Outra promoção da Sábado!

Imperdível!

18 de Setembro: O Amante - Marguerite Duras
25 de Setembro: O Pêndulo de Foucault - Umberto Eco
2 de Outubro: Meridiano de Sangue - Cormac McCarthy
9 de Outubro: Gabriela, Cravo e Canela - Jorge Amado
16 de Outubro: Sputnik, Meu Amor - Haruki Murakami
23 de Outubro: Uma Conspiração de Estúpidos - John Kennedy Toole
30 de Outubro: O Historiador - Elizabeth Kostova
6 de Novembro: O Carteiro de Pablo Neruda - António Skarmeta

O primeiro livro é grátis, todos os outros são 1 euro mais o preço da revista.

De todos, apenas li "O Historiador", e gostei imenso! Incrivelmente, todos os restantes livros me atraem, por isso é uma boa oportunidade.

Ávidos leitores, preparem-se! ;)

Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

Livro dos Conselhos
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Li este livro em pouquíssimo tempo.
Senti-me absorvido, e fiquei admirado com o que li.

Por um lado, era o que esperava. Por outro, algo não estava na minha imagem do livro, e acabou por ser ainda melhor.

De todos os livros que li de José Saramago, talvez este seja o mais fácil de ler, e o mais fácil de adaptar para o cinema (isto se for bem aproveitado!).

Uma coisa que me fascina em Saramago: cada livro é uma obra única, e não obstante o estilo de escrita com pontuação elementar e reflectivo, conseguem ser sempre originais. Pelo que, para mim, talvez este seja mais um dos grandes livros de Saramago, embora já me tenha habituado a não dizer qual seja o melhor. No entanto, até agora este foi para mim, a nível de emoções, o mais forte!

Alguns elementos que me fascinaram: para não variar, a ideia, a mensagem, e a interpretação que caracterizam cada livro do autor; a cadeia que Saramago construiu, e um enredo que me fez, muitas vezes, delirar; as personagens, que tão bem se adaptam e que estão muito bem conseguidas, ao nível do que o escritor sempre nos apresenta; a faceta um tanto ou quanto de ficção-científica, e o romance.

Porque este livro fala da humanidade, da condição humana. Sem querer adiantar qualquer interpretação além desta, a cegueira branca de Saramago encerra meditações e perspectivas muito interessantes.

Além disso, devo dizer que este livro é recheado de cenas fortes, brutais! Impressionou-me nesse sentido. É violento, terrível, por vezes enojante. Brutal mesmo! Nem imagino como terá sido escrever o livro, mas sem dúvida foi isto que Saramago sentiu e quis exprimir.
Para mim, uma das melhores leituras.

Este é um livro a ler, ou para quem gosta de Saramago ou para quem o quer ler. Para quem ainda não leu nada do autor, este é um excelente romance para começar, vão por mim! Para quem já é experiente na obra de Saramago, é uma leitura obrigatória.
Espero agora pelo filme, que se bem feito será tão bom quanto o livro (claro, há sempre alguma interpretação que pode escapar, se virmos a essência do livro, mas sem dúvida poderá dar um excelente filme!).

(já agora, acho que os actores e as personagens coincidem muito bem ;) )

Um, dois, três, ...

Têm o hábito de ler dois ou mais livros ao mesmo tempo?

Eu não, digo já que não sou leitor para isso, mas neste final de férias decidi experimentar, é então a segunda vez que faço uma coisa destas.

O problema é que tive sempre medo de confundir as histórias, e gosto de me dedicar a um livro apenas...

Mas agora, para acabar com a pilha de livros por ler (demasiado grande), decidi: dois livros, um para o dia e outro para a noite. Até agora, não tenho tido problemas.

Não aguento tanto tempo sem livros novos

... portanto comprei estes:



=)

Ansioso por ler ambos...

Por favor... Alguém me dá este livro!!! Por favor!!!



Eu QUERO este livro, a sequela de Os Pilares da Terra!!!

O problema: outra vez, dividiram em duas partes! Mas os editores portugueses têm assim tantos problemas com grandes volumes??

(conclusão, se ninguém se lembrar de me oferecer o livro, quando sair o segundo volume estou lá caído ;) )

Maddie - A Verdade da Mentira, de Gonçalo Amaral


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Quem me conhece como leitor sabe uma coisa: este seria um dos últimos livros que leria.
Mas li. Porque mo emprestaram. E eu não sou de recusar.

É uma leitura rápida até certo ponto. Mas... Vou ter de ir por partes.

Fiz um erro enquanto lia este livro: precipitei a minha opinião. Ainda nem a metade do livro ia e já estava a fazer juízos de valor. Quando acabei de ler a obra, tornou-se óbvio que falei demasiado cedo.

Do princípio até metade do livro, tudo o que diz não é novidade, e parece que o autor limita-se a copiar o processo todo (que é do domínio público) e a passá-lo para o livro. Para avançar com a leitura, a vontade não era muita, confesso.

Até que, a partir de metade, começou a excitar um bocado. Até porque só a partir desta altura é que são revelados os factos que se mantém desconhecidos.

Sinceramente, embora tenha lido por curiosidade, não achei o livro chocante! As revelações são impressionantes, pois provam coisas que, se calhar, muitos desconfiam, mas não achei o livro tão chocante que mereça esse título! É interessante, sem dúvida, e vem dizer muito coisa que me deixou impressionado!

Continuo a achar que o livro deixa algumas perguntas em aberto e sem resposta, principalmente porque se sabe que houve muita política neste caso, e mesmo assim o livro nada diz sobre isso. Por isso, na minha opinião, embora a obra revele pormenores que acusam prontamente e acabariam com este caso Maddie, continua a ser uma máquina de fazer dinheiro, e onde Amaral aproveitou para umas lecas, mais nada.

Leiam, mas peçam emprestado. Não vão gastar dinheiro para o livro, ganham mais se o lerem de outra pessoa.

De um amigo...



Hei-de comprar este livro muito brevemente, pois o autor frequenta regularmente este blog! =D
Além de que me parece muito bom... Lembra África e a guerra colonial, num livro que apela a violência e emoções fortes, além de que se trata de um conjunto de short-stories.

Vou adquiri-lo! (e obrigado por avisares que escreveste o livro!)

Vagueando pela Fnac...

Meus caros leitores: a minha leitura vai lenta (pois, se ainda há pouco tempo tinha um ritmo veloz, agora está mais lento que nunca...). Mas atenção: estou a gostar do livro! As razões são outras...

De qualquer maneira, tenho sempre algum tema para escrever!

Ontem, passei pela Fnac. Para (MUITA) infelicidade minha, não comprei nada =( (espero que brevemente seja recompensado, a ver vamos...).
Mas não deixei de apreciar as... centenas de livros expostos.

São tantos os livros... Mas tantos, e ainda por cima, quando vamos a ver, queremos ler vários! Bolas, é nestas alturas que penso: "Ainda não li nada"... ou "Tenho demasiado para ler...", e fico desapontado ao saber que, afinal, nunca poderei ler todos aqueles livros.

Mas talvez seja bom sinal! Quer dizer, a vida não pára, as coisas avançam... E todos os dias livros são publicados.
Nunca sentiram essa sensação? De estarem numa livraria e verem que os livros são infinitos? Que, afinal, ainda temos demasiado para ler?
Ainda por cima não comprei nenhum, foi pena... =/

Outra coisa que reparei, na Fnac e não só: os preços! Sim, não venham dizer que não está caro, está caro sim senhor! São raros os livros que não rondam o preço de 15+ euros! Que despesa! Uma pessoa quer comprar dois livros (só) e, no mínimo, gasta logo 30 euros! Para leitores mais assíduos, a mesma quantidade poderá valer 40 euros! Meu Deus, eu quero livros, mas o preço é condicionante.

Por fim, algo que só ultimamente reparei, e que me deixou deveras curioso, e que só revela o estado da situação: há cada vez menos livros de bolso! Sim, os livros de bolso, esses livros que se podem levar para qualquer lado, e que são baratos! Esqueçam, desapareceram, os grandes clássicos só se vendem em grandes livros! Claro, quando uma pessoa quer comprar, e se o título está disponível, torna-se absurdo encomendar a edição de bolso, mas é curioso que o mais barato está a desaparecer... Acho que é mais uma prova em como se quer fazer gastar/ganhar dinheiro! Fiquei admirado por ver poucos livros de bolso, e os mesmos títulos em livros de maiores dimensões. Eu lembro-me, antes não era assim!

E por hoje paro de falar, amanhã há mais... ;) Espero pela vossa opinião sobre o assunto!

Misarela A Ponte do Diabo, de Padre António Fontes e Alex Gozblau


Visitei esta ponte de Misarela, no Norte, no concelho de Montalegre para os lados do Gerês. É espectacular, e talvez venha a postar algumas imagens neste blog sobre essa ponte.

Quando vi este livro, acho que nem pensei duas vezes: comprei.

É um livro infantil, mas uma lenda popular. Já conhecia a lenda, mas mesmo assim gostei de adquirir o livro, como recordação também.

Não só a escrita está muito boa como as imagens são excelentes. A lenda é muito interessante, e mais será se um dia vocês forem visitar essa ponte... ;)

Obra muito pequena, li em 5 minutos, mas gostei muito!
A lenda e o local são uns dos mais emblemáticos pontos de interesse no concelho de Montalegre, e sem dúvida valem a pena.

Encontrei aqui o texto do livro, que só não é integral por poucas frases! Para quem está interessado em saber desta lenda.

Máscaras do Destino, de Florbela Espanca

Florbela de Alma da Conceição Espanca (Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 - Matosinhos, 8 de Dezembro 1930) escreveu o seu primeiro poema em 1903, ao qual deu o nome de A Vida e a Morte. Em 1920, estreou-se com Livro de Mágoas. A sua obra reflecte e, ao mesmo tempo, inspira-se nas suas mágoas: a doença (neurastenia), os abortos, a morte do irmão, que a deixou na mais profunda depressão e a quem dedicou o livro Máscaras do Destino, e os casamentos frustrados. A sua poesia denota a perfeição e que poderá traduzir-se numa das suas mais célebres frases: "Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens!". Seria depois da sua morte que os seus poemas viriam a imortalizá-la.
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Eu sei que ultimamente andei desaparecido, mas isso deveu-se a uma pequeno passeio (em jeito de férias). O último, prometo. =P

Depois de Desgraça, decidi levar para o passeio um livro mais pequeno. O escolhido foi Máscaras do Destino.

Trata-se de um conjunto de contos, que deverão ser lidos individualmente. Costumo ler um conto por dia, uma mania de leitor, talvez para reflectir sobre o assunto ou não ler à pressa. Neste livro aconteceu mesmo isso.

Posso dizer que, no fim do livro, o balanço foi algo positivo, mas os primeiros contos não eram o que esperava, e fiquei pouco convencido à primeira leitura.
Oito contos distintos, e gostei mais de uns do que de outros.

Todos os contos são algo surreais, distintamente prosa poética. Linguagem de poesia, sem tirar nem pôr. O elemento comum em todas as histórias: a Morte. É um livro muito funesto, uma faceta de Florbela Espanca que, para mim, é mais que óbvia.
Nota-se que a escritora se inspirou muitíssimo na trágica morte do irmão, transportando toda a sua tristeza e dor para contos que falam de assuntos funestos, tristes, melancólicos, angustiantes.

Não gostei muito dos primeiros contos. São tão poéticos que... Preferiria lê-los em forma de verso. É o tipo de leitura que se procura em verso, mas não em prosa. Os contos têm, como sempre, a Morte a acompanhar, essa companheira constante. Os textos transmitem algo quase surreal, descrições demasiado pintadas. Não sei se têm alguma grande moral por detrás, mas dão que reflectir sem dúvida: até porque temos que reflectir para conseguir entender o que a autora escreveu.

Já a outra metade do livro, os quatro últimos contos, me fascinou e fez com que a imagem do livro fosse mais sólida. Aliás, gostei muito desses últimos contos, porque embora sejam sempre funestos e melancólicos, são prosa poética realmente prosa, e não o tipo de escrita que seja mais ideal em verso. As descrições são muito bem pintadas (esse é mesmo o termo correcto) e as histórias, sem muito desenvolvimento, não só dão para reflectir como ainda conseguem emocionar. Gostei desses contos.

Os contos tratam mesmo de personagens que poderão não ser tão peculiares quanto isso, mas várias "máscaras" do mesmo destino: a Morte.

Para quem aproveitou esta colecção oferecida pelo JN, não deixem de ler, obviamente (embora a revisão não seja, de todo, muito boa)! Quanto aos outros, aqueles que não têm o livro em casa, aconselho vivamente a poesia de Florbela Espanca, antes de se embrenharem neste livro.

Desgraça, de J. M. Coetzee

David Lurie é um professor universitário de meia-idade, divorciado, que divide o seu tempo entre o desânimo das aulas e as satisfações momentâneas que lhe proporciona uma prostituta chamada Soraya. Quando a prostituta deixa de o atender, David dirige a sua atenção para uma jovem aluna, com a qual terá uma arriscada aventura. A denúncia da relação provocará um autêntico naufrágio existencial, que começa com a humilhação pública e o afastamento do cargo. David procura então a sua filha Lucy, que vive numa quinta numa zona rural, longe da Cidade do Cabo. Mas a desgraça continuará a persegui-lo...

J. M. Coetzee nasceu na Cidade do Cabo, África do Sul, em 1940. Desde 1971, é professor de Literatura na Universidade da Cidade do Cabo. Poucos escritores conseguem equilibrar como ele a reinvidicação da justiça social com as exigências técnicas e estéticas do romance. Recebeu o prémio Booker em 1983 com
A Vida e o Tempo de Michael K, e em 1999 com Desgraça. Destacam-se igualmente os seus romances Elizabeth Costello, No Coração desta Terra, À Espera dos Bárbaros, A Ilha, O Mestre de Petersburgo e A Idade do Ferro. Em 2003 foi-lhe concedido o Prémio Nobel da Literatura.
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Este é um livro muito forte, de um carácter psicológico e físico muito palpável.

Deu para notar que Coetzee adopta um estilo de escrita muito pessoal, por isso foi uma experiência de leitura completamente nova.

A história não podia ser mais desgraçada: um homem que comete o erro de ter relações com uma aluna e que acaba por ser perseguido por todos, e quando vai ter com a filha Lucy ao campo a desgraça continua a atormentar-lhe a vida, para mal dos seus pecados...

É um bom livro, e gostei da leitura. Compreendo a decisão do prémio Nobel, que certamente merece!
Ao longo da leitura, parece que somos envolvidos por uma atmosfera demasiado deprimente, por vezes cinzenta, desde o princípio. É um livro pequeno, mas o desenvolvimento da personagem principal mostra-nos dúvidas existenciais, dores físicas e psicológicas, tormentos consigo próprio e com os outros, e relações demasiado afectivas (mas que são tomadas com superficialidade).
Algumas partes do livro são bastante cruas para pessoas que procuram uma leitura mais "relaxada". Este livro não é nada relaxado. E o protagonista sofre com isso, com a humilhação e a relação consigo mesmo.

Uma vez que se passa em África do Sul, todo o livro se destaca também pelas referências aos inúmeros problemas racistas, e aos clãs que assolam o terror e ressentimento pelo país.

Gostei do livro. O autor tem uma maneira muito própria de escrever, e este é um livro cru, forte, de dúvidas, que nos fazem admitir o destino, que por vezes não é o que esperamos... Apele a muitos debates e a sentimentos. A vida como uma dúvida existencial, uma perspectiva de desgraça em que temos de enfrentar fisicamente os desafios ao longo do tempo.
Livro que merece a honra, por vezes brutal, cujas cenas muitas vezes nos incomodam pela frieza e simplicidade desmedida com que são descritas, enquanto que somos absorvidos desde a primeira página.
Um bom livro para a nossa biblioteca.

O Talismã, de Walter Scott

Walter Scott, exímio escritor inglês que se esmerou em tornar "vivos" determinados acontecimentos históricos, oferece-nos em O Talismã um subido romance de cavalaria e uma descrição ímpar das Cruzadas.
Ausentando-se do Reino, Ricardo Coração de Leão parte para combater os Mouros, alimentando o firme propósito de conquistar Jerusalém, objectivo máximo das Cruzadas. Conhece e defronta o grande sultão mouro Saladino, que ombreia com ele em honra e valentia...
Sucede, então, que o respeito e a admiração mútua dão origem a um singular relacionamento, o qual pode ser assim expresso: se Ricardo deseja Jerusalém, Saladino de Jerusalém também não desiste, pelo que, na impossibilidade de uma batalha (por circunstâncias que compete ao leitor descobrir), optam os dois contendores por respeitar a Cidade Santa, a qual, por razões religiosas, tanto significado tinha para um como para o outro.
A mestria com que nos são apresentadas as mais diversas personagens, quer do campo Cristão, quer do campo Mouro, bem como os grandes movimentos de massas, e ainda as lutas de bastidores travadas nos dois redutos, fazem de
O Talismã um exaltante entretenimento literário e também um título de alta pedagogia. Sem dúvida, uma das obras-primas de Walter Scott.
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Nem a sinopse faz jus ao quão bom este livro é.
E, se as restantes obras de Sir Walter Scott forem como esta, então estou perante um dos meus autores preferidos.

Em primeiro lugar, este é o livro que todos diziam que não existia! Ninguém, nem na FNAC, nem Bertrand, nem outras livrarias, todos diziam que este livro não existia! Pois bem, cheguei à Feira do Livro, perguntei na respectiva editora e já o li, ora toma!!!

Portanto, é com muita honra que li este romance e fiquei fascinado pela maneira como o autor descreve as situações, e como a narrativa se desenrola ao ritmo que conhecemos da Idade Média e das Cruzadas, dos cavaleiros e das damas, dos sultões e cimitarras.
Como gosto imenso de História, só posso dizer que esta obra foi uma autêntica delícia. É, realmente, um livro a ser apreciado.

Prima pela descrição ímpar desta época histórica e pela criação das personagens, e embora o final não seja totalmente imprevisível acabei o livro cativado e um pouco surpreso por algumas situações.
De certeza que lerei outras obras de Walter Scott, e tenho quase a certeza que este já é um dos meus autores preferidos!

A Anatomia do Segredo, de Leslie Silbert

"Uma leitura absorvente e impressionante, com um ritmo envolvente e engenhoso."
-David Liss, autor de A Conspiração de Papel

Inglaterra 1593:
Três semanas antes da sua enigmática morte, o famoso e sedutor Christopher Marlowe goza um enorme sucesso como dramaturgo. Rival de Shakespeare e espião ao serviço da Rainha da Inglaterra, Marlowe conhece o submundo de Londres como a palma das próprias mãos.

Nova Iorque, actualidade:
Kate Morgan, uma jovem licenciada em história da arte, trabalha como detective numa agência privada com ligações à CIA. A hábil e encantadora Kate é contratada pelo jovem milionário Medina para desvendar o mistério de um tomo escrito há mais de 400 anos que tem em seu poder. Na busca de uma perigosa verdade, ela envolve-se numa intriga que a leva dos Estados Unidos à Inglaterra, dos desertos da Tunísia a uma Itália deslumbrante.

E quando as páginas amareladas começam a desvendar os seus segredos... o que esconderá este manuscrito? O que fará com que séculos mais tarde ainda leve alguém a matar?


"Uma história inesquecível de espionagem com um jogo político que atravessa as barreiras do tempo."
-Gayle Lynds

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Nunca pensei vir a ler este livro tão cedo, mas como fazia parte de uma promoção na Feira do Livro de Lisboa... E era o que apetecia agora, um livro de entretenimento.

Acho que toda a gente conhece o estilo de literatura deste livro, tipo "O Código Da Vinci". Este é mais um livro desse género.
Um livro de entretenimento.

Mas acho que esperava que fosse pior... Fiquei muito surpreendido com a leitura.

Esperava algo mais superficial, e a minha leitura não foi tanto assim. As personagens são interessantes mas, de facto, não há grande desenvolvimento quanto a si próprias. Mas a história deste livro tem algum potencial.

Uma coisa que adorei ao ler foi que mistura o romance histórico com a actualidade. É um thriller de espionagem que envolve alguns esquemas secretos e que poderão afectar o futuro.
Marlowe, um dramaturgo hoje famoso, foi espião ao serviço de Inglaterra mas este livro debruça-se sobre as suas últimas missões, antes da sua morte misteriosa. Essas missões não só vão afectar o futuro como podem ser perigosas para alguns...

Já na actualidade, Kate é uma espia contratada para descodificar um manuscrito que vai ser uma ponte para a época isabelina (referente à Rainha Isabel I de Inglaterra). Que segredos? E quem está disposto a matar? E porquê? Estas perguntas tornam o livro engenhoso e cativante. Kate também está a trabalhar num caso de contrabando de arte, com intenções desconhecidas...

É uma escrita muito acessível e fluída, que se lê em pouco tempo. Fiquei deveras impressionado com a obra, estava à espera de algo menos inteligente. Por isso, acabei o livro deliciado. Como é comum quando leio estes livros, tenho sempre de mentalizar muito bem as personagens, pois quando algum pormenor aparece o leitor tenta sempre ligar os factos!

Repara-se nos paralelismos entre as duas épocas e as suas personagens. O facto de também se tratar de um romance histórico deliciou-me, e o suspense é o habitual neste tipo de livros.
Só houve uma coisa que não gostei, e como é no final não contarei. Mas acho que esse elemento poderia ter sido melhor aproveitado, e o estratagema foi em parte rebuscado... Mas lá se foi justificando, e fiquei um pouco ludibriado (mesmo assim, fez com que eu ficasse assim =/). De resto, fiquei bastante impressionado.

Aconselho para quem procura um thriller, suspense, mistério e um livro engenhoso, assim como histórico, resumindo um bom livro de entretenimento e não demasiado óbvio. Estou tão impressionado com o livro em parte porque esperava mais superficialidade da obra. É por isso que tenho algum entusiasmo pelo livro, porque tinha as expectativas baixas.

(tenho ainda a apontar uma coisa, e que não tem nada a ver com a história: pela primeira vez a editora Saída de Emergência desilude-me com um livro em que por vezes a pontuação está trocada (ou mesmo inexistente) e aparecem maiúsculas onde não devem.)

Tolkien - O Homem e o Mito, de Joseph Pearce

Tolkien é hoje um dos mais populares autores dos nossos tempos, mas é também, muitas vezes, incompreendido. Este novo estudo da sua vida, do seu carácter e do seu trabalho revela os factos e confronta os mitos. Explora os antecedentes do homem e da cultura em que este exerceu a sua escrita.

Tolkien - O Homem e o Mito penetra profundamente no mundo criado por Tolkien, explora o significado da Terra Média e do que ela representa no conjunto do pensamento do autor. Mas Joseph Pearce foca também outros aspectos: a sua relação com os colegas literários e com a família, a importância da sua fé religiosa e o impacto da notoriedade sobre a sua vida.

Uma obra de valor imprescindível para se compreender o homem e o mito que ele criou.

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Para ler este livro, convém ter algumas bases: convém conhecer a obra de Tolkien, principalmente "O Senhor dos Anéis" e "O Silmarillion".

Não é uma leitura muito fluída, mas não é muito difícil!
Em 1997, "O Senhor dos Anéis" foi considerada a obra do século XX. Isto chocou imensas pessoas, que não viam neste "livro de fantasia irreal" qualquer coisa que pudesse levar a "uma análise profunda e própria de uma grande obra".
"Tolkien - O Homem e o Mito" tenta provar que, afinal, a Terra Média tem muito mais de real do que algumas obras que se passam no nosso mundo; que a obra de Tolkien não é simples entretenimento, mas também pode ser levada com seriedade.

Quando li os seus livros, li-os por prazer e nunca pensei na análise que este livro faz. Mas claro, não é preciso essas coisas para se amar uma obra.

Mas aqui se apresenta uma análise do mito da Terra Média, principalmente a vertente religiosa. O livro não só se trata da biografia de Tolkien mas liga essa experiência à sua escrita e aos livros que criou, permitindo afirmar que estas obras de fantasia têm mais que se diga. Parte do livro fala das relações interpessoais de Tolkien, principalmente com C. S. Lewis e outros professores e estudiosos. Daí resultaram muitas influências, e é dessas influências que Pearce fala e das marcas que essas deixaram na obra da Terra Média. Talvez esperasse um livro mais fácil de ler, mas como seguidor da Terra Média acabei por gostar desta análise, aprofundando os meus conhecimentos.

Penetra profundamente não no mundo criado por Tolkien, mas nas crenças e vivências do próprio Tolkien, compreendendo o porquê da sua obra.

Este é um livro para aqueles que realmente gostam de Tolkien e gostam de aprofundar os seus conhecimentos quanto à sua obra. Nunca aconselharia a alguém que quisesse descobrir Tolkien sem ler os seus livros, para ler este ensaio tem-se mesmo de ter as bases de "fã" ou "interesse no assunto", com a obra de Tolkien lida. Foi a primeira obra do género que li referente a Tolkien, mas creio que vou tomar um descanso de livros assim...
Fica a sugestão para aqueles que gostam do autor em estudo e, para aqueles que ainda não leram nada sobre Tolkien, aconselho que leiam as suas obras.

O Príncipe Caspian no grande ecrã

Já estreou há algum tempo atrás, mas de qualquer maneira deixo aqui o testemunho.



Ainda não fui ver o filme, e provavelmente só o verei quando sair em DVD (para muita pena minha, mas isso são outros assuntos =/). Portanto, se já o viram, que me dizem?

Pelo menos, já li "As Crónicas de Nárnia" completas há um ano precisamente, e gostei muito. Gostei da maneira como os diferentes livros (sete) se interligam e formam não só um mundo mas uma história, à medida do que Tolkien fez com a Terra Média, dirigida a um público mais jovem. Talvez volte a ler um dia destes para postar a minha opinião ;) Até lá, aqui fica a sugestão! Leiam!

Embora "O Príncipe Caspian" seja o quarto da saga, é o segundo a ser adaptado (porque, segundo creio, foi o segundo a ser escrito por C. S. Lewis). Posso dizer que "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa" em cinema está completamente idêntico ao livro! Mesmo muito semelhante, apenas uma ou duas coisas foram omitidas (mesmo por não fazerem grande diferença). Portanto, creio que este filme também há-de estar muito bem adaptado.

Em 2010 está prevista a estreia do próximo livro (quinto da série), "A Viagem do Caminheiro da Alvorada" (embora todos tenham sido estraordinários, ganhei mais apego por este =) )

O Bosque dos Pigmeus, de Isabel Allende

A aventura decorre em África, onde Nádia e Alexander acompanham a avó Kate em mais uma expedição da International Geographic. Uma série de peripécias e os ciúmes de um elefante vão animar a semana que o grupo passa num safari.
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Uma excelente conclusão para "Memórias da Águia e do Jaguar", que acaba em beleza.

Depois de dois livros fascinantes, estava com grandes expectativas acerca deste. Acho que não acabei defraudado.

Tal como os outros, é um livro visivelmente dirigido ao público juvenil, e de todos os da trilogia acho que é o mais diferente: já não existem os clichés que se viu no segundo, pois a história é original. Embora seja fácil imaginar o fim do livro, só muito mais tarde é que consegui adivinhar o final. Tal como os outros, mantém um certo suspense light mas é excitante pela encruzilhada das personagens, que tentam sobreviver a uma série de peripécias.

O final está muito bom. Para mim ideal, visto ser um livro juvenil e visto que é o fim das aventuras de Alexander e Nadia, narradas ao longo da trilogia. Não deixei de suspirar quando acabei esta série e, sinceramente, desejar que não ficasse por aqui (o que não é o caso, garanto, porque este é definitivamente o último livro).
Tal como os outros, podemos dizer que é um livro de Fantasia/Aventura. Mas creio que é, de todos os livros, o mais maduro, talvez devido às personagens, que parecem ter pensamentos mais profundos. (mas de todos preferi os outros, embora este seja menos previsível África não me fascina - e de todos é o que menos transporta o espírito do local onde viajam)

Aconselho vivamente toda a trilogia, tendo em conta o que disse. Nunca esperem um texto muito profundo ou uma história complexa, mas sim algo mais juvenil e simples, mas igualmente inspirador e envolvente! Eu adorei, basta dizer. Ficarei para sempre atento a cada obra de Isabel Allende.

O Reino do Dragão de Ouro, de Isabel Allende

A estátua do Dragão de Ouro permanece oculta no pequeno e misterioso reino encravado na Cordilheira dos Himalaias. Segundo reza a lenda, este objecto, um poderoso instrumento de adivinhação incrustado de pedras preciosas, guarda a paz destas terras. Uma paz que agora, devido à cobiça dos homens, pode estar perturbada.
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Mais uma aventura e mais um livro fantástico.

Desta vez somos transportados para os Himalaias e desde a primeira página que é visível a fantasia, a aventura e a novidade, e somos cativados por um novo ambiente, uma nova história, novas personagens e um novo mistério... Um livro que também é uma lição.

Mais uma vez, acabei de ler com a sensação que "Memórias da Águia e do Jaguar" não podiam ser melhores.

No entanto... Reparei que este livro, embora diferente, repete muitos clichés do primeiro, o que tornou a aventura ainda mais previsível. Embora seja uma nova aventura, acho que Allende transportou muitas das bases com que escreveu o primeiro livro. Não achei "O Reino do Dragão de Ouro", pior, muito pelo contrário. Mas nota-se as semelhanças para com "A Cidade dos Deuses Selvagens".

Adorei o livro do princípio ao fim. Tão empolgante e fascinante, cheio de aventura. Uma história que pode parecer simples e visivelmente dirigida a um público juvenil, pelo que talvez não seja o tipo de texto que os fãs de Allende encontram em "A Casa dos Espíritos", mas é um livro que vale muito a pena ler.

Aconselho vivamente. Acho impossível não sentirmos um frenesim destas aventuras. É muito cativante e envolvente.

A Cidade dos Deuses Selvagens, de Isabel Allende

Um história emocionante e comovente que prende da primeira à última página e que alerta para os problemas ecológicos e o drama terrível da extinção das tribos índias da região do Amazonas.
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De Isabel Allende já li "Zorro - O Começo da Lenda", e gostei bastante. Ainda estou para ler "A Casa dos Espíritos" e "Retrato a Sépia".

"A Cidade dos Deuses Selvagens" é o primeiro livro da trilogia "Memórias da Águia e do Jaguar", e decididamente mais uma das melhores leituras que li ultimamente.

É uma escrita muito fluída, pelo que talvez seja bom avisar para não esperarem a profundidade de um texto como "A Casa dos Espíritos". É um livro juvenil, sem tirar nem pôr. Uma aventura de dois amigos na floresta amazónica, e que aproveita para alertar para alguns perigos à Natureza e aos crimes que ainda existem nessa região única.
É um livro que não se trata apenas de Aventura, mas sim Fantasia. É um livro fantástico, não só no sentido de "muito bom" mas também no sentido literal. Há muita fantasia a rechear este conto.
Assim como também há aspectos de interesse e que enriquecem o nosso saber.

Pessoalmente, adorei esta aventura. Adorei. Em dois dias li este livro que, embora não seja extenso, é muitíssimo empolgante. Faz-nos querer ler mais, e mais. Confesso que alguns elementos são previsíveis (pelo menos eu, a meio do livro, já tinha uma ideia do final), mas é uma aventura tão excitante que é impossível parar!!! Desde as primeiras páginas que se sente uma ligação com as personagens, que são tão fáceis de caracterizar. Uma ligação com as personagens e com a descoberta, o mistério da aventura. É excitante, e desde a primeira página que o livro nos cativa, de uma maneira que, pelo que já entendi, Isabel Allende consegue fazer. Em muitas alturas me vi ansiando pelas personagens, até mesmo alguns sorriso. E a fantasia deste livro é mesmo fantasiosa, embora como já disse seja puramente juvenil! Tem uma descrição simples mas muito boa, e não me lembro de momentos mortos.

Este livro fez com que Allende se tornasse, definitivamente, uma das autoras que me chamam mais a atenção. Aconselho vivamente.

Um mimo...



Obrigado à Pikenatonta, que me acariciou com um prémio tão bom!

1- Este prémio deve ser atribuido aos blogs que considerem bons, entende-se como bons os blogs que costumam visitar regularmente e onde deixam comentários;
2- Somente se recebeu o "É um blog muito bom sim senhora", devem escrever um post incluíndo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; a tag do prémio; as regras e a indicação de outros 5 blogs para receberem o prémio;
3- Devem exibir orgulhosamente a tag do prémio nos vossos blogs, de preferência com um link para o post em que fale dele....


Todos os dias percorro uma lista de blogs e insisto em comentar os postes! Portanto, é muito difícil escolher apenas CINCO blogs que eu visito regularmente!

- Estante de Livros
- Espirros
- Folhas de Papel
- Os Livros de Sofia
- Imagens do Meu Mundo

Não esqueço todos os outros blogs que comento, obviamente! Pus cinco porque desta vez havia regras... Mas acho que todos devem saber que qualquer blog onde comente regularmente me fascina!

O Papalagui, discursos de Tuiavii chefe de tribo de Tiavéa nos mares do Sul


Devo dizer que é muito difícil dizer se gostei ou não deste livro.

Em primeiro lugar, realço que é uma boa obra, que poderá ser considerada uma referência da literatura mundial e que, sem dúvida, preenche as nossas bibliotecas.

No entanto... Como habitante desta sociedade, é um pouco difícil concordar com certas teorias.

É importante ver que quem fala é um homem desprovido de civilização. É o "bom selvagem" de Rousseau. Tem um ponto de vista que, para nós, poderá parecer limitado, mas que para ele é infinito.

Ele fala da nossa civilização como um demónio. Nada deste livro é positivo, apenas negativo! Nós devemos ser as pessoas mais repugnantes neste mundo, segundo o livro. Mas esse ponto de vista não me impediu de ver a obra como algo interessante, uma análise que poderia resultar numa discussão muito, muito empolgante.

Porém (não sei se por, desde os anos 20, isto ter evoluído alguma coisa), muitas das coisas li e não concordei! Neguei completamente, porque acho que não está a ter razão no que diz! Eu posso não compreender a sua maneira de viver (e contudo como leitor e sabedor compreendo), no entanto ele também tem de ter a mente aberta e compreender o meu modo de vida! Por isso, algumas afirmações do livro são, para mim, ditas por um puritano, que fala da sua maravilhosa vida mas que, quando nos critica, se esquece desses seus ideais, e que poderão ser-nos aplicados.

Mas esquecendo esses vários contrastes, muitas coisas também concordei! Aliás, achei este livro muitíssimo inteligente em certos casos, e certas citações passei a utilizar como pretexto de discussão (citações que são puramente verdadeiras). Por isso, acabei por achar o livro muito interessante. O único problema poderá ser que, ao contrário de outros livros, este não serve para adquirir outros pontos de vista, mas só e somente para um único ponto de vista, sem qualquer consideração por outras perspectivas! Só depois de lermos o livro é que nós, leitores, poderemos pegar nessa perspectiva e passá-la para a discussão. Até lá, temos de enfrentar apenas a verdade do escritor, ou contestá-la se possível.

O livro não segue nenhum fio condutor, são antes capítulos que estudam a nossa civilização segundo vários temas, um aviso para a tribo deste chefe do mal da civilização.

Falo também das ilustrações que acompanham o livro, e que nos ajudam a compreender o texto. No fim do livro, uma pequena banda desenhada resume alguns aspectos desta análise, e o óbvio, depois de lermos o livro, é visível: por muito que queiramos mudar de vida, é demasiado tarde: esse "bom selvagem" é um sonho para nós enquanto cidadãos.

É um livro pequeno mas enorme. Poucas páginas, mas cheio de informação, maior do que parece. Muito "sumo" ;)

Portanto... Como disse, fiquei com várias imagens deste livro, e por isso creio que não perdem nada em ler o livro, pois tanto poderão gostar como não, mas de certeza que aprenderão e que não só enriquece a vossa biblioteca como o vosso saber, a vossa discussão. Se não estão interessados, então não insisto. Mas acho que acabou por valer a pena a leitura...