Mostrar mensagens com a etiqueta leituras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta leituras. Mostrar todas as mensagens

Carta a El-Rei D. Manuel, por Pêro Vaz de Caminha (e outros Textos sobre a Descoberta do Brasil)


Pêro Vaz de Caminha (Porto?, 1450? - Calecute, Índia, 1500)é o autor da carta do descobrimento do Brasil. É suposto que tenha feito várias viagens à costa africana, antes de 1500, ano em que, integrando a expedição de Pedro Álvares Cabral, como escrivão da armada, partiu para a Índia. Aí chegado, viria a morrer pouco depois, durante um combate contra guerreiros indígenas. A sua notabilidade ficou contudo a dever-se à famosa carta que, a 1 de Maio de 1500, enviou ao rei D. Manuel, descrevendo o recente "achamento" do Brasil, relato esse que construiu um dos mais valiosos documentos da "literatura de viagens".
_____________________________________________________________________________________

Adquiri este livro com a promoção do Jornal de Notícias "Grandes Autores Portugueses - Colecção 120 Anos JN". Por cada jornal recebi grátis um livro de um autor português. Aproveitei ao máximo a colecção, pois os vários autores interessavam-me e foi uma maneira de ficar a conhecer melhor outros livros.
Sendo grátis (e como o jornal é à volta de 1 €), acho que não valia a pena estar à espera de um livro ricamente decorado. A verdade é que os livros são livros de bolso com umas letrinhas que só à lupa se lêem! Não têm uma apresentação exímia, pelo contrário, mas como disse não se pode esperar muito.

Li este livro por ser pequeno e porque tinha à minha frente uns 2 dias até adquirir a minha próxima leitura. Não estou arrependido da escolha.

Já conhecia o autor desde o 5.º ano, em que fiz um trabalho sobre o mesmo e tive de ler a sua carta. Já naquela altura gostei do trabalho, mas o livro que me forneceram foi emprestado. Agora, decidi adquirir este para guardar nas minhas estantes...

É um documento histórico importantíssimo, sem dúvida, e lê-lo foi viajar no tempo para um lugar e um tempo que realmente existiu e que foi mesmo visto e contado por personagens reais. Só por isso impressiona um bocado.

Não vou dizer que é uma obra muito boa, é uma descrição de uma descoberta e que conseguiu ocupar um lugar importante na literatura. É um documento, é isso, e será uma leitura com prazer também. Eu gostei muito das descrições daquele "achamento" e do que viram na Terra de Vera Cruz. Uma espécie de mini romance histórico não muito romanceado, claro. Ainda assim, achei curioso.

Porém, o que eu mais gostei neste livro foi um outro texto (pois constam aqui, excluindo Caminha, outros três textos que mencionam o Brasil). Tratado da Terra do Brasil, de Pêro de Magalhães Gândavo, deliciou-me. Não trata da data da descoberta mas sim uma descrição, ao rei D. Henrique, dessas terras do Brasil. Uma descrição fantástica, posso dizer! Com tantas curiosidades e história que me senti mais fascinado do que ao ler a carta de Pêro Vaz de Caminha. Adorei essa descrição do Brasil, de toda a sua terra, desde fauna e flora até capitanias e povos. Fico feliz por terem editado este texto juntamente no livro, pois fez com que a leitura valesse ainda mais a pena. Uma descrição bela muito, muito interessante.

Embora me tenha esquivado da Carta de Caminha, foi mesmo porque este livro engloba outros textos. Um dos textos, por exemplo, escrito por um Piloto Anónimo, despertou-me a curiosidade pelas datas referidas não coincidirem com as de Caminha... Curios, não acham? Talvez os marinheiros não fossem tão espertos ao ponto de saber os dias?

O nível de escrita é razoavelmente bom, dá para perceber.

Portanto, não só gostei da carta de Pêro Vaz de Caminha, mas sim dos outros textos que este livro oferece (não referi a Carta de Mestre João Faras por ser pequena e pouco diz sobre o Brasil). Achei as descrições da Terra de Vera Cruz deveras interessantes. Um documento a guardar na estante.

Cândido, de Voltaire


O espírito do Iluminismo transparece com humor e ironia em Cândido, romance no qual Voltaire insinua a crítica de um mundo vivido entre as contradições do optimismo e do pessimismo, do bem e do mal. O herói da narrativa percorre diversos lugares, incluindo Portugal e o utópico Eldorado, conhecendo peripécias fantásticas e sucessivas desgraças "no melhor dos mundos possíveis". Cândido, nas suas aventuras e desventuras, a amada e não menos desafortunada Cunegundes, assim como os filósofos Pangloss e Martin, constituem personagens de uma sátira que se ergue contra o fanatismo, a intolerância, a ignorância e a injustiça.__
_____________________________________________________________________________________

Cândido ou O Optimismo é uma espécie de D. Quixote de La Mancha, mas muito mais pequeno e, diria, um pouco mais irreal.
Sim, é de facto irreal, e duvido imenso da veracidade das personagens.

Como disse, é um pouco como o D. Quixote pois acontecem tantas coisas, tantas avenças e desavenças, aventuras até mais não e desventuras tais que o livro mais parece uma cruzada confusa, cheia de peripécias e que, no meio do caminho, ficou tão desnorteada que tudo acontece. isto é uma metáfora um pouco má, pois o livro não é confuso.
Acontece, sim, muitas coisas durante a viagem de Cândido e a grande parte é tão irreal... É impossível que uma coisa daquelas pudesse acontecer!

Depois, as personagens são... Não são bem as personagens, mas sim as aventuras por que passam que as torna um bocado surreais. As personagens são, até certo ponto, muito credíveis, mas com tudo o que lhes acontece leva-nos a crer que este livro se trata mais de um conto de fadas cheio de peripécias!

É um livro muitíssimo irónico. Dos livros mais irónicos que li, irónico do princípio ao fim! Com humor, claro, com todas as peripécias por que passam é impossível não haver humor neste história, mas tão irónico que chegamos a rir.

Tudo isto para dizer: este livro pode ser um pouco demasiado aventureiro, pode ter os acontecimentos mais estranhos e mirabolantes, pode ter personagens que passam por provações simplesmente irreais, e além disso irónico; tudo para dizer que, Voltaire leva tudo aos extremos, numa tentativa de criticar fortemente as ideias da época, que foram substituídas pelas iluministas. Escusado será dizer que Voltaire, representando o Iluminismo, consegue na perfeição satirizar a situação das suas personagens e atacar as ideias que pairavam pela cabeça das pessoas.

Para quem deseja ver o livro pelo ponto crítico, é importante saber um pouco da época iluminista para, assim, reconhecer quem (ou o quê) cada personagem representa. Basta isso, pois este livro dá-nos a conhecer a faceta filosófica e ideal da altura muito bem. Gostei pela discussão do livro e pela revelação dos ideais que na época surgiram e defrontaram os antecedentes.

Para quem quer ver o livro de outra maneira, posso dizer que é uma obra cheia de aventuras, peripécias, quase fantasias que parecem completamente irreais. As personagens passam por cada situação extraordinária que nos perguntamos como conseguem... Enfim, um livro que passa por muita coisa e que nos dá a ideia de um mundo. Vários mundos, aliás, porque, como disse, é tudo levado aos extremos para comparar as várias situações e ideias, os vários mundos com o "melhor dos mundos possíveis".

O final está, para variar, levado aos extremos. O livro dá tantas e tantas voltas que já esperamos qualquer coisa que possa acontecer. As personagens já passaram por tanta coisa! Mas não deixa de ser um final à primeira vez imprevisível e estranho.
Pela parte filosófica, adorei a conclusão. O remate do autor fica a matar depois de um livro tão mirabolante. Por isso, foi uma boa leitura.

(só espero que esta versão seja de texto integral. É que não suporto muito textos não integrais, tenho a mania de não querer nada adaptado! Mas acabei por me convencer que esta versão é integral)

Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley


Publicado em 1932, Admirável Mundo Novo tornar-se-ia um dos mais extraordinários sucessos literários europeus das décadas seguintes. O livro descreve uma sociedade futura em que as pessoas seriam condicionadas em termos genéticos e psicológicos, a fim de se conformarem com as regras sociais dominantes. Tal sociedade dividir-se-ia em castas e desconheceria os conceitos de família e de moral. : : Contudo, esse mundo quase irrespirável não deixa de gerar os seus anticorpos. Bernard Marx, o protagonista, sente-se descontente com ele, em parte por ser fisicamente diferente dos restantes membros da sua casta. Então, numa espécie de reserva histórica em que algumas pessoas continuam a viver de acordo com valores e regras do passado, Bernard encontra um jovem que irá apresentar à sociedade asséptica do seu tempo, como um exemplo de outra forma de ser e de viver. Sem imaginar sequer os problemas e os conflitos que essa decisão provocará. : : Admirável Mundo Novo é um aviso, um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia do perigo que ameaça a humanidade, se a tempo não fechar os ouvidos ao canto da sereia de uma falsa noção de progresso.
_____________________________________________________________________________________

Desde que li 1984 que livros como estes me fascinam. porque falam de sociedades quase utópicas, futuristas.
Não posso dizer que este livro foi excepção. Aliás, este bem pode ter sido um dos primeiros (se não o primeiro) livros a falar sobre sociedades como este Admirável Mundo Novo!

O tipo de sociedade: não existem mães ou pais (que coisa obscena!), mas sim bebés-proveta, centenas de gémeos formados a partir de um óvulo, todo o nascimento controlado no laboratório; antes mesmo de nascerem as pessoas são formatadas para o resto da vida; toda a população está dividida em castas (Alfas, Epsilons, Deltas, Gamas, etc.); não existem sentimentos (eles não sabem o que são); a felicidade é tudo, é uma sociedade tão perfeita que ninguém tem de esperar para obter o que quer (daí não há ânsia, daí não nascem os sentimentos, simplesmente vivem felizes); desde bebés que ouvem as mesmas frases, para em adultos dizerem sempre a mesma coisa, acreditando seriamente na sociedade tão utópica; não existe monogamia, quanto mais mulheres/homens as pessoas namorarem durante a semana melhor! Os transportes mais utilizados são os helicópteros.
Bem, esta sociedade pode parecer até feliz, mas a verdade é que é demasiado desenvolvida. Tudo o que é antigo vai para o lixo, não existe religião (por acaso, existe uma adoração ao Nosso Ford, mas só); bíblias e Shakespeares são os textos mais profanos; como se nunca tivesse havido História. Todo o mundo é governado por um Governo e apenas uma dúzia de Administradores Mundiais controlam.

Ler a descrição desta sociedade é impressionante. Aliás, creio que é bem possível que esta sociedade venha a acontecer: enquanto lêem o livro, vocês vão achar o mesmo! Aliás, já existem os bebés-provetas (fertilização in-vitro, embora não tão desenvolvida...). Uma sociedade que nos vai fascinar pela veracidade.

Depois, este livro baseia-se muito na teoria do "Bom Selvagem", de Rousseau: temos a civilização e o Selvagem, surgindo daí um conflito entre os dois. Na minha opinião, o próprio Selvagem já é formatado para muitas coisas....
Adiante, esse é o grande tema do livro, o apelo à consciência dos homens para a falsa noção de progresso e o conflito entre o Selvagem e o Civilizado.

Gostei muito do livro. Aconselho para quem gosta do género de ficção. poderíamos obter uma grande análise no estudo da obra.

Engraçado que não é muito fácil achar personagens más ou boas, porque trata-se de sociedades com as suas virtudes e defeitos, e todas as personagens parecem ter a sua razão de ser. Curiosamente, o protagonista foi a personagem que menos gostei, a personagem mais egoísta ao longo do livro.

Convém dizer que não é um livro fácil de ler. Não é, o autor utiliza muitas expressões (mas que, felizmente, o tradutor teve a modéstia de explicar) e é muito frequente o autor mudar de situação e diálogo de um momento para o outro. Neste ponto, convém estar atento para não perdermos o fio condutor e seguir a narração.

Porém, aconselho. Porque fascina tal sociedade, porque achei a conclusão interessante (a palavra ideal), porque é um clássico que merece um lugar nas estantes. Um bom livro, para mim.

O Rapaz do Rio, de Tim Bowler


Depois daquele Verão, Jess tornou-se uma pessoa diferente. Não só porque perdera o avô com quem tinha um entendimento tão especial que ficava para além de tudo o que as palavras pudessem dizer. Talvez por isso Jess amasse tanto a água, esse elemento líquido com que ela se identificava, que ela cortava e moldava com o esplêndido corpo de nadadora, como se só assim pudesse exprimir-se verdadeiramente. Talvez por isso, o avô, que sempre vivera para a pintura, precisamente agora que a sua vida chegara ao fim, sentia aquela extrema urgência de terminar o último quadro, "O Rapaz do Rio", e de voltar para a terra que o vira nascer e onde havia um rio igual ao do quadro. Mas onde estava o rapaz? Jess não conseguia compreender, contudo sentia o apelo, que era o mesmo no quadro e na realidade, ali mesmo ao lado da casa de férias por onde corriam as águas. Te-lo-á Jess descoberto alguma vez? E como irá ela superar a perda daquele avô tão querido? Como irá descobrir-se a si própria, ela, a nadadora que o rio desafiava com a ambiguidade fugidia dos sonhos?

"O Rapaz do Rio" foi agraciado com o prémio Carnegie Medal em 1998.

______________________________________________________________________

Já tinha este livro na minha lista há imenso tempo. Até que chegou uma altura e risquei-o. Logo depois, pego nele e compro-o.
Pois, enfim, era um dos poucos livros que me interessavam naquela feira, portanto foi!

Sinceramente, nunca soube muito bem o que esperar do livro. Ou melhor, tinha as minhas expectativas, mas não sabia nada sobre o livro e nem lendo o resumo consegui chegar a algum lado.
Comecei a ler e depressa me apercebi do tipo de livro. Em primeiro lugar, a acção é pouca e a descrição predomina. Já estava à espera disso, e estava à espera que essa descrição fosse bela e simples, bela sobretudo. Tudo bem, até é boa, mas a verdade é que não é tão bela como o que esperava. A princípio.
Depois, é um livro à partida entre o melancólico, o angustioso e o nostálgico. Não encontrei aquela vida que pensava que tinha, a princípio. As personagens são o centro da história, e são elas que a fazem: tudo tem a ver com a busca de algo, com a realização e com a aceitação de certas coisas, como a morte. A neta teme a morte do avô e procura uma resposta com o rio; o avô, antes da sua hora final, quer sentir-se realizado e completar o quadro misterioso d’”O Rapaz do Rio”, o qual apoquenta todos na casa; o rapaz do rio, essa personagem misteriosa que não aparece no quadro mas aparece nadando no rio ao lado da casa.
Uma espécie de puzzle de personagens e sentimentos, e a aceitação da morte é um tema predominante. Ao longo do livro, as personagens vão explorando os seus receios, dúvidas e esperanças.

Portanto, um livro um bocado para o parado. Porque trata-se, a princípio, de uma busca das personagens, da aceitação da morte e do mistério do rapaz do rio, que corre com as águas. E isso não incomoda o leitor, faz-nos pensar também.

O livro acaba por ser, também, um pouco como o rio: vamos nadando e sendo arrastados pela corrente.
Até um pouco mais de metade do livro, a história estava interessante mas não empolgante, simplesmente normal.
Depois, do nada, surgiu-me uma vontade imensa de acabar o livro e descobrir todos os segredos. Foi mesmo assim, do nada! De repente, esse rio de letras ganhou força e tudo passou a ser empolgante, o mistério passou a ser fascinante! Acabou por ser um livro muito bonito. O final, embora não fosse imprevisível, foi muito belo e conseguiu surpreender. O balanço é bom.

Este é daqueles livros em que cada objecto, cada paisagem, cada acção significa algo: o rio, o rapaz, a nascente e a foz, a cascata, a casa, a rapariga, o avô, a morte... Enfim, uma série de coisas. Daqueles livros que a princípio podem parecer parados mas à medida que vamos descobrindo a simbologia de cada coisa, passa a ser emocionante e, por fim, belo.

No fundo, aconselho. Só não achei tão bom como esperava porque só mesmo depois de passar metade das páginas é que senti a beleza das palavras. Sem querer tirar valor ao livro. Como disse, aconselho, aproveitem se o virem por acaso numa feira ou coisa do género...

O Quidditch Através dos Tempos, de Kennilworthy Whisp


Se alguma vez perguntaste a ti próprio de onde veio a Snith Dourada, como é que surgiram as Bludgers ou por que razão os Wingtown Wanderers têm a imagem de cutelos estampada no seu traje, deves ler O Quidditch Através dos Tempos. Esta edição limitada é uma reprodução do exemplar que se encontra na Biblioteca da Escola de Hogwarts, onde é quase diariamente consultado pelos jovens adeptos do Quidditch.

Os lucros obtidos com a venda deste livro reverterão a favor do Movimento Comic Relief, que utilizará o teu dinheiro para continuar a implementar acções que permitirão ajudar os mais necessitados e a salvar muitas vidas - acções essas que são ainda mais importantes e admiráveis que o tempo de três segundos e meio que Roderick Plumpton levou a apanhar a Snitch Dourada em 1921.


Albus Dumbledore
_____________________________________________________________________________________

Deliciosas 56 páginas.
Um livro pequeno mas muito engraçado. Dá para rir e aprender. Um óptimo anexo ao mundo de Harry Potter e a este jogo tão falado.

Um livro que fala do Quidditch por todos os sentidos, desde a sua criação até hoje. Desde regras, história, equipas, acontecimentos, podemos ler de tudo. E cada vez que lemos, leva-nos mesmo a acreditar que o Quidditch existe no nosso mundo! Como se estivéssemos a ler um livro sobre futebol! Está muito engraçado, dá para rir um bocado ao longo das páginas interessantes. Gostei imenso, nada nos faz crer que este mundo seja fantasia. Num tom de ensino, ironia e curiosidade, vamos mergulhando num pequeno livro delicioso, cheio de fantasia e verosimilidade!

O design do livro está espectacular, mais um elemento que nos faz crer que nada daquele livro é inventado, todo ele parece mágico. Óptimo.

Para quem gosta do mundo de Harry Potter, este é decididamente um livro a ter na prateleira. Tão agradável de ler e tão instrutivo que nos vai fazer pegar na vassoura lá de casa e atirármo-nos pela janela!

Os Pilares da Terra - Volume II, de Ken Follett


Publicado pela primeira vez em 1989, "Os Pilares da Terra" surpreendeu o universo editorial ao tornar-se gradual mas inabalavelmente um clássico da ficção histórica, que continua a maravilhar leitores de todo o mundo e que a Presença lança agroa em dois volumes. Na Inglaterra do século XII, Tom, um humilde pedreiro e mestre-de-obras, tem um sonho majestoso – construir uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime, digna de tocar os céus. E é na persecução desse sonho que com ele e a sua família vamos encontrando um colorido mosaico de personagens que se cruzam ao longo de gerações e cujos destinos se entrelaçam de formas misteriosas e surpreendentes, capazes de alterar o curso da história - Ellen, uma mulher enigmática que vive à margem da sociedade e cujo passa do esconde um segredo; Philip, prior da cidade de Kingsbridge e que vai supervisionar a construção da catedral; Aliena e Richard, ricos herdeiros destituídos das suas terras e títulos; William, o cavaleiro sem escrúpulos; e Waleran, o bispo disposto a tudo para obter o que pretende. À medida que assistimos à edificação de uma obra única envolvendo suspense, corrupção, ambição e romance, a atmosfera autêntica do quotidiano da Europa medieval em toda a sua grandeza abrsorve-nos irremediavelmente, ousando desafiar os limites da nossa imaginação. Recriação magistral de um tempo de conspirações, delicados equilíbrios de poder e violência. "Os Pilares da Terra" é decididamente a obra-prima de um autor que já vendeu 90 milhões de livros em todo o mundo.
_____________________________________________________________________________________

Excelente. É dos meus livros favoritos.
Continua tão empolgante e cativante como o primeiro, e não descansei enquanto não cheguei ao fim. Não que fosse muito imprevisível, mas conseguiu surpreender-me.

Mais uma vez, seguimos o fio condutor da cosntrução da catedral de Kingsbridge. A esta vão-se ligar, directa ou indirectamente, uma série de personagens que absorvemos. Tal como no primeiro volume (embora o livro, originalmente, não seja dividido) continuamos a ter aquelas emoções quanto às personagens, continuamos delirados por ver a história à nossa frente e queremos fazer parte de tudo, queremos mudar o curso das coisas e tornarmo-nos nós próprias personagens. Delirante.

É extraordinário como as personagens amadurecem. Se voltarmos ao início, parece que faz parte de uma outra vida, e apercebemo-nos o quanto as personagens crescem. Espectacular.

O livro concentra-se também noutras histórias, e os mesmos temas voltam à baila: ambição por poder, conspirações, violência e romance. Juro, cada vez que lia apetecia-me chorar por instantes... =)

É um livro grande mas que se lê muito bem. Tem uma descrição muito mais rica e muitos mais acontecimentos se desenrolam ao longo da história, os quais mudam constantemente o destino. E um certo suspense se mantém até ao fim, para finalmente suspirarmos de saudade, por o livro ter chegado ao fim. Apetece ficar nesta história para sempre!

Uma boa reconstituição histórica, na minha opinião. Só encontrei uma falha: naquela altura não havia a Espanha unificada, e o autor menciona-a. Mas não fez qualquer diferença.

Agora, tenho de culpar não o autor mas a própria editora! Muitas vezes, do princípio ao fim, vi palavras com uma letra a menos ou a mais: "perdeiro" em vez de pedreiro, "desiluão" em vez de desilusão, e estes são apenas alguns exemplos. Deviam fazer uma revisão quanto à impressão.

Mas o livro é fenomenal. Tive pena de chegar ao fim, mas foi uma experiência incrível. Embrenharmo-nos naquela teia de segredos, passado com o presente, personagens, conspirações, ambições e amores, este livro é, de facto, uma obra monumental!

Os Pilares da Terra - Volume I, de Ken Follett


Publicado pela primeira vez em 1989, "Os Pilares da Terra" surpreendeu o universo editorial ao tornar-se gradual mas inabalavelmente um clássico da ficção histórica, que continua a maravilhar leitores de todo o mundo décadas depois e que a Presença lança agroa em dois volumes. Na Inglaterra do século XII, Tom, um humilde pedreiro e mestre-de-obras, tem um sonho majestoso – construir uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime, digna de tocar os céus. E é na persecução desse sonho que com ele e a sua família vamos encontrando um colorido mosaico de personagens que se cruzam ao longo de gerações e cujos destinos se entrelaçam de formas misteriosas e surpreendentes, capazes de alterar o curso da história - Ellen, uma mulher enigmática que vive à margem da sociedade e cujo passa do esconde um segredo; Philip, prior da cidade de Kingsbridge e que vai supervisionar a construção da catedral; Aliena e Richard, ricos herdeiros destituídos das suas terras e títulos; William, o cavaleiro sem escrúpulos; e Waleran, o bispo disposto a tudo para obter o que pretende. À medida que assistimos à edificação de uma obra única envolvendo suspense, corrupção, ambição e romance, a atmosfera autêntica do quotidiano da Europa medieval em toda a sua grandeza abrsorve-nos irremediavelmente, ousando desafiar os limites da nossa imaginação. Recriação magistral de um tempo de conspirações, delicados equilíbrios de poder e violência. "Os Pilares da Terra" é decididamente a obra-prima de um autor que já vendeu 90 milhões de livros em todo o mundo.
_____________________________________________________________________________________

Confesso que ia com as expectativas baixas, achava que o livro seria maçudo e demasiado descritivo. Pois olhem, não achei isso e o livro tornou-se um dos meus favoritos! Adorei!!!

Um romance histórico que me fez delirar. Foi óptimo pois fez-me sentir emoções em relação às personagens, sejam elas de ódio ou alegria. Delirei, é mesmo o verbo correcto, pois cada vez que lia apetecia-me ler mais e mais, e cada vez que lia só queria entrar na história e conseguir mudar o seu curso, dar um murro numa personagem ou abraçá-la. Se achei o livro mesmo bom foi mesmo por essa conexão com as personagens da história. E o meu coração batia só para saber o que ia acontecer, se tudo iria acabar ou mal, e bolas agora ainda tenho de ler o segundo volume, que embora seja maior vai ser, de certeza, lido num fôlego!

Além disso, o romance cria uma trama de personagens e segredos que nos fascina. Os acontecimentos desenrolam-se aos nossos olhos e apetece-nos participar neles! A maneira como as diferentes personagens se interligam está, na minha opinião, bem conseguida. A corrupção e ambição por poder, o romance e os desejos, tudo me fez ficar agarrado ao livro até à última página.
Depois, é uma boa reconstituição histórica, e deu-me a conhecer algumas curiosidades. Está empolgante. Mesmo que custe ler as primeiras palavras (o tamanho pode assustar), basta a primeira frase para parar apenas no fim!

Acho que é escusado dizer que não concordei com a divisão do livro na edição da Presença. É verdade que, originalmente, é um livro de quase 1000 páginas, mas dividi-lo foi só mesmo para ganhar dinheiro. Por isso, comprem logo os dois volumes, pois não vão querer parar!

Extraordinário como nos sentimos tão ligados às personagens e à história. Para mim, é brilhante. Até é fácil de ler, não obstante o seu tamanho. E como é empolgante, ainda mais rápido é... Não tem uma descrição muito pormenorizada, e até agora parece acessível. Um dos meus preferidos, basta dizer.

Estou ansioso pelo segundo volume e espero uma continuação fantástica, tão empolgante e delirante como este primeiro livro.

Uma Aventura no Alto Mar, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada


Mais uma vez, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada estão de volta com a... 50.ª aventura!
Tenho a colecção toda, e sou um fiel seguidor das aventuras das gémeas Luísa e Teresa, Pedro, Chico, João e, claro, Faial e Caracol! Momentos de leitura agradável e emocionante, que delicia muitos jovens! Não esperei, fui logo comprar!
Compreendo que estes livros não sejam, para alguns, os melhores! Há quem não goste porque acham demasiado óbvios, ou demasiado fictícios (uma vez que os amigos safam-se sempre à última da hora). Bem, compreendo, mas acaba por ser isso que torna a leitura tão boa, tão interessante! São aventuras que toda a gente gosta, aventuras que, para mim, são um autêntico prazer (e um descanso para livros mais pesados...).

Neste livro, é verdade que os nossos heróis safam-se sempre à última da hora, o que não impediu-o de ser um dos melhores da colecção (são todos bons, mas...)!
Os amigos passam as curtas férias num campo de jovens. Sozinhos, decidem explorar a zona e acabam por ir andar de barco. Uma vez arrastados pela corrente, vêem-se em alto mar, sem ninguém para os ajudar e demasiado longe da costa! Felizmente, um barco resgata-os... Mas esse barco não é um barco qualquer e sos seus salvadores só vão piorar as suas vidas...
Empolgante, uma aventura que deve ser lida e apreciada. Fácil simples, este livros baseiam-se muito na acção e a descrição é sempre simples. Com as ilustrações de Arlindo Fagundes a acompanhar a leitura, gostei imenso desta viagem a... pois, agora é que é, parte deste livro é passada na... Pois, parece que está na moda... xD: Antárctida!
Os nossos amigos vão, no meio da sua embrulhada, parar à Antárctida! Não vou dizer muito mais, uma vez que o meu objectivo é dar a conhecer o livro e não contar toda a sua história... =D Ah, só mais uma coisita, que provavelmente alguns não gostarão de saber: o Faial e o Caracol ficam em terra, e nunca aparecem na história =( Desta vez, os animais parecem que não existem (o que não tira a qualidade do livro!).
No fim do livro, o habitual "O que é real nesta aventura?" dá-nos a conhecer, em algumas páginas, a Antárctida, a vida nesse "fim do mundo" e a razão da escolha do local da aventura.

Aconselho, muito bom! Fiquei muito feliz pelo novo volume e por a aventura ser original. Dos melhores, para mim, uma vez que me pareceu tão fresco!

O Céu Sob a Terra - Viagem pelo sistema solar, de Ettore Perozzi


Não há dúvida: Ettore Perozzi é um mago, um autêntico Merlin do terceiro milénio que, em vez de um caldeirão com poções a ferver, tem um teclado de um computador portátil e, em vez de segredar fórmulas mágicas incompreensíveis, consegue tornar evidentes as leis essenciais para compreendermos o comportamento das estrelas e dos planetas.
O encantamento que Ettore Perozzi consegue produzir com este livro está todo na simplicidade das suas palavras e na capacidade que tem de tornar acessívesi conceitos que, por tradição, são considerados inacessíveis aos iniciados. Ettore leva-nos pela mão a visitar um Universo que, à medida que se vai aproximando dele, vai ficando cada vez menos misterioso. Os grandes nomes da exploração espacial, como Ícaro ou Armstrong, os grandes cientistas do passado e do presente, como Schiaparelli, Hohmann, Bepi e Colombo, Contam-nos cada qual a sua história, e acabamos por descobrir que ela também pode ser a nossa.
Tenho a certeza de que a maioria dos leitores de "O Céu Sob a Terra" sonham em estar a bordo de uma nave espacial que os leve de planeta a planeta. Ettore Perozzi mostra-lhes como é possível passar do sonho à realidade e, sabendo que já nasceu o homem que pisará Marte pela primeira vez, pergunta-lhes se por acaso não serão eles próprios.
Marcello Fulchignoni
Observatório de Paris - Meudon

Este é o quarto volume da fantástica colecção que inclui aindo os volumes "Nímeros Mágicos e Estrelas Errantes - Os primeiros passos da ciência", "Asas, Maçãs e Telescópios - A revolução científica" e "O Fio Condutor - A antecâmara do átomo".

Ettore Perozzi nasceu em Nápoles em 1957. Licenciou-se em Física em 1981 na Università degli Studi di Roma "La Sapienza" e tem-se dedicado ao estudo da dinâmica do sistema solar, da mecânica celeste e das missões espaciais, empenhando-se igualmente em trabalhos de divulgação científica. Trabalhou na CNR, na Agência Espacial Europeia, no Observatório Astronómico de Paris e colabora na Telespazio, em Roma. O asteróide n.º 10 027 tem o seu nome.

Giorgio Parisi é professor catedrático de Teorias Quânticas na Università degliu Studi di Roma "La Sapienza". É sócio da Accademia dei Lincei e da Academia Francesa. Foi agraciado com a medalha Boltzmann (1992) e com a medalha Dirac (1999), em reconhecimeno pelos seus importantes estudos de física teórica.

Fabio Magnasciutti nasceu em Roma em 1966 e nos anos 80 iniciou a sua carreira de ilustrador. É colaborador de vários jornais, revistas e editoras.
_____________________________________________________________________________________

Bem, agora que tenho a vidinha mais organizada, e já que resolvi os problemas coma Internet (uma vergonha, é o país em que vivemos!), posso finalmente alongar este poste e dar a minha opinião!
Primeiro, a primeira leitura não foi grande experiência... Sim, que eu comecei a ler mas, nas primeiras páginas, reparei que estavam em branco! Página sim, página não, fiquei super desiludido! No entanto, no próprio dia fui à livraria onde o livro fora adquirido e substituiram-no, uma vez que era o único com esse problema de impressão. Embora tenha ficado triste, a livraria foi super simpática (até porque já sou cliente conhecido). =)
Finalemente, pude-me dedicar à leitura deste livro... espectacular, astronómico! Mal li as primeiras páginas, só me apeteceu pegar num telescópio e olhar para o céu! =D Mas, para não aligeirar muito a carteira, contentei-me com o meu olho nu. E, mesmo assim, é fantástico o que conseguimos ver e o que o livro nos ensina! É uma alegria olhar para o céu e reconhecer as constelações, os planetas, olhar para o Universo! É uma sensação extraordinária, sentir a dimensão do mundo...
Perozzi é mesmo um génio! Este é, de longe, o melhor livro da colecção (ou o que mais me atraiu...!)! Queremos sempre saber mais, pesquisar mais! Além disso, o autor explica muito bem as coisas, acessível a todos. É divertido e aprende-se bastante!
Adorei, hoje não passo uma noite sem olhar para o céu (mesmo quando está nublado, verifico sempre). Engraçado, interessante, faz-nos mesmo querer viajar pelo sistema solar!
Aconselho, só mesmo o que posso dizer! Sinceramente, independentemente da minha opinião sobre os outros livros, tenho a noção de que, mais cedo ou mais tarde, voltarei a pegar neles para aprender, pois são estes livros que substituem as enciclopédias...

O Fio Condutor . A antecâmara do átomo, de Anna Parisi e Alessandro Tonello


Os planetas do sistema solar têrm de ser empurrados para continuarem a girar? É possível gerar velocidade a partir de uma rã? As ondas electromagnéticas podem deslocar-se à vontade por todo o universo? A estranha palavra "entropia" terá alguma coisa a ver com um lance de dados?
Este livro permitir-te-á discutir e investigar estes e muitos outros assuntos com os cientistas ilustres que descobriram como utilizar as extraordinárias potencialidades do electromagnetismo, desvendaram os segredos da termodinâmica e, investigando a estrutura mais profunda da matéria, conceberam uma nova teoria: a teoria atómica.

Anna Parisi licenciou-se em Física na Università degli Studi di Roma "La Sapienza" e trabalhou durante cerca de 10 anos em investigação nas áreas da geofísica e da matemática financeira. Desde 1996 que se dedica à divulgação científica e editorial para jovens.

Alessandro Tonello nasceu em Conegliano, na Itália, em 1972. Licenciou-se em Engenharia Electrónica na Universidade de Pádua, onde trabalha em investigação, interessando-se particularmente pela divulgação de conhecimentos.

Giorgio Parisi é professor catedrático de Teorias Quânticas na Università degliu Studi di Roma "La Sapienza". É sócio da Accademia dei Lincei e da Academia Francesa. Foi agraciado com a medalha Boltzmann (1992) e com a medalha Dirac (1999), em reconhecimeno pelos seus importantes estudos de física teórica. Giorgio Parisi é o coordenador científico da colecção "Eureca!", de que a Principia publica agora este terceiro volume.

Fabio Magnasciutti nasceu em Roma em 1966 e nos anos 80 iniciou a sua carreira de ilustrador. É colaborador de vários jornais, revistas e editoras.
_____________________________________________________________________________________

É importante que diga que não estou a ler grandes livros (no sentido literal...), pois já tinha esta colecção há algum tempo em casa e já era altura de a ler. Até agora, este é o 3.º volume que leio. Balanço:
1.º volume: deixou-me curioso e com esperanças; 2.º volume: não me deliciou, tão confuso que fiquei sem grandes expectativas; 3.º volume (este):... surpreendeu-me pela positiva!
Mais uma vez, este livro fala de ciência, explica-nos um pouco como é que a ciência evoluiu, quem foram os grandes cientistas e é seu objectivo transmitir esse saber de forma compreensível e divertida. Ora, ao contrário do volume anterior, este livro acabou por ser uma leitura interessante. Fala-nos, principalmente, sobre mecância, electricidade, magnetismo e termodinâmica. Um pouco chato, dirão? Pois, mas acabou por ser curioso depois deste livro. Pode ser que a matéria seja mais interessante e chamativa (rãs que geram electricidade? Se querem saber, leiam!), mas também é verdade que deixa de lado muitas daquelas equações malucas que tornam o livro aborrecido. Talvez o co-autor tenha feito bem em dar uma mãozinha...
As ilustrações estão muito menos rabuscadas e mais engraçados que as do 2.º (embora o ilustrador seja o mesmo); sem ter necessidade de ir buscar piadas sem nexo, conseguiu ser educativo e atractivo. Talvez tenha prestado mais atenção a este volume, tenha-me preocupado em ler mais calmamente... De qualquer maneira, não desgostei e fez-me voltar a acreditar que o próximo volume há-de ser bom!
Continuo a aconselhar, e como já houve quem afirmasse, a colecção d' "Os Horríveis", publicações Europa-América. São livros divertidos e dos quais abrsorvemos mais informação.
Volto a dizer o que disse em "Números Mágicos e Estrelas Errantes", experimentem! ;) Mesmo que não seja o vosso tipo de leitura (pessoalmente, sou mais virado para romances), se encontrarem o livro passem as mãos por ele e... enfim, pode ser que vos atraia!

Asas, Maçãs e Telescópios - A revolução científica, de Anna Parisi


Continuando o percurso iniciado pelo primeiro volume desta colecção, intitulado "Números Mágicos e Estrelas Errantes - Os primeiros passos da ciência", este "Asas, Maçãs e Telescópios" dá conta das peripécias daquela que muitos consideraram ser a maior revolução científica da história.
Lendo este livro, descobrirás os problemas que Copérnico procurou resolver, as estranhas ideias de Kepler, as dificuldades enfrentadas por Galileu e o mau feitio de Newton. Se estiveres disposto a percorrer o caminho dos raciocínios, das observações, das experiências e das demonstrações destes cientistas, poderás compreender as suas ideias, apontar, com Galileu, o telescópio para o céu, intuir os novos e poderosíssimos instrumentos matemáticos "construídos" por Descartes, Leibniz e Newton, e chegar à formulação da teoria da gravitação universal.
Certos de que esta história não pode deixar de te apaixonar, aconselhamos-te a leitura da sua continuação no volume seguinte da colecção "Eureca!", intitulado "O Fio Condutor - A antecâmara do átomo".

Anna Parisi licenciou-se em Física na Università degli Studi di Roma "La Sapienza" e trabalhou durante cerca de 10 anos em investigação nas áreas da geofísica e da matemática financeira. Desde 1996 que se dedica à divulgação científica e editorial para jovens.

Giorgio Parisi é professor catedrático de Teorias Quânticas na Università degliu Studi di Roma "La Sapienza". É sócio da Accademia dei Lincei e da Academia Francesa. Foi agraciado com a medalha Boltzmann (1992) e com a medalha Dirac (1999), em reconhecimeno pelos seus importantes estudos de física teórica. Giorgio Parisi é o coordenador científico da colecção "Eureca!", de que a Principia publica agora este segundo volume.

Fabio Magnasciutti nasceu em Roma em 1966 e nos anos 80 iniciou a sua carreira de ilustrador. É colaborador de vários jornais, revistas e editoras.
_____________________________________________________________________________________

Neste livro, inserido numa colecção que dá a conhecer a ciência de uma maneira mais simples e divertida, só tenho a dizer: não explicaram nada de maneira simples nem divertida.
Quer dizer, eu compreendo o esforço da autora em transmitir os seus saberes, mas não me parece que tenha atingido o seu objectivo.
Até aconselho "Números Mágicos e Estrelas Errantes", que foi interessante, mas este "Asas, Maçãs e Telescópios" foi imensamente confuso!
Porque será que não gostei? Achei as ilustrações mais rabuscadas? Talvez, mas seria injusto pensar assim... Foi, de facto, uma explicação muito complicada, só mesmo alguém com (muitas) bases é que compreende todos os passinhos da autora e todas aquelas teorias! Decididamente, desiludiu-me!
Portanto, já disse que não é nada simples, aliás é complicado de se perceber, nem lendo devagarinho cada palavra conseguimos entender sem saber antecipadamente do que é que se trata!
Depois, divertido? As poucas piadas que estão no livro são "secas" (desculpem o calão), mas a verdade é que fazem-nos pensar: isto é uma piada? Quando e a que propósito?
Aprendi? Claro que aprendi, muito até, mas sinto-me obrigado a referir, mais uma vez, as colecções d' "Os Horríveis", publicados na Europa-América. Além de explicarem bem, são engraçados.
Agora, voltando ao livro depois de o ler... Acho que, ao fim e ao cabo, vai ser este livro que, no futuro, vai-me explicar essas teorias para estudar. Mas o livro não é para jovens adultos, é para jovens que iniciam os seus passos no saber! Enfim, estou à espera de mais no terceiro volume da colecção (claro, que aqui eu, feito parvo, se comecei tenho de continuar!).

Números Mágicos e Estrelas Errantes - Os primeiros passos da ciência, de Anna Parisi


De que são feitas as estrelas? E porque brilham? Porque é que uma pedra cai, enquanto que os balões pairam no ar?
Será difícil compreender como funciona a natureza? Ou será que o problema está no facto de as pessoas que conhecem as respostas a essas perguntas não conseguirem explicar em poucos minutos aquilo a que os homens chegaram ao fim de séculos de investigação?
E então? Vamos "começar pelo princípio"?

Seguindo os raciocínios dos primeiros homens que procuraram compreender como funciona a natureza, poderás ver que a investigação científica foi avançando através de mil dificuldades e mil descobertas, passando por problemas insolúveis e respostas fantásticas. Este livro far-te-á descobrir e experimentar de forma superdivertida os primeiros passos da longa caminhada da ciência, transcrevendo entrevistas imaginárias a sacerdotes egípcios e babilónios, a Tales, Pitágoras, Demócrito, Aristóteles, Arquimedes e tantos outros filósofos e cientistas e fazendo pequenas experiências ou contando-te histórias divertidas ilustradas por desenhos humorísticos.

Anna Parisi licenciou-se em Física na Università degli Studi di Roma "La Sapienza" e trabalhou durante cerca de 10 anos em investigação nas áreas da geofísica e da matemática financeira. Desde 1996 que se dedica à divulgação científica e editorial para jovens. Com "Números Mágicos e Estrelas Errantes", Anna Parisi ganhou o Prémio Legambiente para a divulgação científica (2001) e o Prémio Andersen (2004).

Giorgio Parisi é professor catedrático de Teorias Quânticas na Università degliu Studi di Roma "La Sapienza". É sócio da Accademia dei Lincei e da Academia Francesa. Foi agraciado com a medalha Boltzmann (1992) e com a medalha Dirac (1999), em reconhecimeno pelos seus importantes estudos de física teórica. Giorgio Parisi é o coordenador científico da colecção "Eureca!", que a Principia inaugura com este volume.
_____________________________________________________________________________________

Este é o primeiro livro de uma colecção que tem o propósito de dar a conhecer a evolução do saber ao longo do tempo, desde a Antiguidade Clássica até, supostamente, aos dias de hoje, de maneira simples e divertida. Este livro apresenta a ciência desde os egípcios até o fim do império romano.
A primeira vez que soube destes livros foi através de um professor, que gentilmente me ofereceu o 2.º e 3.º títulos (que lerei a seguir). Confesso que gosto deste tipo de livros, que nos ensinam enquanto olhamos para as imagens engraçadas, enquanto nos dão as pequenas curiosidades que nos fazem rir (por exemplo, sabiam que uma das regras da escola de Pitágoras era não comer favas? E calçar primeiro o pé direito? xD).
Porém, posso dizer que este livro não é, de todo, o melhor do género. Quero referir os livros de "Os Horríveis", publicados pela Europa-América (Cultura, História, Geografia e Ciência Horríveis), que ainda hoje me fascinam e me interessam bastante!
Este primeiro livro foi uma boa leitura, que certamente me tornou mais sábio. Gostei imenso das curiosidades e aprendi muita coisa. O livro não só fala de ciência (não se assutem os desinteressados), também fala de História, por exemplo. É um livro rico, muito educativo e, com certeza, muito interessante. Gostei das ilustrações, que facilmente nos puxam a atenção.
Quem acha que este tema é uma seca, pode experimentar ler este livro, uma vez que tem tantas curiosidades e histórias divertidas que um bom leitor sempre gosta. A verdade é que... Sabem, por vezes os ensinamentos são um pouco mais complicados, e o grande problema está em a autora não conseguir expressar-se de maneira a fazer-se entender. Houve (poucas) alturas em que ler várias vezes não bastou, foi difícil compreender porque é que chegaram a essas conclusões. O mal do livro é, talvez, preocupar-se em pronunciar o básico, dar algumas curiosidades sobre o tal cientista e, quando se trata de explicar o "porquê" da conclusão chegada, dá-nos uma descrição pequena mas demasiado complexa, que acaba por fugir ao princípio de explicar correctamente e ao alcance de todos.
No entanto, aconselho para quem tem interesse, aconselho a folhearem-no se o virem. Não é um livro que se destaque, mas é verdade que me ensinou bastante! Uma boa leitura, calma, interessante e divertida. Seria injusto dizer que o livro não deve ser lido. Enfim, experimentem!!!

Os da Minha Rua, de Ondjaki


O teu livro dá conta de como crescem em segredo as crianças. É o milagre das flores do embondeiro: habitam o mundo em concha por breves momentos e vêem através da luz o milagre das pequenas coisas.

Ana Paula Tavares
_____________________________________________________________________________________

Passaram uma boa Páscoa? Espero que sim.
Ora, este é mais um livro que consta no Plano Nacional de Leitura. Porque é que o escolhi como leitura? Ora, já há muito que queria ler algo de Ondjaki (um escritor angolano) e bastou ler o texto da contracapa para ficar impressionado!
O livro é um conjunto de pequenas estórias, lembranças do autor da sua infância, passada naquela rua onde conheceu o mundo.
Um livro lindo, simples e extraordinariamente belo. É uma leitura fresca, calma e fácil, e com certeza vai agarrar e fazer-nos sorrir.
Ao longo dessas estórias, vamos conhecendo personagens singulares, amigos de Ndalu (o nome no livro do autor) e a sua família, as suas pequenas aventuras e aqueles momentos em que, de facto, se dá "o milagre das pequenas coisas"
Acho que a sua simplicidade e o que cada estória nos conta, que é algo tão simples ou comum, é que tornam este livro tão rico e espantoso. A beleza consiste nessa simplicidade de cada momento, no modo como Ondjaki brinca com as palavras descrevendo emoções ou lugares. É essa criança que, de um modo imperceptível e único, nos faz relembrar a nossa própria infância e aqueles que deixámos para trás, aqueles momentos em que apenas nós víamos o significado das pequenas coisas, aqueles lugares que nos transmitiram cheiros, sensações, tudo o que presenciámos. Fantástico.
Embora não seja aquele livro cuja beleza se possa destacar no meio de tantos outros, acho que não deixa de nos fazer sorrir e deliciar-nos.
Subtilmente, o autor também nos relata a vida em Luando nessa altura, dando-nos a conhecer a sociedade, tudo aos olhos de uma criança (a presença dos soviéticos, as tradições, as famosas telenovelas brasileiras e a televisão, os hábitos e modo de vida de uma família de rendimento suficiente, etc.).
A última estória é, com certeza, um bom remate e um golo bem sucedido. Ainda podemos ler a correspondência do autor com uma sua amiga, Ana Paula, que explica essa beleza que recheia o livro como uma pequena concha que veio a cavalo na onda.
Decididamente, encantou-me. E digo-vos para ler pois só mesmo lendo irão perceber o que quis dizer com isto tudo. Fez-me querer ler mais de Ondjaki! Aconselho!!!

Assassini, de Thomas Gifford


1982. No Vaticano, um grupo de abutres de vestes sacerdotais rodeia o Papa moribundo e sussurra nomes de possíveis sucessores.

Na Irlanda, num mosteiro varrido pelos ventos do mar, está escondido um perigoso documento.

Nos Estados Unidos, numa capela de New Jersey, uma freira é assassinada durante uma oração.

A Irmã Valentine é uma activista que se tornou incómoda para a Igreja.
Quando Ben Driskill, advogado e irmão da freira, compreende que a Igreja não quer a investigação da morte, decide levá-la ele a cabo, desenterrando um segredo explosivo: os Assassini, uma irmandade de assassinos secreta e muito antiga, de que os príncipes da Igreja se serviam para proteger os seus interesses. Mas agora, a quem servem os Assassini? E quem os comanda?

Assassini, a irmandade secreta que Thomas Gifford revelou, e que nós conhecemos melhor depois de "Anjos e Demónios", de Dan Brown.
_____________________________________________________________________________________

Começo por dizer que, independentemente das comparações feitas, este livro não tem NADA a ver com "Anjos e Demónios", de Dan Brown. Digo-vos porquê:

Este foi um livro emprestado, algo que, confesso, não aprecio; primeiro, porque não se devem emprestar 3 coisas a ninguém: a mulher, a casa e os livros; segundo, simplesmente gosto de ter os livros que leio na estante, folheá-los mais tarde (até porque não costumo ler o mesmo livro 2 vezes). De qualquer maneira, este foi emprestado, não foi o primeiro e não há de ser o último.

Há algum tempo que não lia livros do género Igreja/Religião/Polémica. Depois da publicação de "O Código Da Vinci", foram tantos os precedentes que me senti aborrecido. Portanto, este foi um reencontro, muito bom ;).
Tal como a apresentação dá a entender, uma freira é morta devido a uma descoberta que fez, algo que a Igreja não queria que fosse revelado. Ben, o seu irmão, decide retomar a pesquisa e perceber o que é que a sua irmã descobriu, desvendando o assassino e a causa. Para retomar a pesquisa, a irmã só lhe deixou uma fotografia antiga, datada da Segunda Guerra Mundial, onde se encontram pessoas que poderão responder às suas perguntas... Assim, Ben dá-nos a conhecer a acção da Igreja na 2.ª Guerra Mundial, juntamente como o renascimento de uma das sociedades secretas mais temidas, os Assassini, que matam para ver os propósitos da Igreja concretizarem-se.

Não me vou alongar no resumo do livro, pois espero que o leiam. A obra é um thriller, um thriller autêntico: como aqueles que, nos filmes, nos fazem pensar, sempre com segredos e perguntas, que constroem uma teia de mistérios e mais perguntas, com as suas personagens suspeitas e envolvidas, que nos fazem imaginar quem está por detrás de tudo.
No livro, não seguimos apenas a pesquisa de Ben (que acaba por ser apenas um fio condutor), mas também de outras personagens que buscam, de qualquer forma, a verdade. Cabe ao leitor desvendar o verdadeiro significado do que não é aparente (e do que é). Houve alturas em que tive de reorganizar as ideias, parar e conseguir interligar tudo o que as diferentes pesquisas me diziam. É preciso estar atento e concentrado na leitura, senão pode acontecer voltarmos atrás para relembrar algum facto. Ao contrário de "Anjos e Demónios", onde seguimos o protagonista e apenas esperamos por mais, "Assassini" é dinâmico, mexe com o nosso bom senso e mente, faz-nos imaginar quem é quem... Constrói uma teia muito mais complexa. Mesmo que saibamos quem é, afinal, o tal, o final é sempre impressionante. Porque, através de viagens que não se limitam apenas a uma cidade, o leitor tem o privilégio de perceber o que é que todos andam a fazer no trama e qual é a sua verdadeira intanção, a última página não é a única que nos dá a verdadeira informação. Ao longo do livro, cada personagem tem um papel fulcral e cada uma faz parte da grande conspiração (todos são inimigos porque cada um tem o seu ponto de vista... é a realidade da Igreja, é o que o livro nos diz... a religião é um negócio, uma empresa que compra papas e tenta, de alguma forma, ter relações prósperas com o exterior. Deus... bem, Deus está lá em cima, não cá em baixo).
Este livro faz-nos pensar, mexe connosco, é ideal para quem gosta de participar na resolução dos mistérios nos livros. Além disso, à medida que avançamos, é cada vez mais interessante, não perde a intensidade com o passar das páginas, ganha!
Aconselho vivamente. Um thriller confuso e lógico. Várias personagens que tentam desvendar um mistério, ou contorná-lo, ou aprofundá-lo, e até certo ponto apenas o leitor consegue interligar essas personagens e unir as várias pesquisas, descobrindo a verdade por detrás da mentira. Uma conspiração que nos vai chocar...
Uma boa leitura, empolgante, requer concentração. Talvez Dan Brown seja mais fácil e corrido de ler, mas "Assassini" é mais dinâmico e procura desenvolver mais. Só o cansaço nos vai fazer parar de ler...

Amados Cães



" Se houver, como dizem que há, um Céu dos Cães, é lá que quero ter assento, a ver a luz minguar no horizonte, com a sua palidez de crepúsculo num retrato de infância. Hei-de então bater à porta e pedir para entrar, e sei que eles virão, contentes e leves, receber-me como se o tempo tivesse ficado quieto nos relógios e houvesse apenas lugar para a ternura, carícia lenta a afagar o pêlo molhado pela chuva. Então poderemos voltar a falar de felicidade e de mim não me importarei que digam: teve vida de cão, por amor aos cães."
_____________________________________________________________________________________

Bem, tudo começou quando a professora disse: "Têm de ler pelo menos um livro que conste no Plano Nacional de Leitura". Sou sincero, acho que este plano está mal organizado e afasta-se muito do objectivo. Quer dizer, podiam pelo menos dar o benefício da escolha e deixar-nos escolher um livro ao nosso gosto. Além disso, este Plano é muito para "inglês ver".
De qualquer maneira, eu não saio nada afectado com isso. Sou um grande leitor, e quantos mais livros melhor. É verdade que muitos livros que constam dessa lista não conheço e é uma boa oportunidade para partir à descoberta...

Por isso, depois de ouvir boas críticas acerca de "Amados Cães", decidi-me: este ia ser um dos livros escolhidos.

Trata-se do conjunto de várias histórias, textos de no máximo quatro páginas, vários testemunhos de cães cujos donos são, hoje, pessoas famosas e de renome. Alexandre O'Neill, Lord Carnarvon, Ulisses, Newton, Walter Scott, Byron, Sigmund Freud, Hemingway, Pavlov, Maria Callas, Hitler, Picasso, Elvis, Richard Nixon, Marylin Monroe, Sinatra, Steinbeck, Tim Burton, entre outros. Também há testemunhos de Laika, a cadela que foi ao espaço; a história de um cão que morreu durante a erupção de Vesúvio, no tempo dos romanos; enfim, uma série de pequenos textos que mostram o quanto o Cão é fiel e o quanto o Homem está ligado a ele.

É muito fácil de ler. Um pouco repetitivo, mas gostei do modo como o autor tornava os cães parecidos com o respectivo dono: como se, por exemplo, o estilo de escrita de Hemingway estivesse exposto no texto que se refere ao seu cão, como se o que foi escrito fosse da autoria do próprio cão, tão ligado ao dono.
Os textos estão em formato de carta ou prosa normal. Conclui-se que o cão é sempre fiel ao dono, na vida ou na morte, e que o cão compreende sempre o dono e faz-se entender. Quando o cão morre, o dono sente que perdeu um pedaço de alma, pois o cão faz parte de si, é aquele bocado de vida que aconchega e faz ver que, afinal, nós ainda temos vida em nós. O Cão é a bengala do Homem. Se é o dono que falece, o objectivo do cão passa a ser conseguir atingir o patamar do dono e voltar para ele.

Os cães são sempre o pano de fundo. A ideia é sempre a mesma, o amor aos cães, a sua fidelidade, os seus afectos, solidariedade e amizade. Aconselho por curiosidade e por ser uma leitura que atrai. Poderia ser um pouco mais original, então com tantas historietas, mas acho que o objectivo do escritor era apenas fazer um louvor aos cães e chamar apenas a atenção para o quanto eles marcam a vida e o destino.

Até uma próxima leitura!!!

Memórias de Adriano


"E é aqui, neste intervalo entre o desembarque do enfermo e o momento da sua morte, que se situa uma série de acontecimentos que me será sempre impossível reconstituir e sobre os quais, todavia, se edificou o meu destino. Os meus inimigos acusaram Plotina de se ter aproveitado da agonia do imperador para fazer traçar àquele moribundo as breves palavras que me legavam o poder. Prefiro, sem dúvida, supor que o próprio Trajano, fazendo antes de morrer o sacrifício das suas preferências pessoais, deixou de livre vontade o império àquele que apesar de tudo considerou o mais digno. Mas devo confessar que, aqui, o fim me importava mais que os meios..."

MEMÓRIAS DE ADRIANO tem a forma de uma longa carta dirigida pelo velho imperador, já minado pela doença, ao jovem Marco Aurélio, que deve suceder-lhe no trono de Roma. Uma carta em que lhe promete contar toda a verdade, sem as reservas próprias da história oficial. Pouco a pouco, através desta serena confissão, suscitada pelo pressentimento de que a morte se aproxima, ficamos a conhecer os episódios decisivos da vida deste homem notável, que soube pacificar um império, tornar a sociedade romana um pouco mais justa, melhorar a sorte das mulheres e dos escravos. E que foi simultaneamente uma das mais cultas e sábias figuras do seu tempo.

Publicado em 1951, MEMÓRIAS DE ADRIANO receberá no ano seguinte o prémio Fémina Vacaresco e é seguramente um dos mais importantes romances de Marguerite Yourcenar.
_____________________________________________________________________________________

Bem, depois de ter trancrito o excerto e o resumo do livro que se encontra na contracapa, aqui vai a minha opinião: é o primeiro romance de Marguerite Yourcenar que leio, um dos livros que já queria ler há algum tempo; fiquei muito desiludido.
Em primeiro lugar, acho mal caracterizar este livro como histórico. Tenho a certeza que é um desapontamento para quem gosta de romances históricos, pois este romance trata-se mais de "perceber o homem" que "perceber a História".
Claro, não falo pela descrição do império, dos hábitos (aliás, a figura de Adriano mosta-nos muitos rituais e costumes da época). No entanto, acabei o livro com a sensação de que a personagem, o tempo, o lugar e o tema foram apenas uma desculpa para expressar algo mais, para reflectir sobre coisas mais profundas e que atingem o âmago do ser humano. O lugar, as pessoas e a História a que a personagem assite são mais desculpas para divagar num tema qualquer. Este livro é de reflexão, concordo quando a autora põe nos seus apontamentos "elaborado só para mim".
O problema não é só esse: é verdade que, ao ler, sentimos que quem escreve é realmente Adriano, mas o grave para mim é que não consegue atrair o leitor. Já li obras de grande carácter humano e filosófico, obras que nos fazem pensar e que nos incitam a afundar na nossa mente. Neste livro, bastava um parágrafo para estar a pensar noutra coisa! Aquele fio que liga o leitor ao livro é demasiado quebradiço e já nem uma pétala agarra. Foi por isso que demorei tanto a ler: por mais que me esforçasse, não conseguia prender a atenção. Mal lia alguma coisa, já estava a pensar nalgo que não tinha nada a ver. O livro simplesmente não empolga, não motiva o leitor. Por isso mesmo, não aguentei. Lê-lo até ao fim foi lento, muito lento...

Não esperem História, esperem um homem; não esperem serem agarrados à sua maneira de pensar e às suas reflexões, esperem antes um homem que parece falar para o nada, apenas para si mesmo. Aquelas partes em que podemos apreender alguma excitação e curiosidade são mínimas e, na maior parte das vezes, acabam por ser substituídas novamente por simples divagação. Os temas que nos leva a pensar não procuram manter a nossa dedicação; é como uma anedota, à primeir aé engraçada, mas quando começa-se a desenvolver muito, perde graça e ganha parvoíce. O mesmo acontece aqui: o tema é tão desenvolvido e de tal modo que já não nos interessa.

O bom neste livro: as personagens são bem trabalhadas, muito bem esculpidas, não se deixando de notar a tendência feminista de Yourcenar. Tem algumas curiosidades interessantes acerca da vida romana, dos rituais, do grande império, e além disso tudo acenta em bases verídicas. A história insere-se numa reconstituição histórica muito boa, mas como disse é apenas um fundo para o verdadeiro tema do livro.

Se ainda quiserem-no ler, certifiquem-se de que têm bastante tempo e que não há mais nenhum livro interessante ou que esteja na lista do "A ler...".
Resumindo, uma desilusão, fraco, não atinge as expectativas e não comunica com o leitor. Muito fácil de se distrair. Não agarra nem motiva muito o leitor. Claro, isto foi a minha opinião, e de certeza que há quem goste.

Um grande abraço e até uma proxima leitura!!!