A Fúria dos Reis, de George R. R. Martin

Atenção!: este poste poderá ter alguns spoilers, por isso aconselho a lerem apenas pela diagonal, se estão interessados em deixar algum suspense até ao fim. No entanto, peço que confiem em mim como sempre, sabendo que tentarei não mencionar muitos factos... Comentem, de qualquer maneira!

"A Guerra dos Tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel."
-SF REVIEWS.NET


Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate.

No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.

O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...

O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!

"Agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!
-ROBERT JORDAN

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Gostaria de dar uma opinião um pouco mais longa sobre este livro. Tentarei ser o mais breve possível.

Confesso que, até agora, achei este o volume mais fraco (embora seja apenas a primeira parte do original segundo livro). Foi o que menos me agradou. Concentrou-se demasiado nas situações bélicas, embora a escrita de Martin continue a mesma: cruel, inesperada. Não posso dizer que não gostei, mas "A Muralha de Gelo" foi, até agora, o que não traiu as minhas expectativas do princípio ao fim. Mas vamos por partes.

Logo desde o princípio que achei o livro muito interessante, e era até dos que tinha mais esperanças. Uma coisa que simplesmente me deliciou neste volume foi que apareceram mais personagens e todas se ligavam estranhamente entre si, o que tornou a história super interessante. No entanto, muitos nomes que apareceram ainda não foram digeridos, porque um ponto negativo neste tipo de livros é que os nomes e casas são tantas que acabamos por deixar algumas para trás, e as descrições nem sempre ficam na memória.
No entanto, como disse, a ligação entre personagens é bestial.

As minhas personagens preferidas mantém-se, embora tenha mudado alguns aspectos: Tyrion continua a ser o melhor, para mim, até porque cada capítulo seu é sempre bom de se ler; Daenerys, que é para mim das personagens mais interessantes, pouco apareceu neste livro, por muita pena minha. Espero que o seu papel seja reforçado na parte dois; Sansa desenvolveu-se muito e tornou-se uma das personagens que mais me atrai, assim como Catelyn; Bran é uma boa personagem mas continua sem em fascinar por aí além, talvez porque nos seus capítulos a história nunca avança muito. O que torna Bran uma personagem que me atrai é a sua ligação ao lobo e a elementos obscuros...; Jon e Arya são personagens que continuo a admirar, embora neste volume não tenha achado especial a sua exploração.

Um grande ponto a favor: a introdução de novos capítulos. Adorei os capítulos de Davos e Theon, simplesmente excelentes. Espero que se mantenham. Também adorei os elementos da nova religião, fabuloso e um golpe de mestre! Fiquei fascinado com esses novos elementos.

A ideia do cometa está bestial, dá à história e às várias personagens um toque de poder e previsão, porque todos dizem uma coisa sobre ele...

Neste livro nota-se em demasia que é apenas parte de um livro original, até porque é mais uma preparação do que propriamente avanço da história. Um ponto a menos pela editora ter dividido os livros, para depois no final de cada um deixar-nos a roer as unhas por expectativa... =D

A meio do livro, comecei a achar um pouco entediante, embora não tenha perdido a fluidez! Simplesmente a acção não desenvolve muito, a história é um pouco lenta (e as personagens é que fazem com que o leitor não largue o livro). Como já disse, as questões de guerra são as mais abordadas, portanto a fantasia é deixada muito de lado.
Gostaria de ler mais sobre os lados da Muralha, que ainda tem muito que contar.
Já depois de metade do livro, o ritmo regressa e acabamos ansiosos por saber o que vem a seguir, e eu já estou a matar o bicho da curiosidade lendo o quarto livro! Acho que esse vai ser simplesmente chocante, aliás, espero que seja o melhor...

E pronto, aqui mencionei alguns pormenores. Acho que este livro merece alguma discussão, portanto aconselho urgentemente a começarem a ler a saga, porque vale a pena!

Pelas minhas boas notas...

Tive direito a:



E como está para breve o filme.... As críticas são as melhores, e confio que seja um grande livro!

Um prémio e um desejo...

Recebi mais um prémio da Clara...



E desejo oferecer, tal como ela o fez (seis apenas são poucos) àqueles que passam cá frequentemente e que se dão ao trabalho de postar os meus postes, assim como àqueles por onde passo todos os dias, que me agradam muito ;)

E a Anaaaatchim aconselhou-me a pedir um desejo. Confesso que foi um bocadinho difícil escolher, até porque desejos há muitos. Procurei, então, algo em comum entre eles. E aqui está uma coisa que desejo realmente...:


What do you so wish?

I hope it becomes real.
And you? What do you so wish?

A Muralha de Gelo, de George R. R. Martin

"A Guerra dos Tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel."
-SF Reviews.net


Estes são tempos negros para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. Do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens começa a formar-se com o objectivo de invadir o seu reino. À frente deles está Daenerys Targaryen, a última herdeira da dinastia que Robert massacrou para conquistar o trono. E os Targaryen sempre foram conhecidos pelo seu rancor e crueldade...

Mais perto, para lá da muralha de gelo que se estende a norte, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E quem vive à sombra da muralha não tem dúvidas: os Outros vêm aí e o que trazem com eles é pior do que a própria morte...

Ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam. O ódio entre várias Casas aumenta e desta vez o sangue mancha os degraus do palácio e o veludo dos cadeirões dourados. E quando parece que nada poderia piorar, o rei é ferido mortalmente numa caçada. terá sido acidente ou um assassinato? Seja como for, uma coisa é certa: a guerra civil vem aí!

George R. R. Martin prova porque é o maior escritor de fantasia da actualidade. Com a sua imaginação poderosa, a sua escrita inteligente e as suas personagens cativantes, volta a deixar o leitor rendido e a ansiar por mais. Se gosta de um romance histórico épico, de um thriller arrepiante, de uma aventura emocionante, de uma fantasia credível e, em suma, de uma grande leitura... então este livro é para si.

"Agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!
-Robert Jordan

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Claramente, este livro vem completar o primeiro (que, como já disse, fazem originalmente parte de um só).

Enquanto que, no primeiro, conhecemos as personagens e a narrativa desenvolve-se através das conspirações, neste tudo passa à acção. Já nos habituamos melhor às personagens que vão aparecendo (embora vi-me tentado a voltar atrás para confirmar uma descrição) e a leitura continua fluída e no seu ritmo.

Em grande parte do livro só parei por motivos de força maior. É pleno de emoções fortes e vibrante, tão que é difícil largar e deixar as revelações para mais tarde. Martin prova, de facto, porque é o maior escritor de fantasia da actualidade.

É muito mais interessante discutir o conteúdo do livro, mas como não quero estar a adiantar spoiler (e a meu ver a apresentação da contracapa já tem que chegue...), malta, leiam para discutir! =)

Notei neste volume que o livro, desta vez, passa a tender mais para o fantástico, para o épico. Não deixa de ser uma grande leitura e que nos deixa de boca aberta, pela crueldade do autor, pelo génio, por querermos saber mais e acompanhar as personagens favoritas. Além disso, a maneira como cada capítulo corresponde a uma perspectiva de uma personagem explora muito mais essa pessoa e faz-nos entrar nos seus sentimentos, tendo vários pontos de vista que moldam a maneira como olhamos para ela.

Aconselho vivamente, e já estou a ler "A Fúria dos Reis"!

Mais um prémio...

Da Clara:



Obrigado! Foi muito querido!

Uma pequena pessoa...

... deu-me este pequeno livro:



Pequeno, não é bem assim. Espero vir a ler brevemente esta crítica à nossa sociedade, através do olhar de um chefe índio.

Mais uma vez, 2=3!

E este mês, uma oportunidade para muita gente: "A Guerra dos Tronos" é um dos livros presentes na lista! É verdade, compre dois livros na editora Saída de Emergência e leve grátis um à sua escolha (numa lista de quatro). Um deles é o primeiro volume da saga de George R. R. Martin, aclamada pela crítica, "As Crónicas de Gelo e Fogo"!

Agora, na compra de dois livros na loja online, oferecemos-lhe um terceiro grátis. Então, do que está à espera para revolucionar as prateleiras da sua biblioteca?

O funcionamento da Promoção 2=3 é muito simples:
• Faça as suas compras normalmente;
• Quando chegar ao checkout, por cada 2 livros que tiver comprado, poderá escolher um terceiro grátis;
• Como os portes continuam a ser pagos pela editora e o desconto é sempre no mínimo de 10%... já ninguém se pode queixar que não lê porque os livros estão caros!

(Promoção válida apenas para compras superiores a 20€. Os Packs Promocionais contam apenas como 1 livro)

Este mês, pode escolher o seu livro grátis da seguinte lista:


- A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin (a minha opinião aqui);
- A Vingança de Joana d'Arc, de María Elena Cruz Varela;
- Clube Arcanum, de Thomas Wheeler;
- O Livro dos Hereges, de Aydano Roriz

Bons livros ;)

A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin

"A Guerra dos Tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel."
-SF Reviews.net


Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.

"George R. R. Martin apresenta um mundo vibrante e real, personagens soberbamente construídas, enredos complexos mas coerentes, descrições de cortar a respiração e uma prosa muito acima daquilo a que o género nos habituou."
-Amazon.com


"Um livro que nos agarra-nos e nunca mais larga. Brilhante!"-Robert Jordan

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Quando comecei a leitura desta série, já sabia mais ou menos o que esperar. Depois de ler tantas opiniões unânimes na blogosfera, principalmente, cria-se uma certa expectativa que será positiva ou não na leitura da obra. Desta vez, as expectativas que levei acompanharam-me muito bem, e "A Guerra dos Tronos" já está a um passo de entrar nos meus favoritos (depois de ler "A Muralha de Gelo" é que será justo afirmar que "As Crónicas de Gelo e Fogo" são uns dos meus livros preferidos).

Brilhante, sem dúvida. Martin criou um mundo fantástico mas imensamente real. A magia é algo que apenas é sugerida, permanecendo na penumbra e dando à obra um toque especial de mistério e suspense. Neste primeiro livro (que é, afinal, a primeira parte do livro original, "A Game of Thrones"), passamos todo o enredo numa realidade histórica, sem qualquer acção de magia... Ou apenas pouca.

Desde as primeiras páginas que somos agarrados para um mundo de segredos, mistérios e conspiração. Sente-se esse clima ao longo das páginas, deixando-nos intrigados e com vontade de avançar. Esse mundo é caracterizado por uma vertente histórica, assemelhando-se à Idade Média.

Mas o grande ponto forte é, sem dúvida, as personagens. São tão reais! E tão vibrantes! Acabei o livro com vontade de avançar e já tenho as minhas personagens preferidas... Em geral, todo o livro se lê com emoção, quer quando decorrem combates, quer nas conspirações dentro do palácio, quer fora das muralhas. Cada capítulo corresponde a um ponto de vista de uma personagem, o que torna mais fácil para o leitor entrar na personagem. Também é verdade que, até me habituar ao turbilhão de personagens e nomes de reinos e regiões, foi um pouco complicado... principalmente quando não se cria uma imagem da personagem, e como são tantas é difícil ver à primeira quem está por detrás.

A leitura torna-se fluída e agarra, houve alguns momentos em que "delirei" de emoção, na ânsia de saber o que ia acontecer. "A Muralha de Gelo" me dirá se esta saga é tão excelente como está a ser. Até lá, leiam, porque vale mesmo a pena. É um fenómeno e não vão querer deixar esta grande obra de lado.

P.S.: Agora me lembro... Na primeira leitura do livro fiquei muito confuso porque aparecia "John" e "Jon" para a mesma pessoa, e fiquei intrigado se afinal eram a mesma pessoa ou não. Mas eram, e à medida que se lê vamos percebendo quem é quem.

George R. R. Martin em Portugal



No dia 1 de Julho, terça-feira, o escritor George R. R. Martin esteve presente no restaurante do El Corte Inglés, iniciando a sua digressão pelo país. Bem sei que já venho a postar um pouco tarde, mas só agora consegui as fotos e só agora tive a oportunidade de postar alguma coisa no blog.

Antes de tudo começar, começaram a ser vendidos os livros do autor, incluindo "A Tormenta das Espadas", quinto da série e que só será lançado em Agosto! Esta oportunidade única de adquirir o livro antecipadamente só teve lugar no dia 1 em Lisboa e no dia 3, no Porto.
Esteve muito gente, tanta que as cadeiras não chegaram! (acredito que metade das pessoas estavam de pé, e eram muitas!)



Às 18h30 (um pouco depois, mas felizmente não foi muito atrasado) a palestra começou. O autor de "As Crónicas de Gelo e Fogo" pôs muito à vontade os seus fãs, embora falasse sempre em inglês (não foi o meu caso, mas para quem não percebe é sempre um tempo menos convidativo). A imagem do autor é exactamente aquela que tinha, e achei-o muito simpático para com os fãs! Falou da sua obra, da sua experiência e influências, da sua evolução e opinião enquanto autor e de várias histórias engraçadas, que acabaram por servir de metáfora para o que o autor queria explicar. Para quem aprecia o género fantástico, e para quem leu obras como de Tolkien, certamente que foi muito interessante (eu pelo menos achei...). Acabou por ser uma palestra muito divertida e interessante, e no fim não faltou quem quisesse expôr a sua pergunta! Felizmente, o autor teve a modéstia de evitar spoilers! =)

No fim da sua palestra e das perguntas da audiência, chegou a vez do autor dar os autógrafos! Foi uma enorme fila mas que valeu muito a pena! Uma vez que já tenho os cinco volumes, consegui com que Martin autografasse todos! =D Ao contrário de alguns autores (dou o exemplo de José Rodrigues dos Santos), este dignou-se a escrever uma dedicatória completa em cada livro! Frases como "Keep your sword sharp", "May your winters be short" e "With all good wishes" foram algumas dedicatórias que o autor escreveu. Enquanto estava ocupado nisso, consegui conversar um pouco com ele, perguntando-lhe se gostava de Portugal (ele disse que sim, que Lisboa é uma cidade muito bonita =D) e ainda nos rimos um pouco quando Martin fez um comentário à sua assinatura muito "montanhosa" xD (indeed... ;) )!

Foi muito bom. Um grande dia e foi uma honra ver o autor pessoalmente. Prossigo com a leitura da série, pois acabei "A Guerra dos Tronos" e avancei para "A Muralha de Gelo". Muito em breve postarei a minha opinião sobre o primeiro livro. ;)

(A série publicada em Portugal de "As Crónicas de Gelo e Fogo":)

A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak

Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem um dia-a-dia penoso, sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar. A Morte, narradora omnipresente e omnisciente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista de olhos de prata, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, cujo herói era o atleta negro Jesse Owens, e de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann e que escreveu e ilustrou livros, para oferecer à rapariga que roubava livros, sobre as páginas de Mein Kampf recuperadas com tinta branca, ou ainda a história da mulher que convidou Liesel a frequentar a sua biblioteca, enquanto os nazis queimavam livros proibidos em grandes fogueiras. Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.
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De facto, lê-se com deslumbramento e emoção. Para quem gosta de livros, vai ser uma delícia.

Este livro foi classificado como "juvenil". Não posso discordar, pois notoriamente o estilo de escrita, desde a primeira página, remonta a esta faixa etária. Mas não admira que esta obra tenha encantado muitas mais pessoas, pois é realmente de uma beleza inclassificável.

Belo... Que palavra mais estranha, uma vez que o livro decorre durante a Segunda Guerra Mundial, talvez a página mais negra da História Mundial. A verdade é que este livro é um excelente documento sobre essa guerra e a crise que atravessou a Alemanha durante essa altura, o medo, o terror dos ataques, mas também um belo hino à felicidade, à beleza das coisas, à tristeza, à perda e à dor.

Adorei o livro. Li-o pela noite dentro e não parei até acabar. Pois é belo, como já disse, mas ao mesmo tempo triste, doloroso, emotivo, deslumbrante, com perda, sofrimento, fascínio. Além disso, a escrita é simplesmente fenomenal: pura poesia! Prosa poética! Fiquei encantado com as palavras e descrições do autor, que são sinceramente poesia.

Este livro prima, realmente, pela originalidade e pela poesia. É original, pois mistura uma série de factos e ficções, e as personagens são magníficas e muito bem exploradas. Confesso que fiquei mais curioso com a Morte, a narradora, pois muito subtilmente o autor a explora e a caracteriza. Fantástico. De grande fôlego e brilhante!

A história é belíssima. E ao longo do livro assistimos a tanta coisa que ganhamos um ritmo que nos faz querer ler mais, e mais, e cada vez mais fascinados com o simbolismo que a obra envolve. Além disso, temos a oportunidade de aprender algum alemão! =D
Não deixei de ler o livro com alguma emoção, é impossível não nos admirarmos com as coisas que se desenrolam. Pois mais absorvente do que as próprias personagens só mesmo a sua interligação e com tudo o que acontece. Uma leitura impossível de interromper, sem dúvida alguma.

Leiam. Se gostam de livros, este é o ideal. Um óptimo livro sobre a Segunda Guerra Mundial na Alemanha. Um hino aos livros e às crianças, à coragem, ao medo, e ao belo, à amizade, à perda. Super original e extremamente poético. Subtilmente escrito. Adorei e fiquei simplesmente encantado.

Sugestão de um visitante

Há uns postes atrás, um visitante anónimo deixou, no blog, um conjunto de sugestões de leitura interessantes. Para quem gosta de ler ;)
Obrigado, anónimo =D




Eu fiquei interessado. Não conhecia o autor (embora me lembre vagamente do "Mataram o Chefe do Posto"). Adicionei o autor à minha já grande lista, seguindo assim a sugestão. Quando o encontrar, logo veremos ;)

Todos podem colaborar, dêem sugestões quando quiserem! ;)

Já vos disse que sou louco pela Anatomia de Grey?

Pois é...

E enquanto passeava pela livraria cá da zona, encontrei esta preciosidade...



=O

Um livro da Anatomia de Grey! As conversas escutadas no Emerald City Bar, o bar onde as personagens desta série desabafam as suas vidas.
Até me podem dizer (e concordo!) que o livro não se compara à série. Claro, definitivamente, a imagem, a música, os diálogos, são coisas que é difícil transportar para o livro (além de que a série é que veio primeiro, dah). Mas mesmo assim, mal achar oportunidade compro este livro. Falou um grande fã.

Expiação, de Ian McEwan

Expiação, de McEwan, [é] o romance de todos os romances.
HELENA VASCONCELOS, in
Os Meus Livros


[Expiação é um] livro notável. Leiam-no: em primeiro ou em segundo grau, como história de amor ou como história da expiação do romance, ou ambas, tanto faz. No fundo, tudo o que é preciso saber é que, se uma pessoa tem a pouco sorte de saber alguma coisa, deve escondê-lo tanto quanto possa. Para não ter de andar a pedir desculpa. Leiam-no.

TEREZA COELHO, in
Público


Expiação é uma história sobre a culpa, o amor e o perdão. A escrita de Ian McEwan eleva-se a uma dimensão magistral, capaz de captar sentimentos fortes com uma sensibilidade fora do comum. Uma obra comovente, terrível e profunda.

PAULA MACEDO, in
A Capital


Expiação é um romance completo, para o qual faltam adjectivos: complexo, inteligente, culto, apaixonante.

JOSÉ PRATA, in
Os Meus Livros


LEIA O LIVRO, VEJA O FILME.
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É caso para dizer: leia o livro!
Lindo, lindo.

Complexo. Comovente. Muito maduro.
Não é só uma história de amor, e quando acabamos o livro apercebemo-nos da maturidade da história. Ao longo da leitura vemos a sua complexidade, uma beleza.

De destacar a excelente descrição.

A verdade é que, quando estava na última parte do livro... Voltei atrás e comecei a ler tudo de novo! Foi por isso que demorei tanto! Porque comecei a ler o livro numa altura de exames, e embora gostasse dele parecia que estava a ler inconscientemente, demasiado levianamente, portanto decidi começar tudo de novo. A segunda leitura foi muito mais atenta e foi quando me apercebi da complexidade da história.

É uma leitura que embala e que nos deixa agarrados, não largamos o livro! Não é nada difícil de ler, acessível.
Comovente como é, não deixa de criar uma mistura de sentimentos, contraditórios ou não, que tornam a obra tão profunda!

Sem grandes pontos negativos a apontar, só vos aconselho uma coisa: não tenham expectativas. Sem expectativas apreciarão muito mais a obra. Eu gostei imenso do livro, mas se eu não tivesse criado expectativas com trailers, principalmente, teria sido muito mais encantador. Mesmo assim, cheguei ao fim com vontade de parar e... Ficar a reflectir, a digerir um pouco, pensar.
Fiquei comovido e nunca irei esquecer o livro: aquele amor, tão perfeito; a guerra, de um choque tremendo; a maneira como as várias personagens se desenvolvem e como pensam, e a maneira como as diferentes mentes chocam; a expiação; um final que não podia ser mais indicado, e que dá à obra uma maturidade que o distingue de outros livros românticos.

"The truth can only be imagine". Nem mais nem menos. O próximo passo é ver o filme, que segundo consta é fiel ao livro!

Chegou o Verão...

... e, enquanto a minha leitura ainda não terminar (está quase, só mais um bocadinho), decidi deixar uma sugestão, que já não venho aqui há algum tempo.
Portanto, se estiverem a pensar numa compra, aconselho:



É impossível não chegar ao fim deste livro sem um aperto no coração, sem uma lágrima no canto do olho. =') Foi dos melhores livros que já li na minha vidinha, e aconselho a todos.
Ternurento, maduro, natural e poético. São alguns dos adjectivos que conseguem descrever este livro e toda a obra de José Mauro de Vasconcelos. Um dos meus autores preferidos, embora ainda só tenha lido dois livros dele =P

Se virem este livro, não se esqueçam: é uma óptima leitura.

George R. R. Martin em Portugal

O criador dos Sete Reinos vai estar em Portugal!



George R. R. Martin, o maior escritor de fantasia da actualidade, vai estar em Portugal. Apesar de uma agenda cheia até 2010, a Saída de Emergência, com o apoio da Épica, conseguiu garantir a sua visita ao nosso país.

Autor de uma das mais revolucionárias séries de fantasia épica de todos os tempos, As Crónicas de Gelo e Fogo, Martin é um nome incontornável do fantástico e é completamente impossível ter uma conversa sobre o género sem o seu nome vir à baila.

Os eventos a que poderá assistir já têm dia, hora e local:

Dia 1 de Julho, às 18.30h, no Restaurante do piso 7 do El Corte Inglés:


• Pré-lançamento exclusivo de A Tormenta de Espadas, o 5º volume de As Crónicas de Gelo e Fogo (oportunidade única de adquirir mais cedo um livro que só chegará às livrarias dia 11 de Agosto)

• Palestra de George R. R. Martin sobre As Crónicas de Gelo e Fogo, moderada por Safaa Dib, moderadora do Fórum Bang!

• Sessão de perguntas e respostas sobre a série e o autor

• Sessão de autógrafos

Dia 2 de Julho, às 19.00h, no auditório da Fnac do Colombo:

• George R. R. Martin dará uma palestra sobre a escrita, o acto de escrever e o escritor. Uma oportunidade única de ver e ouvir um autor, bestseller nos quatro cantos do mundo, a falar do seu ofício

Dia 5 de Julho, às 16.00h, na Biblioteca Municipal de Telheiras:

• George R. R. Martin, acompanhado de dois nomes nacionais ainda por nomear, falará sobre Literatura Fantástica, desde a ficção científica e fantasia até ao horror. Curiosamente, Martin tem livros premiados nos três géneros!


Atenção: em princípio não haverá alterações nestes eventos. Mesmo assim, aconselhamos os fãs a darem uma olhadela nesta página para ficarem a par de alterações/actualizações. Obrigado!


Ah, e já comprei os dois últimos volumes que me restavam! Depois de acabar "Expiação" (que, peço perdão, mas ainda vai demorar, exames e essas coisas dificultam a leitura, mas posso adiantar que o livro vale a pena!) começarei a ler "As Crónicas de Gelo e Fogo" (ou assim espero, não se sabe...)!

Portugal, Hoje - O Medo de Existir, de José Gil

Esta nova edição acrescenta ao texto de Portugal, Hoje - O Medo de Existir um comentário em que José Gil analisa a evolução recente do país e as críticas que o seu livro recebeu. Seguem-se algumas das principais entrevistas que o autor deu a propósito de Portugal, Hoje.

Pensador difícil e denso, altamente criativo, capaz de inventar conceitos próprios, José Gil, com Portugal, Hoje adquire uma notoriedade assinalável.

Eduardo Prado Coelho,
Público, Fevereiro de 2005

Num livrinho de 150 páginas, quase de bolso, José Gil teve a humanidade de libertar o seu discurso do jargão académico e filosófico e descer à terra. O resultado é fascinante porque há muito que não se via, entre nós, um filósofo falar do real quotidiano de modo tão inteligente e, ao mesmo tempo, tão simples.
Rodrigues da Silva, J.L., Janeiro de 2005

Na análise de José Gil, Portugal é uma sociedade normalizada, onde o horizonte dos possíveis é extremamente pobre e onde a prática democrática encontra resistências ao aprofundamento.

António Guerreiro,
Expresso, Dezembro de 2004

Vasta ambição esta de José Gil tentando reconstruir toda uma tradição filosófica, quer levando até aos limites algumas das nossas tradições, quer opondo-se com determinação às que estão na própria origem da sua vocação filosófica, como a fenomenologia.
Eduardo Lourenço, no n.º especial do
Le Nouvel Observateur, de Janeiro de 2005, sobre os "25 Grandes Pensadores do Mundo Inteiro".
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As palavras que descrevem este livro são "O Medo de Existir", não "Portugal, Hoje". Porque, o que quer que pensem, não se trata de uma análise ao país, mas sim uma reflexão filosófica que vai coincidir, e como exemplo, em aspectos das características da personalidade portuguesa.

De lembrar que José Gil foi eleito um dos 25 grandes pensadores de todo o mundo, pelo Le Nouvel Observateur.

Este não é, de todo, o meu género de livro. Portanto, porque é que o fui ler? Primeiro porque tive vontade de experimentar algo diferente, depois porque foi dos únicos livros que o meu pai me aconselhou para ler já. Por isso, lá fui ler, e embora não me tenha arrependido não me parece que seja um tipo de leitura a desenvolver.

É um livro bom, sem dúvida, e concordei com muitas análises assim como discordei noutras. É, como disse, pura reflexão filosófica, uma tese em que o autor transmite ideias, conceitos, definições, e que acompanham a personalidade portuguesa, a maneira como Portugal se vai tornando numa sociedade de controlo e os portugueses continuam na mesma mó de baixo. A democracia é disfarçada e as pessoas não têm conhecimento suficiente para caracterizá-la ou sequer protestar. Não pude deixar de notar as ligações com livros como 1984 ou Admirável Mundo Novo!

Basicamente, a grande lição é a "não-inscrição". O livro fala-nos muito da tendência para o português deixar andar e nada do que acontece lhe influencia a vida. É por isso que não fazemos parte das correntes artísticas, é por isso que somos fechados, porque não tentamos mudar, não tentamos romper caminho!

Para quem gosta deste tipo de leitura, é um livro a aconselhar. Para quem é virado para outras coisas... Enfim, talvez seja menos excitante, mas um bom leitor, se se dedicar, não perde o sentido da obra. Aconselhem, leiam se gostarem do género, se não ponham em segundo plano.

Príncipe de Fogo, de Daniel Silva

Gabriel está de regresso a Veneza, quando uma terrível explosão em Roma o conduz a uma perturbadora revelação: a existência de um dossier em mãos terroristas que revela os seus segredos e expõe a sua verdadeira história. Apressadamente chamado a Israel, regressa mais uma vez ao seio da organização que tinha escolhido esquecer. Allon vê-se em perseguição de um cabecilha terrorista através de uma paisagem embebida no sangue derramado por várias gerações. E quando por fim se dá o confronto, não é só Gabriel que corre o risco de ser eliminado – pois não e apenas a sua história que é posta a nu.
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Tenho estado ausente por falta de tempo e estudo. Portanto, quando arranjo um tempinho tenho de aproveitar e postar no blog!

Gostei de ler o livro. Fiquei com muita vontade de ler as obras anteriores a esta, para conhecer mais do protagonista (uma vez que se trata de um conjunto de livros com a mesma personagem) e para conhecer as missões deste Allon.

Ao princípio somos confrontados com um emaranhado de nomes e pessoas que, para mim, confundiu um bocado. Ainda por cima, essas pessoas são palestinianas e israelitas, com aqueles nomes estranhos... Bem, mas lá nos habituamos à leitura e somos atraídos pelo livro, cuja acção se vai desenrolando. O facto de ter acabado uma leitura mais pesada, contribuiu para uma dificuldade em adaptar-me a esta nova leitura... =/

Para quem não conhece a história da guerra entre os israelitas e os palestinianos, é uma boa lição de História. Eu já conhecia as razões desta guerra interminável, mas mesmo assim foi um romance que não deixou de interessar.
Começa com uns atentados, ligados a um único terrorista, disposto a matar centenas por uma vingança que atravessa gerações. Para “arrumar” este homem, Gabriel Allon, um restaurador de arte e espião ao serviço dos israelitas, é contratado. A história de Allon, envolta em desgraça, volta à tona e, para a apaziguar, Gabriel viaja pela Europa e pela Palestina, na linha de fogo entre os israelitas e os palestinianos, cuja guerra tem vindo a provocar tensão e medo.

Dispensa muitos clichés, tratando-se apenas de um livro de perseguição e espionagem. Ao contrário de muitos livros, que se desenrolam à volta de um mistério que só no fim é desvendado, chocando por vezes algumas religiões ou massas, este livro é apenas uma acção de espionagem e perseguição, a caça de um terrorista que tem uma vingança para cumprir. É muito bom porque agarra o leitor para mais umas páginas, para saber mais um bocadinho da história, para seguir ao lado de Gabriel Allon pela Europa até encontrar o terrorista e matá-lo. Sem ser demasiado complicado, torna-se uma leitura agradável.

Como disse, aconselho e apetece-me ler mais do autor, pois a história da personagem merece ser vista. Este é o quinto livro da série Allon.

Promoção 2=3, deste mês!

Sei que esta semana desapareci, estive ocupado e ainda estou. No entanto, já entrei de férias! (agora é estudar para os exames...) Por isso, espero poder vir aqui mais vezes, pelo menos nas duas semanas que estão para vir. A minha leitura tem estado lenta, mas já estive a devorar o tempo perdido ;)
Agora, com o início de Junho, a promoção tão afamada...

Ainda não conhecem a promoção? Pois aqui está:

Agora, na compra de dois livros na nossa loja online, oferecemos-lhe um terceiro grátis. Então, do que está à espera para revolucionar as prateleiras da sua biblioteca?

O funcionamento da Promoção 2=3 é muito simples:
• Faça as suas compras normalmente;
• Quando chegar ao checkout, por cada 2 livros que tiver comprado, poderá escolher um terceiro grátis;
• Como os portes continuam a ser pagos pela editora e o desconto é sempre no mínimo de 10%... já ninguém se pode queixar que não lê porque os livros estão caros!

(Promoção válida apenas para compras superiores a 20€. Os Packs Promocionais contam apenas como 1 livro)

Este mês, os livros que poderão levar são:

A Vingança de Joana D'Arc, de María Elena Cruz Varela
A Filha de Deus, de Lewis Perdue
Os Melhores Contos de H. P. Lovecraft - 2.º vol., de Fernando Ribeiro e Howard Philips Lovecraft
A Águia e os Lobos, de Simon Scarrow

Vão aproveitar? Já leram algum? A vossa opinião! =)

Fui à Feira...

... E tenho tanta coisa para contar!

(espaço LeYa)

Primeiro, tenho de começar por referir a notória diferença entre a APEL e o Espaço LeYa. Como podem ver pelas fotos (concedidas pela Canochinha - obrigado ;)), o Espaço LeYa quis mesmo marcar diferença e inovar. No entanto, eu não achei a melhor solução... Prefiro as bancas antigas. A ideia da caixa única não me impressiona e, sinceramente, nos pavilhões antigos sempre é mais fácil tirar os livros (pelo menos no Espaço LeYa não conseguiram ser tão prestáveis no que diz respeito ao auxílio de procura e na APEL foi sempre mais fácil de encontrar os livros). Pela positiva, sempre parece mais unido com os livros. Na minha opinião, o antigo continua o melhor.

Depois... =$ O que eu disse há uns postes atrás, que as coisas estavam apertadinhas... Bem, a verdade é que este ano os preços da Feira impressionaram-me, achei os descontos muito bons =O. Por isso, sai de lá com...:



Comprei o livro do Astérix a 1 €, foi sem pensar; a banca da Saída de Emergência estava com a promoção 2=3; a trilogia de Isabel Allende estava a um preço imperdível, estive quase para comprar também um livro de Eco; "O Talismã" é daqueles livros que todos diziam que não existia, e vejam lá que o comprei!; "A Mocidade de D. João V" foi-me aconselhado, sendo daquelas obras que raramente se reproduzem; "A Rapariga que Roubava Livros" era um livro que já não aguentava sem o ter!

Ah, e ainda posso dizer: tenho todos os livros do José Rodrigues dos Santos autografados!!! Trouxe-os de casa só para conseguir o autógrafo! =) Estou feliz....
Claro, sem esquecer a fartura e o gelado, ainda por cima o dia esteve soalheiro!

Este ano vi muito mais gente do que no ano passado. Será que esta crise toda provocou isso? Não sei, mas que as pessoas foram à Feira, ai isso foram!

Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas, de Robert M. Pirsig

A viagem pelas estradas a perder a vista dos Estados Unidos da América tornou-se um arquétipo, pelo menos a partir de On the Road, de Jack Kerouac e do filme Easy Rider. Neste romance ela é empreendida por um pai e o seu filho -, motards que preferem as estradas secundárias às auto-estradas, completamente expostos ao ambiente -, e transforma-se numa odisseia pessoal e filosófica e num mergulhar até às raízes da arte de viver. Ao introduzir questões filosóficas elaboradas, de uma forma que se torna deveras acessível e apelativa para o leitor comum, Pirsig cria uma filosofia prática, assente no bom senso e na intuição tanto como na racionalidade, baseada num novo valor a que chamou "qualidade". Ambiciona igualmente, por essa via, constituir uma ponte possível entre pensamento ocidental e Oriente. O cuidar atento e empenhado dispensado por este aventureiro das vastas extensões americanas à sua motocicleta é a metáfora para uma tentativa de valorizar a tecnologia no nosso mundo, onde Buda existe tão perfeitamente nos circuitos digitais de um computador como nas pétalas de uma flor. O segredo reside na atitude. Uma obra polémica que desde a sua primeira edição não deixou de inspirar milhões de pessoas em todo o mundo até hoje.
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Para compreenderem como é o livro e qual é a minha opinião, aconselho a ler todo o poste (não se preocupem que haverá o mínimo de spoilers).

Em primeiro lugar, sabiam que este livro atingiu o recorde do Guinness ao ser recusado por 121 editoras?! Pois é...

Vamos por partes: este livro tem todos os ingredientes para ser a maior seca que alguma vez poderão apanhar! Só fala de filosofia (SÓ), é muito difícil de ler (é daqueles livros que nos acompanha durante imenso tempo) e é grande. Aposto que as massas olham para este livro de lado.

No entanto, depois de editado, tornou-se um best-seller... Daqueles que ocupam lugares marcantes! Porquê?

Eu comentando, gostei do livro. Aliás, foi um bom conselho e acho que valeu a pena toda a análise. Porque este é daqueles livros para ir lendo aos poucos e estudando, interpretando, nem que meia hora só dê para duas páginas. Porque é um livro que nos obriga a pensar.

Achei uma boa sugestão e foi uma óptima leitura. Primeiro, porque foi diferente: o facto de ser um livro filosófico muda um pouco os meus hábitos de leitura; fala-nos de uma viagem pelos E.U.A., pai e filho na sua motocicleta (e o que poderia acrescentar beleza a este romance mais do que uma viagem?); as personagens estão muito bem conseguidas, aliás, todo o livro está bem conseguido, mas as personagens são fulcrais para tornar o livro atraente!

Maravilhosamente, o autor conecta a filosofia com as personagens (já agora, adorei a personagem de Fedro...=X), o que torna essa busca filosófica uma espécie de thriller. Trata-se de perseguir fantasmas (cuja definição perceberão ao ler o livro), fantasmas que definem a filosofia e a nossa maneira de viver! Em vez da personagem ir de Paris a Londres, percorre os caminhos da mente e de toda a maneira de pensar, embrenhando-se em conceitos filosóficos que se tornam compreensíveis pelo leitor através das metáforas e comparações utilizadas. Aliás, o próprio título (que à primeira vista pode parecer estranho) é uma metáfora, como explica o resumo do livro.
Tornar a filosofia em algo que se torne uma cruzada, uma busca pelo verdadeiro sentido, faz-nos pensar e atrai-nos. Depois, o autor unifica a estes factos as personagens, principalmente o narrador e Fedro, revelando uma única personagem de personalidade múltipla. Esta conexão e esta dualidade numa única pessoa torna o livro interessantíssimo.
O fim... Bem, adorei o fim, porque simboliza tudo, porque é tão fácil perceber qual é a mensagem. E é muito bonito, sem dúvida, embora o preâmbulo do autor, logo nas primeiras páginas, esteja mal posicionado (uma vez que revela grande parte da conclusão e da interpretação do livro!).

Concluindo, gostei e aconselho. Não é um livro fácil de ler, não senhor, mas está muito bem conseguido e muito, muito interessante. Ensina-nos a descascar uma laranja como se estivéssemos a dirigir uma orquestra!

É daqueles desafios para o leitor que, ao chegar ao fim, sente-se diferente e sente essa viagem que empreendeu. Leiam com muita atenção, agora com as férias poderão dedicar o tempo a este livro, porque eu acho que vale muito a pena!