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Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian, de Alaa El Aswany


Construído na década de 30 do século passado, o Edifício Yacoubian é um dos mais antigos da Baixa da cidade do Cairo e um símbolo de uma época. Neste livro, porém, é muito mais que isso. Por detrás da sua fachada de esplendor mas também de decadência, cruzam-se diariamente todo o tipo de personagens, que, com as suas contradições, dificuldades e sonhos ilustram a sociedade egípcia actual e a forma como as mais recentes décadas de história a marcaram. É assim que conhecemos Zaki Bei, o velho playboy aristocrata; Hatim, um homossexual que se arrisca a perder tudo num mundo cada vez mais intolerante; Taha, que é aliciado por um grupo fundamentalista ao ver frustrada a possibilidade de realizar o seu sonho; ou Busayna, que é forçada a prostituir-se para ajudar a família; entre outras personagens. Alaa El Aswany aborda assim assuntos tabu como a corrupção, a sexualidade, o fundamentalismo religioso ou a desigualdade social, mas fá-lo num tom que é sempre isento de julgamentos, pois no Edifício Yacoubian não há pessoas boas ou más, há somente pessoas que perderam a sua inocência. Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian tornou-se um dos livros mais vendidos de sempre em árabe.
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Devido à gentileza da Editorial Presença, tive o prazer de ler este livro e de, agora, vos transmitir a respectiva opinião.

Não é uma leitura marcante. Muito menos viciante. Não é um livro que vá ficar para sempre na minha mente, porque limitou-se a ser "mais uma leitura". Talvez porque a sociedade islâmica/egípcia não me fascine, talvez porque as diversas personagens não têm uma vida verdadeiramente cativante (por boas ou más razões), porém a verdade é que ler ou não ler este livro parece-me opcional.

Esperava personagens muito mais marcantes. Acho que o título engana um pouco. Que eu saiba, em inglês chama-se apenas "The Yacoubian Building", mas em português acrescentaram "Os Pequenos Mundos". Acho que estas últimas (primeiras no título) palavras fazem toda a diferença na expectativa do livro. Pessoalmente, "Os Pequenos Mundos" transmite-me algo tocante, profundo, é uma classificação com quase ternura. No entanto, o livro não é nada assim. É muito directo, sem floreados ou julgamentos, e o percurso das personagens não é propriamente viciante.

A verdade é que estamos perante um livro interessantíssimo. É tão directo que não se preocupa em ligações com o leitor. No entanto, para um livro relativamente pequeno, tem um potencial muitíssimo grande. É uma excelente e admirável descrição da sociedade egípcia, do Islamismo e da cultura dessa sociedade, que se resume no Edifício Yacoubian. Cada personagem serve apenas para resumir e descrever a vida nessa sociedade, perseguida constantemente pela desigualdade no emprego, por exemplo, ou por fundamentalistas de carácter religioso, ou por hábitos que ou vão contra ou a favor de quem tem o poder, quem monopoliza a vida dessas pessoas e as controla diariamente.
É uma obra muito interessante, pois dá-nos a conhecer um modo de vida diferente. É um retrato muito fiel da sociedade egípcia que se confronta diariamente com a mistura de culturas, islâmicas, muçulmanas ou ocidentais, conduzindo a confrontos diários e lutas pela sobrevivência. É impressionante para quem, como eu, se apercebe da enormidade desse controlo e do quão limitada e definida a sociedade pode ser, não dando oportunidade às pessoas de decidir o seu destino, por estarem presas a essas ideias por vezes estúpidas, mas que infelizmente existem e fazem com que quem está no alto da hierarquia espezinhe o miserável cidadão que não tem qualquer poder.

A mensagem não é, portanto, muito animadora, principalmente quando nos dizem que outros controlam o nosso destino e que pequenas insignificâncias podem manchar a nossa vida. E poderíamos transportar este livro para a nossa sociedade ocidental, cujos ideais são completamente diferentes mas estão lá (claro, os ocidentais não são nada comparados com a frieza, a crueldade e a direcção da sociedade que o livro nos apresenta). Não deixei, no entanto, de simpatizar com algumas das muitas personagens que habitam este edifício, esta sociedade tão oprimida. Acabei não muito tocado, mas pelo menos um final deixou-me com um pequeno sorriso, e porventura uma mensagem de esperança (porque, no meio disto tudo, ela ainda existe).

É um livro muito interessante para quem se interessa, principalmente pelo tema que tenho vindo a descrever. Aliás, é uma excelente descrição da sociedade. No entanto, realço que não me marcou profundamente.

Um Mundo Sem Fim - volume II, de Ken Follett

Depois do enorme êxito de Os Pilares da Terra, Ken Follett regressa à cidade de Kingsbridge, mas desta vez cerca de dois séculos após os acontecimentos do primeiro livro. No dia 1 de Novembro de 1327, quatro crianças presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro, e uma delas assiste ainda quando este esconde uma carta na floresta, explicando que contém informação secreta e obrigando-a a fazer uma promessa. O sucedido irá para sempre assombrar as vidas das quatro personagens, que acompanhamos ao longo de vários anos. Não será, contudo, a única força a influenciar os seus destinos. Para além das teias de amor, ódio, ambição e vingança que os vão unir e afastar, Merthin, Ralph, Caris e Gwenda ficarão também marcados pelo próprio tempo em que vivem, e em particular pela maior tragédia que assolou a Europa no século XIV, a Peste Negra. Com um enredo ricamente detalhado e um ritmo exuberante, Um Mundo sem Fim, que a Presença publica em dois volumes, é um épico medieval com que Ken Follett deslumbrará tanto habituais como novos leitores.

www.ken-follett.com

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Esta é a minha opinião em relação a todo o livro (dois volumes juntos).

Em primeiro lugar, volto a desejar um bom Natal e a pedir as minhas desculpas pela minha ausência, pois sei que não tenho visitado nenhum blogue. Espero que me perdoem pelas poucas respostas.

Avançando para a opinião do livro: estou irrevogavelmente apaixonado por Kingsbridge. E se assim não fosse acho que não teria gostado tanto de "Um Mundo Sem Fim" como gostei. Acabo o livro com uma sensação de familiaridade para com as personagens, como se tivesse percorrido a seu lado as suas vidas e sofrido com elas. Acabo esta leitura com um suspiro, sabendo que nunca chegou a ser tão delirante como "Os Pilares da Terra" mas que não deixou de ser um excelente momento passado a ansiar pelo destino de quem acompanhamos.

Devo dizer que é extremamente irritante a futilidade das personagens no primeiro volume. Fez-me ganhar repugnância ao autor, pela maneira como escrevia, pela superficialidade dos protagonistas, pela obsessão de sexo e mulheres. Felizmente, a coisa acalmou no segundo volume. A verdade é que a história, ao longo de todo o livro, chega a ser muito repetitiva, parece que tudo se repete ao longo do tempo, e a certa altura no segundo volume (depois de metade das páginas lidas), senti-me ligeiramente cansado. Follett não atinge o enredo com tanta mestria quanto em "Os Pilares da Terra", no entanto não deixei de me sentir atraído pela leitura, porque não deixa de ser um enredo minimamente viciante. Apenas peca em algumas situações. Não é um livro do qual nos possamos gabar, mas estou completamente fascinado. Actualmente, o simples facto de me sentir atraído pelas personagens, de me irritar com elas ou de me apaixonar por elas, faz com que se torne um preferido.

O segundo volume é muito melhor que o primeiro, não só pela maturidade das personagens como também pelo que é, para mim, um excelente contexto histórico, muito mais acentuado do que no primeiro volume. Isso tornou o livro muito aprazível. Porém, com o decorrer dos acontecimentos, conseguiu com que, já no final, me sentisse saturado pela repetição de acontecimentos, dando a impressão de que o autor apenas quis dar mais páginas ao livro com mais palha.

Dito isto, gostei. Não foi tão delirante como a obra monumental "Os Pilares da Terra", mas transmitiu-me uma certa afeição para com as personagens. É inegável, as desventuras delas foram uma das melhores leituras deste ano. Sem dúvida, adorei o livro, do princípio ao fim, e aceito todas as emoções que me transmitiu. Espero vir a ter a honra de voltar a ler alguma coisa deste autor.

Só vos aconselho uma coisa: leiam primeiro "Os Pilares da Terra". Não se atrevam a pegar neste antes de ler o primeiro livro de todos. E com isto desejo umas excelentes leituras, e que o Pai Natal traga muitos livrinhos...

Um Mundo Sem Fim - volume I, de Ken Follett

Depois do enorme êxito de Os Pilares da Terra, Ken Follett regressa à cidade de Kingsbridge, mas desta vez cerca de dois séculos após os acontecimentos do primeiro livro. No dia 1 de Novembro de 1327, quatro crianças presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro, e uma delas assiste ainda quando este esconde uma carta na floresta, explicando que contém informação secreta e obrigando-a a fazer uma promessa. O sucedido irá para sempre assombrar as vidas das quatro personagens, que acompanhamos ao longo de vários anos. Não será, contudo, a única força a influenciar os seus destinos. Para além das teias de amor, ódio, ambição e vingança que os vão unir e afastar, Merthin, Ralph, Caris e Gwenda ficarão também marcados pelo próprio tempo em que vivem, e em particular pela maior tragédia que assolou a Europa no século XIV, a Peste Negra. Com um enredo ricamente detalhado e um ritmo exuberante, Um Mundo sem Fim, que a Presença publica em dois volumes, é um épico medieval com que Ken Follett deslumbrará tanto habituais como novos leitores.
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Como alguns devem saber "Os Pilares da Terra" foi um livro que me apaixonou intensamente. Aliás, desde essa leitura que encontro dificuldade em encontrar outro livro que me encha as medidas.

No entanto, para a opinião de "Um Mundo Sem Fim", prefiro deixar de parte esse livro anterior. Em primeiro, porque não acho que "Os Pilares da Terra" precise de uma sequela. Depois, porque são livros diferentes, cada um com o seu sabor. Começo por dizer que adorei ler esta primeira parte, e que afinal Follett não me desiludiu.
Estava com algum receio antes de ler o livro, pois um par de opiniões de confiança não foram muito positivas... Mas comecei a ler e, de repente, senti-me aconchegado ao voltar a Kingsbridge. Voltar a um lugar que me fez delirar foi uma sensação confortável. Até que me fui apaixonando pelas personagens, e cada vez que pego no livro só quero ler mais e mais.

Há um grande problema: a quantidade de personagens. São tantas que por vezes não nos dá a oportunidade de senti-las como deve ser. A princípio tive dificuldades em situar o que era dito, mas fui-me habituando e finalmente senti-me cativado.

A história não é, de facto, muito viciante. Não tem muita acção, e parece que o autor tem uma forte obsessão por cenas sexuais. Mas, incrivelmente, até agora conseguiu viciar-me, pelo menos durante os momentos de leitura.

Não vou adiantar muito mais, prefiro guardar a crítica mais elaborada para o último volume, mas devo desde já dizer que estou a adorar. Não aconselho a sua leitura a quem não leu "Os Pilares da Terra". A quem já leu, muito embora nem sempre consiga ser tão bom, aconselho.

A Viagem do Elefante, de José Saramago


Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam.

O Livro dos Itinerários

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Há uma mensagem neste livro: Saramago ainda escreve. E escreve com prazer. Assim como tive a oportunidade de ler esta pequena delícia.

O tema é bem leve. O livro é mais pequeno e fácil de ler. A interpretação, pode-se dizer, mais fácil. É mesmo um livro muito simples. Mas é nessa aparente simplicidade que Saramago nos presenteia com mais do que um romance, mas sim uma viagem.

Não há protagonistas, há apenas viajantes, e apenas a viagem. Mas são personagens que, para não variar na obra de Saramago, são demasiado excelentes para serem postas de parte. Venero a imaginação do autor para criar o ambiente e as personagens tão únicas e próprias. Fiquei espantado como, num livro tão pequeno, o autor desenvolveu as personagens para torná-las únicas.
Venero a capacidade do autor para se adaptar aos vários livros. É o mesmo Saramago, mas se escreve sobre a dúvida existencial então o estilo é completamente filosófico e denso, e noutro romance pode falar de um mistério inexplicável e o estilo torna-se místico, quase formidável, que faz o leitor embrenhar-se nas suas palavras; neste caso, "A Viagem do Elefante" é um tema leve, logo um estilo levado mais para a descontracção, mas momentos de leitura cativantes. Admiro a imaginação do autor e a genialidade com que escreve o livro.

Esta é a obra mais fácil que já li do senhor. Muito mais fácil, seja a prova disso o curto tempo (3 dias) que demorei a lê-lo. Mas Saramago é um dos meus escritores preferidos, isso é indiscutível. E nas suas palavras há sempre aquele lado mais subjectivo... E é daqueles autores que não se preocupa em chegar ao fim, apenas se preocupa em escrever, mesmo que isso o leve por outros caminhos.

O livro é muito (muitíssimo) marcado pela ironia e pelo sarcasmo, constantemente um ataque ao Homem e às suas acções. Ri com satisfação. Gostei muito da maneira do autor escrever, sem fazer parte da história mas como se lá estivesse para comentá-la. Serve de ponte entre o leitor e as personagens, o tempo de D. João III e a actualidade.

É uma viagem que nos deixa embalados. São participantes deveras fascinantes, pois como leitor a minha mente tende a imaginar o que cada um representa... As personagens do livro são livres mas há sempre algum aspecto que as torna globais.
Existe, nessa viagem, um olhar sobre as acções, sobre o mundo, sobre a humanidade (sim, a humanidade, não o Homem) que é muito explorado, principalmente através das referidas ironias. Há o elefante, há quem o acompanha, e há um olhar solidário sobre atitude humana. Uma vertente que apreciei muito no livro, esse olhar sobre a acção humana e a sua fé.

Este livro tem tudo para ser um bom regresso do autor, depois de um estado de saúde muito precário. Aconselho a todos. E, para quem não leu nada de Saramgo, eu diria que chegou a oportunidade!!!

A Vida num Sopro, de José Rodrigues dos Santos


Portugal, anos 30.
Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.
Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.
Com
A Vida Num Sopro, José Rodrigues dos Santos confirma a sua mestria e o lugar que já ocupa nas letras portuguesas.
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Ainda estou arrebatado depois desta leitura.

Estes é daqueles livros que acabamos de ler e não conseguimos evitar parar por um segundo, deitados na cama, a olhar para o ar, na mais profunda e simples reflexão.

Portanto, não sei bem por onde começar a opinar. Acabei agora mesmo o livro e sinto-me levitado pela história amorosa de Luís e Amélia.

De facto, este livro é uma história de amor. Não é a história do princípio do Estado Novo ou da guerra civil de Espanha, "A Filha do Capitão" foi, sim, um romance sobre a guerra, este é apenas um romance sobre a vida. A princípio, senti-me desiludido ao aperceber-me disso, mas a partir daí fui distinguindo os dois livros.

Só posso dizer que gostava que fosse ainda maior. O livro já tem muitas páginas, mas eu gostava que fosse ainda mais pormenorizado, que esmiuçasse todos os pormenores. Na verdade, não esperem um livro sobre o Estado Novo ou a guerra em Espanha. Esperem antes um livro sobre a vida, tão pura ou trágica como pode ser, e que por acaso se insere em factos históricos.
Aliás, apreciei aqueles pormenores históricos como a gíria do povo, o destino que os soldados da guerra tinham pela frente, por exemplo.
Muitos diálogos, um livro directo e sem grandes floreados.

Acho que este romance, mais do que querer ser uma excelente obra, pretende entreter. No caso de "A Filha do Capitão" (não consigo evitar esta comparação), havia o objectivo de ser uma excelente obra, mais do que entreter. Por isso digo que não me importava que este romance tivesse mil páginas, se a mesma história fosse relatada com ainda maior pormenor seria um dos grandes livros da Literatura. Claro, as emoções e destinos das personagens são sempre relatadas com muito apego.

Porém, se nós lemos este livro é para chegar ao fim. Estamos constantemente na ânsia de chegar à última página, de saber o que vai acontecer! E quando acabamos não nos livramos de uma lágrima ao canto do olho.
Aconselho-vos. Lê-se num sopro. Confesso que não é um grande romance, mas vale bastante a pena pelos excelentes momentos de leitura que passamos. Para nos apaixonarmos pelas suas personagens, para suspirarmos pela vida. Adorei. José Rodrigues dos Santos confirma-se como um dos meus autores preferidos.
Dizer mais seria adiantar demasiado (e eu não sou de dizer spoilers). Leiam, garanto-vos pelo menos uma boa leitura.

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, de Newt Scamander

Em quase todos os lares de feiticeiros do país há um exemplar do livro Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los. Agora, apenas por um período limitado, os Muggles também têm oportunidade de descobrir onde vive o Quintaped, o que come o Puffskein e por que razão é melhor não deixar leite no quintal para o Knarl.

Os lucros obtidos com a venda deste livro reverterão a favor do Movimento Comic Relief, o que significa que os Euros ou Galleons que tu gastares ao comprá-lo produzirão um efeito mágico superior aos poderes de qualquer feiticeiro. Se achares que esta é uma razão insuficiente para gastares o teu dinheiro, só espero que nenhum feiticeiro seja menos caridoso se um dia te vir a ser atacado por um Manticore.


Albus Dumbledore
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Ainda este ano li e comentei o livro O Quidditch Através dos Tempos. Tanto esse como este livro que vos apresento são muito pequenas obras que relatam factos do conhecido mundo de Harry Potter. Sendo da mesma colecção e do mesmo jeito, este vem falar sobre os monstros que habitam esse mundo mágico.

É um pequeno complemento maravilhoso de se ler.

Para quem gosta de fantasia, será um livro a reter para plantar sementes de imaginação na cabeça. A descrição de tantas espécies mágicas torna tudo tão real que parece que, quando acabamos de ler, estamos à espera de ligar a televisão e encontrar uma notícia a dizer que um Knarl destruiu o quintal de alguém. =P

Para quem gosta do Harry Potter, ainda melhor será ;) Além de que, para tornar o livro ainda mais divertido e interessante, aparecem algumas notações do próprio Harry Potter e dos seus companheiros! Claro que, para quem não leu a saga, esses apontamentos de pouco servem para tornar a leitura ainda mais prazenteira...
No entanto, vale bastante a pena ler este livro. Porque tem o dom de apresentar criaturas com as quais sonhamos. E nos fazem fervilhar a mente.

Só tenho duas coisas contra: que o livro seja tão pequeno (adorava ler algo ainda mais pormenorizado) e que haja tão poucas imagens (cada espécie merecia uma foto =D).

Entretanto, aconselho-vos este magnífico livro, o que fala sobre Quidditch e a maravilhosa saga de Harry Potter! É uma oportunidade única para os Muggles...

Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy

Um jovem que vaga pelo sul dos Estados Unidos acaba por se unir a um grupo de aventureiros que pensam fazer razias em território mexicano. Quando o bando é dizimado por Comanches, o rapaz é obrigado a atravessar um deserto até chegar à cidade de Chihuahua, onde é levado para o presídio. É então que é recrutado para uma expedição comandada pelo capitão Glanton, dedicada à caça de escalpes. Sob a prodigiosa influência do Juiz Holden, o grupo vai-se afundando numa espiral de violência, cometendo actos cada vez mais sanguinários...

Cormac McCarthy nasceu em Providence, Rhode Island, em 1933. É autor de uma obra que abarca os géneros gótico sulista, western e pós-apocalíptico. Harold Bloom, um dos críticos literários mais influentes dos Estados Unidos, qualificou o romance
Meridiano de Sangue (1985) como "a obra imaginativa mais impressionante de todas as dos escritores norte-americanos vivos". Outros romances destacados são O Filho de Deus, O Guarda do Pomar, Belos Cavalos, National Book Award em 1992, Este País Não É para Velhos, adaptado com enorme êxito para o cinema em 2007 pelos irmãos Cohen, e A Estrada, pelo qual recebeu o prémio Pulitzer em 2007.
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Não, não estou morto.
Mas como já tinha dito o tempo é tão pouco que não consigo postar nada.
Nem comentar devidamente noutros blogs, o que ainda mais me pesa. Por isso peço desculpa.

No entanto, hoje venho dar a minha opinião de um livro que me ocupou muito tempo, mas mesmo muito de leitura.
Não era para lê-lo agora, mas devido a uma leitura conjunta no Fórum Estante de Livros obedeci à regra e comecei a lê-lo. De facto, é um livro pouco fluido, muito denso mas que, depois de o acabarmos, não deixamos de suspirar fundo, não só porque chegámos ao fim desta terrível odisseia mas por reconhecermos que este é um clássico.

Em 5 estrelas, daria um 4. E notem que não é uma classificação pessoal. 4 estrelas é porque enquanto lia reconhecia o teor de que é feita esta leitura, mas não foi o livro que mais me tivesse agarrado.

Há uma personagem, o juiz Holden, que creio ser uma das melhores personagens que alguma vez qualquer escritor criou. É sobre esse juiz que muito do livro se centra, talvez por ser essa personagem o culminar de todos os mistérios. É, sem dúvida, uma grande honra experimentar ler este livro. E esse juiz vai surpreender-vos até ao fim. No fim.

O estilo deste livro é muito virado para o western.
É uma leitura muito difícil. Não creio que puxe. Cada vez que pegava no livro a vontade não era grande, ainda por cima é tão pouco fluido que a leitura avança a passo de caracol. Mas, uma vez começado, a tendência é para avançar. Trata-se da odisseia de um grupo que atravessa o deserto (o espaço e ambiente central) e nele perpetua os piores massacres que podem imaginar. É extremamente violento, e pessoas com "estômagos fracos" não deverão sequer pegar no livro. A violência é mesmo gratuita, cruel, não há descanso! Poderão pensar "Porquê tanta?", mas só mesmo lendo conseguem chegar a uma conclusão.
É muito profundo este livro. Além da violência, a descrição consegue ser poética, e há muitos diálogos que nos fazem reflectir até bem fundo, de tal modo que algumas vezes não conseguimos atingir a mensagem. Em geral acabamos o livro com a cabeça cheia, mas não totalmente desgastada. De um certo modo, senti-me bem a ler o livro e a explorar o que o autor queria dizer, pelo que a análise conjunta só fez bem.

Aconselho, mas com alguma precaução. Depois de um livro assim, vou querer um LONGO descanso. Foi demais. É um bom livro, mas muito longe de ser um preferido, numa opinião pessoal. Aliás, acho que durante um bom bocado a obra não desenvolve muito, o que a torna ainda mais entediante. Mas mal começa a excitar torna-se viciante, e nos últimos passos das personagens sentimos o frenesim. É muito, muito violento, de vomitar =X Mas muito poético também. É uma obra que possui um grande teor e profundidade, assim como reflexões que nos levam a considerá-lo um primor. Já li algures que "quem escreve um livro como "Meridiano de Sangue" não pode continuar a ser o mesmo escritor. À medida que fui avançando no livro apercebi-me disso. Até ao fim todas as palavras encerram em si uma resposta, uma pergunta, uma moral ou uma reflexão. No final uma série de perguntas assoma à cabeça, para sempre reflectirmos e ficarmos boquiabertos.

A Metamorfose, de Franz Kafka

Franz Kafka nasceu em Praga (Checoslováquia), em 1883, e levou na sua cidade natal uma existência medíocre de apagado burocrata, até vir a morrer, em 1924, no sanatório de Kierling, próximo de Viena.
Os fragmentos da sua obra que publicou em vida não conheceram qualquer assomo de êxito, e nada deixava supor a importância que viria a adquirir na literatura universal.
Se não foram os cuidados do seu amigo Marx Brod, que assegurou a publicação póstuma dos seus livros, o mundo não teria conhecido um dos maiores escritores de língua alemã deste século.
No seu espólio literário destacam-se
In der Strafkolonie, Ein Prozess, Das Schloss, Amerika, além de A Metamorfose (Die Verwandlung), que apresentamos.
O que mais impressiona nos escritos de Kafka e está bem patente nesta obra é o desespero do homem perante o absurdo do mundo. Neste aspecto, o nome de Kafka situa-sem em pleno direito entre os das mais privilegiadas testemunhas do nosso tempo.
Além de
A Metamorfose, o presente volume inclui ainda O Novo Advogado e Um Médico de Aldeia.
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Este é um livro muitíssimo pequenino, que num dia se lê num fôlego.
Literalmente num fôlego.
É uma pequena GRANDE obra.

Acabei o livro e olhei para ele fixamente, como se tentasse desvendar os seus pensamentos. E fiquei espantado ao aperceber-me da excelente e grande obra que tinha na minha frente. É preciso sairmos das suas páginas para assim repararmos, pois somos presos por uma história algo simples, de leitura e escrita muitíssimo acessíveis, mas de uma mensagem e parábola que parece demasiado grande para caber neste livro.

Até esperava um tipo de escrita muito mais difícil de se ler, mas incrivelmente é muito fácil. Ainda mais impressionante, enche-nos a cabeça como se fosse mesmo difícil.

A primeira frase é logo uma espécie de entrada abrupta: "Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco insecto.". Pensem por vocês e decidam-se em ler este livro!

Ao longo de um conto sem grandes sobressaltos, mas cativante, li o fim da narrativa com profunda admiração. E acabei o livro com muita vontade de ler mais de Kafka, preciso de mais.

Como já disse, é uma autêntica parábola à condição do homem, à sua vida de sobrevivência, por vezes demasiado desgastante e pouco frutífera, e Gregor vai das preocupações físicas aprofundando-se nas reflexões psicológicas, passando por vários tipos de alterações. Consegue fazer vir ao de cima sentimentos que vão tocar o leitor, principalmente com o fim genial.

A metamorfose vai além do homem transformado em insecto, afecta a mente e todos os que o rodeiam. O desespero, o absurdo (visível na primeira frase), tudo conduz a uma análise ao comportamento humano. E o insecto é apenas uma desculpa dispensável.

Uma obra que merece a atenção de todos. Vale muito, muito a pena gastar um dia a ler este conto, e entretanto os dois suplementares que se revelaram, na minha opinião, muito mais difíceis de se ler e com uma análise mais complicada, mas também tendo em conta que são ainda mais pequenos!
Espero que se decidam em ler este autor, porque um livro basta para saber que vale a pena ;)

Crepúsculo, de Stephenie Meyer

Em três pontos, eu estava absolutamente segura.

Em primeiro lugar, Edward era um vampiro.

Em segundo lugar, uma parte dele - e eu não sabia qual era o poder dessa parte - ansiava pelo meu sangue.

Por fim, em terceiro lugar, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.

Bestseller do
New York Times
Melhor Livro do Ano do Publishers Weekly
"Best Book of the Decade... So Far" da Amazon


"Impulsionado por suspense e romance em igual medida, [esta história] fará com que os leitores voltem freneticamente as páginas desta viciante estreia de Meyer."
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Publishers Weekly (crítica em destaque)


"O factor-perigo do romance dispara à medida que a adrenalina de um amor secreto e de um afecto calado se transforma numa corrida aterradora para a sobrevivência..."
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School Library Journal (crítica em destaque)


"Na tradição de Anne Rice... este romance é fascinante."
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Booklist (crítica em destaque)

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Desde que o livro saiu, ou seja há algum tempo, que se tem mantido na minha lista de desejos. Graças à Canochinha e ao BookMooch, veio parar às minhas mãos mais cedo do que poderia ter sido...

Este livro inicia a saga de "Luz e Escuridão", que tem sido alvo de muitos opiniões diferentes: uns gostam, outros não, uns começam a gostar mas quando chegam ao fim dos quatro livros querem matar a autora. Enfim, devem ser gostos!

Mas vamos deixar de lado os outros livros, porque este é o primeiro, o original, e donde surge toda a ideia.
Depois de muitos comentários, o meu não podia ser mais directo: amei.

Desde o princípio que me apaixonei pelo romance entre Bella e Edward. Quão bonito é? Emocionante à medida que avançamos nas páginas, que se tornam viciantes! Custou-me largar o livro.
Ao fim e ao cabo, e contrariando algumas pessoas, esta é uma história de vampiros. E chega uma certa altura que se torna algo arrepiante... Mas, confirmando os "rumores", é em grande plano uma história de amor. Não ganhem expectativas ao pensar que se reflecte maioritariamente nos vampiros, mas sim numa história de amor entre pessoas completamente diferentes, e que por isso vão ficar obcecados um pelo outro!

Uma pequena análise: a capa não é um espanto? É que é tão singular que nos faz pensar: "o que será aquilo"? Deixo a pequena curiosidade (e fácil de analisar) no ar, na esperança que leiam o livro!

Porque eu acho que este livro deve estar nas nossas estantes. "Crepúsculo" é adorável, tem um encanto próprio. Compreende-se porque é que já é um fenómeno, principalmente nos EUA!

De facto, é uma leitura adorável e viciante. Mas muito repetitiva. E sabem porque é que é muito repetitivo? Porque é muito lamechas.
Muita, muita lamechice quando ultrapassamos metade do livro. Confesso que, embora continue a adorar o livro, essa lamechice é mesmo extrema! Incrível como o amor de Bella por um vampiro a tornou tão obcecada! É de tal modo obsessivo que se torna demasiado! O que me leva, por vezes, a pensar que a autora se perdeu um pouco pelo meio... Mas...

No fim é pura emoção. Uma descarga de ritmo.

Vale a pena, é uma excelente ideia que a autora (para mim, suficientemente original) teve e estou ansioso por ler o resto da saga. É viciante. E foi capaz de me impressionar, à medida que ia lendo, cativa de tal modo que cheguei ao fim com um suspiro, a ansiar!
Este "amor" que ganhei pelo livro é, atenção, muito "solto", se é que me justiça, compreendem. É fácil apaixonarmos pelo livro, mas é fácil esse "amor" acabar! Porque é uma sensação muito presente mas flutuante, leve, e basta um pequeno desvio da autora para que esta boa sensação vá por água abaixo.

E, já agora, acredito que as "meninas" ainda gostam mais desta saga ;) Além de que é contada a partir do ponto de vista da protagonista feminina, Edward é o rapaz perfeito. É engraçado ler a mente de Bella, embora resumidamente conclua que ganha uma obsessão extrema por Edward, mas deve ser normal =P
E é, visivelmente, um livro virado para "young adult". Mas não creio que apenas os adolescentes gostem deste livro, portanto quem é céptico e pensa que já não está na idade de ler o livro, pense duas vezes se faz favor!

Leiam. Pelo menos este. Eu achei adorável e espero ler os restantes em breve! E depois deste grande poste sinto que não disse metade do que podia dizer! Digam de vossa justiça, será mais fácil analisar!

A Mancha Humana, de Philip Roth

Durante o turbulento Verão do escândalo Lewinsky, Coleman Silk, decano universitário, vê como a sua reputação e a sua carreira são arruinadas por proferir uma expressão pouco afortunada num momento inoportuno. Como numa nova caça às bruxas, a febre do politicamente correcto desata consequências devastadoras. Mas a verdade sobre Coleman não é a escandalosa relação que mantém com a misteriosa Faunia, que tem menos de metade da sua idade, nem o seu alegado racismo e misoginia, mas um segredo que não conhecem nem a sua mulher, nem os seus quatro filhos, nem os seus colegas, nem os seus amigos. Coleman ver-se-á forçado a mostrar a sua autêntica identidade antes que seja tarde demais...

Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jersey, em 1933. É um dos autores contemporâneos mais galardoados: dois dos seus romances ganharam o National Book Award; outros dois foram finalistas, dois ganharam o prémio do National Book Critics Circle, e outros dois foram finalistas. Obteve igualmente o Pulitzer e dois prémios PEN Club.
A Mancha Humana (2001) é uma das suas obras-mestras. Outros títulos destacados são Complexo de Portnoy, Património, Teatro de Sabbath, O Animal Moribundo, Pastoral Americana, Casei com um Comunista, A Conspiração contra a América e Todo-o-mundo.
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Infelizmente, a partir de agora é bem provável que as leituras avancem a passo de caracol. É que a escola não perdoa...
No entanto, isso não quer dizer que não se leia! Deus nos livre!

Sobre "A Mancha Humana"...

Um livro notável.

Comecei a lê-lo desanimado, desmotivado, porque realmente a minha última leitura não me agradou tanto... =/ Aliás, antes de começar a ler qualquer livro que fosse (e a vontade era pouca...), perguntei a outras pessoas que livros me aconselhavam. O primeiro que disseram foi o primeiro que peguei. Não esperava nem demasiado deste livro nem pouco. Simplesmente mantinha a expectativa mediana, e se não tivessem dito para o ler, não leria tão cedo.
Mas li. E simplesmente adorei.

Basicamente, este livro contrói as personagens, por isso praticamente o enredo é simples, não há grande acção, acaba por ser a descrição da vida dessas personagens e do seu desenvolvimento, mas sinceramente está excelente ;)
Quando me agarrava o livro, nunca me apetecia parar. Curiosamente, nem achei a escrita difícil, li muito bem o livro, e achei tão notável que fiquei cativado.

Tendo como começo uma acusação de racismo, passamos a ler sobre a vida de meia dúzia de pessoas que poderão ser aqueles que passam ao nosso lado na rua, mas que aqui tomam proporções que apenas uma grande obra nos pode dar. Fala sobre raça, sobre polémicas, política, escândalos que ocorreram nesse ano (com o presidente Clinton, como deve ser do conhecimento de vós), a guerra do Vietname, mas alarga-se desses temas da nossa actualidade para algo mais profundo, discutindo sobre as vidas de cada pessoa, os rastos que deixamos, as escolhas que fazemos, os crimes da nossa mente e que nos hão de torturar até que haja uma purificação... Algo tão simples como frágil, que vem para chocar mas que vai como o vento, até nunca mais voltar.

Adorei o livro. Fiquei preso às imagens que me transmitiu. Basta dizer: a última página descreve uma imagem tão simples mas tão bela e simbólica, depois de uma obra de tão alto teor, que me apercebi de que fiquei preso ao livro, mesmo depois de o ter acabado de ler! Altamente recomendável.

Morte na Picada, de Antunes Ferreira

Os enredos de Antunes Ferreira são dominados por uma urgência vital feita de sexo ou de sangue (muitas vezes de ambos), tratando-se quase sempre da obsessiva ausência de um e da opressiva presença de outro, com personagens apanhadas, de ambos os lados do conflito, por uma trama de que não são responsáveis mas a que não conseguem fugir. Muito se tem discutido sobre a verdadeira designação deste conflito: guerra colonial, guerra de África ou guerra do ultramar. O autor propõe-nos um outro conceito: guerra civil. Os que se batem são irmãos desavindos, com mais a uni-los do que a separá-los, pesem embora as diferentes tonalidades da pele. Não se trata do grandiloquente Portugal uno e indivisível de Salazar, mas de um traço de comum entendimento forjado de afectos quotidianos que as circunstâncias da História acabariam por romper. Não poderia talvez ser de outra maneira. Mas todos nós olhamos com nostalgia para o conto final, dos dois inimigos que no meio do mato se descobrem cúmplices em torno de uma boa refeição, antes de serem abatidos pelos tiros de quem rejeitava qualquer hipótese de reconciliação.

JOAQUIM VIEIRA

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Não sei que dizer deste livro.
Parece que tenho uma opinião um pouco ambígua... Mas creio que esta leitura foi tempo desperdiçado.

Em primeiro lugar, como ficção, deixa-nos a chupar no dedo... Muito a desejar.

Depois, demasiado palavreado que não serve para nada, e torna a leitura tão entediante e aborrecida...
Em cerca de 30 short-stories, umas 5 são do princípio ao fim interessantes. Todas as outras, apenas têm de interessante os últimos dois parágrafos!

Além disso, não sei se é mesmo o tipo de escrita do autor, mas a uma certa altura já estava farto de ler sobre sexo e asneiradas seguidas. Será que fez isto para tornar a leitura mais "descontraída"? Se sim, falhou redondamente.

Mas basta do mau e avancemos para o bom, se o conseguirmos encontrar... Pois, é que o livro fala sobre a guerra colonial, e tem informações imensas e muito interessantes, mas estão tão diluídas naquele palavreado que não cativam.
Nem a parte dos ataques parece fascinar.
No entanto, algumas coisas boas consegui reter. Trata-se de vários contos e cada conto apresenta-nos uma personagem, que pelo destino é arrancado para uma guerra que nunca quis, mas da qual não pode fugir. Esse foi o grande problema da guerra colonial: uma guerra injusta e sem nexo, porque quem a fazia, os soldados, estava-se nas tintas para aquilo, e só queria recuperar a sua antiga vida. Muitos deles deixaram sequer de viver.
Cada vez que acabava um conto, ficava a pensar, porque realmente os últimos parágrafos são, em geral, bons. Tudo o resto da short-story é uma treta. E dessa reflexão consegui caracterizar a guerra colonial, os soldados, e em alguns casos fiquei chocado com a brutalidade, a violência, e em poucos casos fiquei emocionado.

No entanto, não obstante estas características positivas do livro, foi uma perda de tempo pegar nele. Acredito que muitos gostem, principalmente os ex-combatentes! Mas como ficção não satisfaz, e para mim foi uma curiosidade que poderia ter sido menos prolongada... =/

O Amante, de Marguerite Duras

Na Indochina, em 1929, uma jovem francesa de quinze anos estranhamente ataviada atravessa numa barcaça o rio Mékong. Durante a travessia conhece um homem chinês, filho de um magnata local. Ambos se dirigem para Saigão, onde rapidamente se entregarão um ao outro. Será no enquadramento desta relação que a jovem revelará a estranheza das suas relações familiares, os seus problemas económicos, os sentimentos de alienação que a acompanham em todos os lados excepto no apartamento onde se encontra com o amante, atirados para uma relação acossada pelas normas sociais que imperavam na colónia francesa...

Marguerite Duras nasceu em Saigão, em 1914. Foi para França em 1932, e publicou o seu primeiro romance em 1943. Quando faleceu em 1996, escrevera já cerca de quarenta romances, uma dúzia de obras de teatro e dirigira uma vintena de produções cinematográficas. Recebeu o prémio Goncourt em 1984 com
O Amante, romance que alcançou um êxito mundial, com mais de três milhões de exemplares vendidos e traduções para quarenta línguas. Destacam-se igualmente os seus romances Uma Barragem Contra o Pacífico, Moderato Cantabile, Hiroshima Meu Amor, Destruir Diz Ela, India Song e Olhos Azuis, Cabelo Preto.
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Recebi o livro com a revista Sábado, e por ser tão pequeno decidi começar a lê-lo no fim de semana.

Gostei. E aconselho. Mas, claro, tenho de aprofundar a opinião.

Não simpatizei com a escrita da autora desde o princípio. Não gostei do estilo da escritora em todo o livro.

No entanto, gostei imenso do desenvolvimento do livro, não só da história em si(que essa tem um desenvolvimento muito lento e quase estático), mas sim do livro em si. Por isso mesmo, acabei o livro com uma boa sensação, e sinceramente com vontade de voltar a aprofundar-me...

Esta obra é um desabafo. Um desabafo da autora, ponto. E é com o Amante, com esse desabafo, com essa desculpa, que ela aproveita para deitar cá para fora a sua vida e as palavras, num tipo de escrita que não gostei mas de uma profundeza que me agradou muito.

A história é ainda mais parada do que eu pensava.
Não é A grande obra de que estava à espera... =/ Mas acho que podemos dizer que é UMA grande obra. Parece-me que o que esperava se revelou muito mais tarde, já mais para o final...

Uma obra recomendável.

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón

A Sombra do Vento é um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, num crescendo de suspense que se mantém até à última página.

"Embora com ecos superficiais de Mendoza e Pérez-Reverte, a voz de Ruiz Zafón é de uma originalidade à prova de bomba. A Sombra do Vento anuncia um fenómeno da literatura popular espanhola."
Sergio Vila-Sanjuán,
La Vanguardia


"Um livro sobre outro livro, cheio de cenas fantásticas e maravilhosas. Logo que se começa a ler não se pode largar. Li-o num dia e meio, de uma assentada."
Joschka Fisher (ministro alemão dos Negócios Estrangeiros)


www.lasombradelviento.net
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Lindo.
Espantoso.
Não tenho palavras para descrever um livro tão completo.

A partir de um ponto, um livro, vai-se desenvolvendo um enredo que cativa pelas várias personagens envolventes, pelo mistério e suspense que relacionam o policial que se encontra no livro, aquela cidade, Barcelona, que mesmo sem lá ter ido apaixonou-me pela sua melancolia, a tragédia e o amor, e a morte e o horror, a presença da guerra civil e de males que deixam sangue para trás.

É mais do que um romance histórico, com certeza. Um pouco mais do que um policial. Um livro de ficção que é, para mim, um pequeno fenómeno.

Adorei o Cemitério dos Livros Esquecidos, adorei todas as personagens, e desde a primeira página que sentimos a fluidez do texto e a beleza das palavras. Chegamos ao fim num fôlego, ansiosos por saber o que nos reserva, o culminar de todos os segredos e a conclusão que nos vai fazer ficar acordados.

Não me lembro de alguma vez ter rido tanto com um romance! =D Simplesmente hilariante!

Intrigante...
O tempo e a vida têm um papel principal. Só lendo perceberão o que quero dizer ;) Uma narrativa excelente, palavras que nos embalam, e para quem pensa que isto é apenas um livro especial para quem gosta de livros, está enganado: alarga-se a muito mais que apenas isso! Segredos, mistérios, personagens, histórias entrelaçadas, amores e desencontros, até certo ponto este livro enfeitiçou-me.

Este é daqueles livros que nos fazem querer ler outra vez, não apenas porque gostámos, mas porque é mesmo assim.

Espero muito ansiosamente por "El Juégo del Angel". Quero voltar a Barcelona e a todos os locais que me fizeram suspirar.

A Queda da Atlântida, de Marion Zimmer Bradley

A história de duas irmãs, Deoria e Domaris, filhas de Sumo Sacerdote Talkannon, dos seus amores, dos seus ódios, dos seus prazeres e sofrimentos e da forma como, tendo escolhido caminhos diferentes, por vezes opostos, vivem os seus dias e desempenham um papel fulcral na batalha que, apesar de invisível, se trava dia e noite pelo futuro do Mundo. Mas mais importante que qualquer destino ou karma, o que está em jogo é o futuro do próprio Mundo, pois da batalha mortal que se trava entre as Trevas e a Luz e do seu desenlace poderá resultar a queda da própria Atlântida.
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Esperava mais do livro.
É o primeiro livro que leio de Marion Zimmer Bradley, e confio que não seja o melhorzito...

Em primeiro lugar, não tem NADA a ver com a Atlântida. Logo isso é uma desilusão, embora não seja suficiente para justificar.
Para mim, as personagens não foram envolventes, e o enredo tornou-se repetitivo por vezes...
Até que, lá para os dois últimos livros (o livro divide-se em cinco), a coisa anima. Pelo menos sempre se torna mais recheado. Mas por vezes consegue-se tornar entediante, não diria aborrecido (é uma palavra grossa), mas entediante... Arrasta-se um bocado, talvez.

Tenho estado a dizer coisas negativas, mas não desgostei totalmente do livro.
É, para mim, incompleto a muitos níveis, e não creio que a autora possa ser julgada por este livro individualmente... Este é aquele livro que dá ao leitor o princípio de todo o ciclo de Avalon, e o desejo da autora de transmitir como é que tudo começou...
As personagens, embora tenha simpatizado, não me fascinaram, acho que a determinada altura estava um pouco farto de tanto choro... E o enredo não é completamente viciante, até é bastante simples.

Mas sempre é interessante se resumirmos um pouco: as duas irmãs vivem num Templo, à medida que crescem, vão praticando actos bons ou maus, e gera-se uma longa teia de escuridão e luz, e as suas acções vão influenciar o futuro de muita coisa... E o seu karma, que se estenderá por gerações vindouras (até às Brumas?).
Portanto, é interessante, mas tenho de lhe dar uma qualificação mediana por ter demorado tanto a entusiasmar-me.

No entanto, além de ser um livro de leitura muito fácil, ao longo do tempo mantive dentro de mim uma emoção constante, o que me fez sempre querer ler mais, e mais, e mais. Essa emoção acabou por fazer com que o livro se tornasse, a meu ver, mais empolgante. E como li rápido, reconheço que algumas páginas podiam ser suprimidas, mas não notei diferença na leitura.
Depois de ler este livro, ainda mais me apetece ler "As Brumas de Avalon", porque nota-se que o objectivo será continuar a história, que se estenderá por gerações...
É um livro trágico, muito trágico! Como parece ser hábito nos livros de MZB, a feminilidade mantém um papel principal.
Este livro é um livro de Fantasia, convém afirmar, o que aprecio e acabou por ser, em certas alturas, bom. Nada de Atlântida, ou referências históricas, mas uma história passada em Reinos passados, e completamente fantástica... Nostálgica, pode-se dizer.

Acho que não aconselharia imediatamente este livro... Melhor, primeiro leiam "As Brumas de Avalon", "A Casa da Floresta" por exemplo. Depois, leiam "A Queda da Atlântida", porque no caso de não gostarem sempre não desistem da autora!
Apenas comecei a ler este livro porque é o primeiro da saga Avalon. Mas acho que, a seguir, irei logo avançar para As Brumas...

Ivanhoe, de Walter Scott

Exuberant, colourful and packed with incident, Ivanhoe is Sir Walter Scott's great romance of the Age of Chivalry.

Scott's noble knight, brave Ivanhoe, returns home from the Crusades to claim Rowena, an Anglo-Saxon princess, to be his bride. Before long he is embroiled in the struggle between Prince John and his brother, Richard the Lionheart, who as return incognito and enlisted the aid of Robin Hood and his merry men to win bacj the throne of England.

"Caught at the right age, or in the right moo, it is hard to imagine a reader finding any book more exciting or more delightful... a wonder of suspense" - A. N. Wilson

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Walter Scott tornou-se um dos meus autores preferidos.

Um mestre no romance histórico. Absolutamente transportou-me para a Idade Média, ainda por cima com um livro que envolve uma história praticamente conhecida por todos: a época de Ricardo Coração de Leão, quando este estava desaparecido e o Príncipe John reinava malvadamente o reino. E o Robin dos Bosques, esse herói dos pobres, e finalmente Ivanhoe, um cavaleiro que Scott nos apresenta.

Este livro ocupou IMENSO o meu tempo, há muito que um livro não ficava tanto tempo na cabeceira. Mas finalmente acabei, e acho que cada segundo valeu a pena.
As personagens não podiam ser as mais apropriadas, não faltando os cavaleiros, as damas, os castelos, a floresta, os fora-de-leis que caracterizam a Idade Média. A acção é, desde o princípio, cativante, e é com emoção que li as cenas dos torneios e batalhas, ou as conspirações e paixões.

No fim do livro, ainda fiquei admirado com a mestria, e confesso que fiquei... triste, mas no bom sentido, se é que me percebem! Adorei o livro, e essa adoração inclui um pouco essa tristeza... Claro, não falarei muito mais para que possam ter a oportunidade de ler!

Decididamente, tornei-me um fã da Idade Média!
(uma curiosidade, para quem leu Os Pilares da Terra e adorou como eu, este livro, cronologicamente, fala de uma história imediatamente a seguir à época do livro de Follett! =D Assim como O Talismã, que se sucede aos Pilares e antecede este!)
Qualquer amante de História ficará fascinado. Eu fiquei. E não foi o facto de ler na língua original que tirou o prazer da leitura.

Profecias do Bandarra

O verdadeiro patrono do nosso País é esse sapateiro Bandarra...
O futuro de Portugal - que não calculo mas sei - está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra...
O Bandarra, símbolo eterno do que o povo pensa de PortugalFernando Pessoa

Em dois sítios me achareis,
Por desgraça ou por ventura:
Os ossos na sepultura,
A alma, nestes papéis.

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Um livro pequeno, muito pequeno, não fosse a quantidade de informações históricas que poderemos ler!

Para mim, este livro trata-se apenas de uma curiosidade. Qualquer interessado vai ler este livro pela história das suas profecias: Bandarra ofereceu-nos, no séc. XVI, poemas que vaticinam o futuro de Portugal e do Mundo, e acabaram por acontecer realmente depois de ele morrer!

Serviu de inspiração a muita gente, incluindo o padre António Vieira e o poeta Fernando Pessoa.
Este livro vem acompanhado com um prefácio de carácter histórico, que ajuda a perceber o porquê da publicação de tais trovas, e acompanha-o várias notas para quem quer aprofundar melhor o significado de cada dito. É curioso ver que as profecias/poemas são escritos em forma de metáfora, e o leitor não deixa de pensar: realmente, sim senhora, por acaso até acabou por ser assim, olhem só a comparação!...

Além disso, ainda podemos ler algumas críticas ao estado do país que, incrivelmente, se mantém até hoje...

Comprei este livro em Trancoso, a preço de 1 euro. O conselho: visitem Trancoso e comprem o livro. Para quem ficou interessado depois da minha apreciação, como é óbvio aconselho-os a lerem o livro quando puderem.

Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel

Tita vive, nos primeiros anos do séc. XX, numa localidade fronteiriça mexicana de arraigados e severas normas sociais. Como filha mais nova, devia consagrar a sua vida ao serviço da família e esquecer-se do amor. Mas tudo se complica quando Tita se apaixona por um jovem chamado Pedro Muzquiz. Como a Mamã Elena não deseja prescindir da sua filha mais nova, que a deveria cuidar na velhice, a solução que encontra consiste em oferecer a mão de outra das suas filhas a Pedro... Nesta desesperante situação, a cozinha e os seus feitiços tornam-se na única válvula de escape para a sensualidade da jovem...

Laura Esquivel nasceu na Cidade de México em 1950. Dedicou-se à docência e escreveu obras de teatro infantil e guiões para cinema. O seu primeiro romance,
Como Água para Chocolate (1989), obteve um êxito extraordinário, sendo traduzido a mais de trinta idiomas e recebendo em 1994 o Prémio ABBY (American Bookseller Book of the Year), galardão concedido pela primeira vez a um autor estrangeiro. Outras obras são A Lei do Amor, Íntimas Suculências (compilação de contos com receitas de cozinha), A Pequena Estrela do Mar, O Livro das Emoções, Tão Veloz como o Desejo e Malinche.
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Superou as minhas expectativas, que eram medianas.
Muito giro. Acabei o livro com emoção e, nem reparei, com uma lágrima de coração.

Muito, muito sensual. O que seria de esperar quando se mistura romance com a cozinha?

Incrível em como em apenas um dia li este livro! E acabei-o com uma sensação de êxtase. Mesmo a calhar.

É um livro sensual, sexual?, quase erótico. Esse romantismo vai aliar-se à cozinha, que se torna o consolo de Tita, a personagem principal, e também a sua maneira de exprimir sentimentos, por isso cada prato acaba por provocar alguma sensação no provador, desperta sempre algum sentido em quem come.

Reparei que a autora foi inspirar-se em muitas histórias: um pouco da Cinderela, algumas vezes até pensei em "A Casa dos Espíritos", embora seja completamente diferente!
É, poderá alguém dizer, um livro de fantasia, mais um livro de cozinha, mais um romance de partir o coração. Passado num rancho mexicano, numa época de revolução (que, segundo me leva a crer, é verídica).
Mas por ser um romance tão sensual, acabei por ficar surpreso ao ver que é recheado de momentos mágicos!

Achei enfadonho quando a autora se dispôs a ditar as receitas, achei mesmo enfadonho. Mas a partir do momento em que a culinária se uniu à história de amor e à magia, acho que tudo ficou excelente. Como se tivéssemos provado os pratos, não sentimos os seus sabores, mas sentimos as suas consequências emocionais.

Uma leitura muitíssimo agradável, que se lê facilmente e com gosto, para mim um bom romance que caracteriza o estilo da escritora, quase com toda a certeza. Aconselho, aconselho a todos, em algum momento vos há de deixar agradados. Eu fiquei impressionado.

Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

Livro dos Conselhos
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Li este livro em pouquíssimo tempo.
Senti-me absorvido, e fiquei admirado com o que li.

Por um lado, era o que esperava. Por outro, algo não estava na minha imagem do livro, e acabou por ser ainda melhor.

De todos os livros que li de José Saramago, talvez este seja o mais fácil de ler, e o mais fácil de adaptar para o cinema (isto se for bem aproveitado!).

Uma coisa que me fascina em Saramago: cada livro é uma obra única, e não obstante o estilo de escrita com pontuação elementar e reflectivo, conseguem ser sempre originais. Pelo que, para mim, talvez este seja mais um dos grandes livros de Saramago, embora já me tenha habituado a não dizer qual seja o melhor. No entanto, até agora este foi para mim, a nível de emoções, o mais forte!

Alguns elementos que me fascinaram: para não variar, a ideia, a mensagem, e a interpretação que caracterizam cada livro do autor; a cadeia que Saramago construiu, e um enredo que me fez, muitas vezes, delirar; as personagens, que tão bem se adaptam e que estão muito bem conseguidas, ao nível do que o escritor sempre nos apresenta; a faceta um tanto ou quanto de ficção-científica, e o romance.

Porque este livro fala da humanidade, da condição humana. Sem querer adiantar qualquer interpretação além desta, a cegueira branca de Saramago encerra meditações e perspectivas muito interessantes.

Além disso, devo dizer que este livro é recheado de cenas fortes, brutais! Impressionou-me nesse sentido. É violento, terrível, por vezes enojante. Brutal mesmo! Nem imagino como terá sido escrever o livro, mas sem dúvida foi isto que Saramago sentiu e quis exprimir.
Para mim, uma das melhores leituras.

Este é um livro a ler, ou para quem gosta de Saramago ou para quem o quer ler. Para quem ainda não leu nada do autor, este é um excelente romance para começar, vão por mim! Para quem já é experiente na obra de Saramago, é uma leitura obrigatória.
Espero agora pelo filme, que se bem feito será tão bom quanto o livro (claro, há sempre alguma interpretação que pode escapar, se virmos a essência do livro, mas sem dúvida poderá dar um excelente filme!).

(já agora, acho que os actores e as personagens coincidem muito bem ;) )

Maddie - A Verdade da Mentira, de Gonçalo Amaral


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Quem me conhece como leitor sabe uma coisa: este seria um dos últimos livros que leria.
Mas li. Porque mo emprestaram. E eu não sou de recusar.

É uma leitura rápida até certo ponto. Mas... Vou ter de ir por partes.

Fiz um erro enquanto lia este livro: precipitei a minha opinião. Ainda nem a metade do livro ia e já estava a fazer juízos de valor. Quando acabei de ler a obra, tornou-se óbvio que falei demasiado cedo.

Do princípio até metade do livro, tudo o que diz não é novidade, e parece que o autor limita-se a copiar o processo todo (que é do domínio público) e a passá-lo para o livro. Para avançar com a leitura, a vontade não era muita, confesso.

Até que, a partir de metade, começou a excitar um bocado. Até porque só a partir desta altura é que são revelados os factos que se mantém desconhecidos.

Sinceramente, embora tenha lido por curiosidade, não achei o livro chocante! As revelações são impressionantes, pois provam coisas que, se calhar, muitos desconfiam, mas não achei o livro tão chocante que mereça esse título! É interessante, sem dúvida, e vem dizer muito coisa que me deixou impressionado!

Continuo a achar que o livro deixa algumas perguntas em aberto e sem resposta, principalmente porque se sabe que houve muita política neste caso, e mesmo assim o livro nada diz sobre isso. Por isso, na minha opinião, embora a obra revele pormenores que acusam prontamente e acabariam com este caso Maddie, continua a ser uma máquina de fazer dinheiro, e onde Amaral aproveitou para umas lecas, mais nada.

Leiam, mas peçam emprestado. Não vão gastar dinheiro para o livro, ganham mais se o lerem de outra pessoa.

Misarela A Ponte do Diabo, de Padre António Fontes e Alex Gozblau


Visitei esta ponte de Misarela, no Norte, no concelho de Montalegre para os lados do Gerês. É espectacular, e talvez venha a postar algumas imagens neste blog sobre essa ponte.

Quando vi este livro, acho que nem pensei duas vezes: comprei.

É um livro infantil, mas uma lenda popular. Já conhecia a lenda, mas mesmo assim gostei de adquirir o livro, como recordação também.

Não só a escrita está muito boa como as imagens são excelentes. A lenda é muito interessante, e mais será se um dia vocês forem visitar essa ponte... ;)

Obra muito pequena, li em 5 minutos, mas gostei muito!
A lenda e o local são uns dos mais emblemáticos pontos de interesse no concelho de Montalegre, e sem dúvida valem a pena.

Encontrei aqui o texto do livro, que só não é integral por poucas frases! Para quem está interessado em saber desta lenda.