imagem do livro, e acabou por ser ainda melhor.

De todos os livros que li de José Saramago, talvez este seja o mais fácil de ler, e o mais fácil de adaptar para o cinema (isto se for bem aproveitado!).

Uma coisa que me fascina em Saramago: cada livro é uma obra única, e não obstante o estilo de escrita com pontuação elementar e reflectivo, conseguem ser sempre originais. Pelo que, para mim, talvez este seja mais um dos grandes livros de Saramago, embora já me tenha habituado a não dizer qual seja o melhor. No entanto, até agora este foi para mim, a nível de emoções, o mais forte!

Alguns elementos que me fascinaram: para não variar, a ideia, a mensagem, e a interpretação que caracterizam cada livro do autor; a cadeia que Saramago construiu, e um enredo que me fez, muitas vezes, delirar; as personagens, que tão bem se adaptam e que estão muito bem conseguidas, ao nível do que o escritor sempre nos apresenta; a faceta um tanto ou quanto de ficção-científica, e o romance.

Porque este livro fala da humanidade, da condição humana. Sem querer adiantar qualquer interpretação além desta, a cegueira branca de Saramago encerra meditações e perspectivas muito interessantes.

Além disso, devo dizer que este livro é recheado de cenas fortes, brutais! Impressionou-me nesse sentido. É violento, terrível, por vezes enojante. Brutal mesmo! Nem imagino como terá sido escrever o livro, mas sem dúvida foi isto que Saramago sentiu e quis exprimir.
Para mim, uma das melhores leituras.

Este é um livro a ler, ou para quem gosta de Saramago ou para quem o quer ler. Para quem ainda não leu nada do autor, este é um excelente romance para começar, vão por mim! Para quem já é experiente na obra de Saramago, é uma leitura obrigatória.
Espero agora pelo filme, que se bem feito será tão bom quanto o livro (claro, há sempre alguma interpretação que pode escapar, se virmos a essência do livro, mas sem dúvida poderá dar um excelente filme!).

(já agora, acho que os actores e as personagens coincidem muito bem ;) )

Um, dois, três, ...

Têm o hábito de ler dois ou mais livros ao mesmo tempo?

Eu não, digo já que não sou leitor para isso, mas neste final de férias decidi experimentar, é então a segunda vez que faço uma coisa destas.

O problema é que tive sempre medo de confundir as histórias, e gosto de me dedicar a um livro apenas...

Mas agora, para acabar com a pilha de livros por ler (demasiado grande), decidi: dois livros, um para o dia e outro para a noite. Até agora, não tenho tido problemas.

Não aguento tanto tempo sem livros novos

... portanto comprei estes:



=)

Ansioso por ler ambos...