O Cantinho do Bookoholic
Blogue completamente novo. Decidi deixar este para trás e começar de novo. Uma mudança, coisa pela qual desesperava.
Agradeço que passem a ir e comentar nesse novo sítio, pois este ficará (pelo que prevejo) fechado.
Não vou dizer adeus porque trata-se apenas de uma mudança, continuo cá e na mesma xD Apenas um obrigado a todos os que me continuam a visitar, dando alguma inspiração para querer continuar a ler...
Ei, e sabem que mais? Estou a gostar do aspecto do novo blogue... Pessoalmente, parece-me apelativo ;) Depois digam qualquer coisa para ajudar! (comentem no novo blogue)
Balanço 2009... E...
Pois é, um novo ano.
Espero que seja melhor do que o anterior =P Sinceramente, 2008 foi, diria, um bom ano a nível profissional, mas a tudo o resto foi para esquecer -_-
2009 TEM de ser um ano de mudança. Em muitas situações.
Por exemplo, estou a pensar mudar completamente este blogue. Ou na melhor das hipóteses fazer um novo. Não tenho tempo, não tenho paciência, e organizar-me na blogosfera pode ser o primeiro passo. Enfim, actualizar-vos-ei.
Por enquanto, vamos falar de livros. 2008 foi um ano de muitos, muitos livros, bons livros, de uma grande variedade. O facto de ser o primeiro ano em que participo activamente na blogosfera fez com que descobrisse inúmeras obras que, de outro modo, nunca leria. 2008 foi, sem dúvida, um ano muito diferente a esse nível, pois não só li muito como li um pouco de tudo.
No entanto, não consigo deixar de pensar que ler tantas opiniões por aí escritas fez com que criasse demasiadas imagens de livros, demasiadas expectativas, e isso tornou-se visível nas minhas leituras. Este ano houve muitos livros que adorei ler, mas não posso dizer que me tenham marcado para todo o sempre. Ficarão na memória, mas poucos foram aqueles que me marcaram profundamente, ou seja conseguiram tocar-me tanto que sentisse um aperto no coração.
Por isso, aqui ficam os 10 livros do ano:
- Os Pilares da Terra (e poucos foram os livros posteriores que me fizeram delirar tanto, eu diria praticamente nenhum me marcou tanto...);
- Crepúsculo (lindo lindo, adorei de uma maneira que nunca pensei);
- A Muralha de Gelo (puramente delirante e fantástico! Pena que não tenha gostado tanto de "A Fúria dos Reis", que acabou por desmanchar a minha adoração pela série <_<);
- Um Mundo Sem Fim (sim, acabou por ser uma boa leitura, eu diria que foi das leituras mais agradáveis que li pois desde sempre que me senti muito familiarizado com as personagens e o espaço. Durante todo o livro houve aquela ligação - muito embora não seja o melhor livro que já li);
- Expiação(não sei, mas é com um certo amor que me lembro deste livro... Fica na memória para sempre como um romance tocante);
- A Sombra do Vento (pelo prazer. E porque quero voltar a lê-lo um dia);
- A Vida num Sopro (único romance lido de José Rodrigues dos Santos este ano, mas muito bom para mim, não é perfeito e como disse faltou muito durante todo o livro, mas cheguei ao fim arrebatado, e isso valeu alguma coisa);
- As Memórias da Águia e do Jaguar (trilogia excelente que fez-me as delícias este Verão);
- Ensaio sobre a Cegueira (porque gosto deste tipo de romances, fantásticos e com um certo ritmo e ao mesmo tempo profundos);
- A Mancha Humana (surpreendeu-me completamente. Não esperava, e é impossível não fazer uma referência a esta obra).
E ainda
- A Rapariga que Roubava Livros (também faz parte do Top 10, é uma leitura extremamente viciante, bela!, tocante);
- Ivanhoe (decidi escolher este livro de Walter Scott no Top 10 também porque foi o mais completo, e aquele que durante mais tempo me acompanhou).
Quero ainda fazer referência a O Talismã, outro livro de Walter Scott, e uma menção honrosa a Meridiano de Sangue, não por estar no Top 10 mas por estar lá tão perto que até faz falta.
Vendo bem... Foi um excelente ano ;D Muitos foram os que gostei, mais do que os que aqui menciono!
Quanto à PIOR leitura... Receio bem que tenha sido As Memórias de Adriano.
Também em 2008 descobri vários autores que entraram na lista dos preferidos. Eles são...
- Walter Scott (mestre no Romance Histórico)
- Franz Kafka (autor que ainda estou prestes a explorar mais...)
- Isabel Allende (depois de ler uma trilogia juvenil e "Zorro - O Começo da Lenda", este ano Allende finalmente consegue entrar no meu Top!)
- Menção honrosa a George R. R. Martin, e às Crónicas de Gelo e Fogo... Mas, malta, não me vou alongar neste caso, por motivos que em breve saberão *assobio*.
Praticamente, é isso. esqueci-me de alguma coisa? Talvez. Entretanto, um Excelente Ano Novo, que seja melhor que 2008 e que traga muita alegria e vida!
Espero que seja melhor do que o anterior =P Sinceramente, 2008 foi, diria, um bom ano a nível profissional, mas a tudo o resto foi para esquecer -_-
2009 TEM de ser um ano de mudança. Em muitas situações.
Por exemplo, estou a pensar mudar completamente este blogue. Ou na melhor das hipóteses fazer um novo. Não tenho tempo, não tenho paciência, e organizar-me na blogosfera pode ser o primeiro passo. Enfim, actualizar-vos-ei.
Por enquanto, vamos falar de livros. 2008 foi um ano de muitos, muitos livros, bons livros, de uma grande variedade. O facto de ser o primeiro ano em que participo activamente na blogosfera fez com que descobrisse inúmeras obras que, de outro modo, nunca leria. 2008 foi, sem dúvida, um ano muito diferente a esse nível, pois não só li muito como li um pouco de tudo.
No entanto, não consigo deixar de pensar que ler tantas opiniões por aí escritas fez com que criasse demasiadas imagens de livros, demasiadas expectativas, e isso tornou-se visível nas minhas leituras. Este ano houve muitos livros que adorei ler, mas não posso dizer que me tenham marcado para todo o sempre. Ficarão na memória, mas poucos foram aqueles que me marcaram profundamente, ou seja conseguiram tocar-me tanto que sentisse um aperto no coração.
Por isso, aqui ficam os 10 livros do ano:
- Os Pilares da Terra (e poucos foram os livros posteriores que me fizeram delirar tanto, eu diria praticamente nenhum me marcou tanto...);
- Crepúsculo (lindo lindo, adorei de uma maneira que nunca pensei);
- A Muralha de Gelo (puramente delirante e fantástico! Pena que não tenha gostado tanto de "A Fúria dos Reis", que acabou por desmanchar a minha adoração pela série <_<);
- Um Mundo Sem Fim (sim, acabou por ser uma boa leitura, eu diria que foi das leituras mais agradáveis que li pois desde sempre que me senti muito familiarizado com as personagens e o espaço. Durante todo o livro houve aquela ligação - muito embora não seja o melhor livro que já li);
- Expiação(não sei, mas é com um certo amor que me lembro deste livro... Fica na memória para sempre como um romance tocante);
- A Sombra do Vento (pelo prazer. E porque quero voltar a lê-lo um dia);
- A Vida num Sopro (único romance lido de José Rodrigues dos Santos este ano, mas muito bom para mim, não é perfeito e como disse faltou muito durante todo o livro, mas cheguei ao fim arrebatado, e isso valeu alguma coisa);
- As Memórias da Águia e do Jaguar (trilogia excelente que fez-me as delícias este Verão);
- Ensaio sobre a Cegueira (porque gosto deste tipo de romances, fantásticos e com um certo ritmo e ao mesmo tempo profundos);
- A Mancha Humana (surpreendeu-me completamente. Não esperava, e é impossível não fazer uma referência a esta obra).
E ainda
- A Rapariga que Roubava Livros (também faz parte do Top 10, é uma leitura extremamente viciante, bela!, tocante);
- Ivanhoe (decidi escolher este livro de Walter Scott no Top 10 também porque foi o mais completo, e aquele que durante mais tempo me acompanhou).
Quero ainda fazer referência a O Talismã, outro livro de Walter Scott, e uma menção honrosa a Meridiano de Sangue, não por estar no Top 10 mas por estar lá tão perto que até faz falta.
Vendo bem... Foi um excelente ano ;D Muitos foram os que gostei, mais do que os que aqui menciono!
Quanto à PIOR leitura... Receio bem que tenha sido As Memórias de Adriano.
Também em 2008 descobri vários autores que entraram na lista dos preferidos. Eles são...
- Walter Scott (mestre no Romance Histórico)
- Franz Kafka (autor que ainda estou prestes a explorar mais...)
- Isabel Allende (depois de ler uma trilogia juvenil e "Zorro - O Começo da Lenda", este ano Allende finalmente consegue entrar no meu Top!)
- Menção honrosa a George R. R. Martin, e às Crónicas de Gelo e Fogo... Mas, malta, não me vou alongar neste caso, por motivos que em breve saberão *assobio*.
Praticamente, é isso. esqueci-me de alguma coisa? Talvez. Entretanto, um Excelente Ano Novo, que seja melhor que 2008 e que traga muita alegria e vida!
Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian, de Alaa El Aswany

Construído na década de 30 do século passado, o Edifício Yacoubian é um dos mais antigos da Baixa da cidade do Cairo e um símbolo de uma época. Neste livro, porém, é muito mais que isso. Por detrás da sua fachada de esplendor mas também de decadência, cruzam-se diariamente todo o tipo de personagens, que, com as suas contradições, dificuldades e sonhos ilustram a sociedade egípcia actual e a forma como as mais recentes décadas de história a marcaram. É assim que conhecemos Zaki Bei, o velho playboy aristocrata; Hatim, um homossexual que se arrisca a perder tudo num mundo cada vez mais intolerante; Taha, que é aliciado por um grupo fundamentalista ao ver frustrada a possibilidade de realizar o seu sonho; ou Busayna, que é forçada a prostituir-se para ajudar a família; entre outras personagens. Alaa El Aswany aborda assim assuntos tabu como a corrupção, a sexualidade, o fundamentalismo religioso ou a desigualdade social, mas fá-lo num tom que é sempre isento de julgamentos, pois no Edifício Yacoubian não há pessoas boas ou más, há somente pessoas que perderam a sua inocência. Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian tornou-se um dos livros mais vendidos de sempre em árabe.
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Devido à gentileza da Editorial Presença, tive o prazer de ler este livro e de, agora, vos transmitir a respectiva opinião.
Não é uma leitura marcante. Muito menos viciante. Não é um livro que vá ficar para sempre na minha mente, porque limitou-se a ser "mais uma leitura". Talvez porque a sociedade islâmica/egípcia não me fascine, talvez porque as diversas personagens não têm uma vida verdadeiramente cativante (por boas ou más razões), porém a verdade é que ler ou não ler este livro parece-me opcional.
Esperava personagens muito mais marcantes. Acho que o título engana um pouco. Que eu saiba, em inglês chama-se apenas "The Yacoubian Building", mas em português acrescentaram "Os Pequenos Mundos". Acho que estas últimas (primeiras no título) palavras fazem toda a diferença na expectativa do livro. Pessoalmente, "Os Pequenos Mundos" transmite-me algo tocante, profundo, é uma classificação com quase ternura. No entanto, o livro não é nada assim. É muito directo, sem floreados ou julgamentos, e o percurso das personagens não é propriamente viciante.
A verdade é que estamos perante um livro interessantíssimo. É tão directo que não se preocupa em ligações com o leitor. No entanto, para um livro relativamente pequeno, tem um potencial muitíssimo grande. É uma excelente e admirável descrição da sociedade egípcia, do Islamismo e da cultura dessa sociedade, que se resume no Edifício Yacoubian. Cada personagem serve apenas para resumir e descrever a vida nessa sociedade, perseguida constantemente pela desigualdade no emprego, por exemplo, ou por fundamentalistas de carácter religioso, ou por hábitos que ou vão contra ou a favor de quem tem o poder, quem monopoliza a vida dessas pessoas e as controla diariamente.
É uma obra muito interessante, pois dá-nos a conhecer um modo de vida diferente. É um retrato muito fiel da sociedade egípcia que se confronta diariamente com a mistura de culturas, islâmicas, muçulmanas ou ocidentais, conduzindo a confrontos diários e lutas pela sobrevivência. É impressionante para quem, como eu, se apercebe da enormidade desse controlo e do quão limitada e definida a sociedade pode ser, não dando oportunidade às pessoas de decidir o seu destino, por estarem presas a essas ideias por vezes estúpidas, mas que infelizmente existem e fazem com que quem está no alto da hierarquia espezinhe o miserável cidadão que não tem qualquer poder.
A mensagem não é, portanto, muito animadora, principalmente quando nos dizem que outros controlam o nosso destino e que pequenas insignificâncias podem manchar a nossa vida. E poderíamos transportar este livro para a nossa sociedade ocidental, cujos ideais são completamente diferentes mas estão lá (claro, os ocidentais não são nada comparados com a frieza, a crueldade e a direcção da sociedade que o livro nos apresenta). Não deixei, no entanto, de simpatizar com algumas das muitas personagens que habitam este edifício, esta sociedade tão oprimida. Acabei não muito tocado, mas pelo menos um final deixou-me com um pequeno sorriso, e porventura uma mensagem de esperança (porque, no meio disto tudo, ela ainda existe).
É um livro muito interessante para quem se interessa, principalmente pelo tema que tenho vindo a descrever. Aliás, é uma excelente descrição da sociedade. No entanto, realço que não me marcou profundamente.
Um pequeno livro sobre pequenos mundos

Sinopse: Construído na década de 30 do século passado, o Edifício Yacoubian é um dos mais antigos da Baixa da cidade do Cairo e um símbolo de uma época. Neste livro, porém, é muito mais que isso. Por detrás da sua fachada de esplendor mas também de decadência, cruzam-se diariamente todo o tipo de personagens, que, com as suas contradições, dificuldades e sonhos, ilustram a sociedade egípcia actual e a forma como as mais recentes décadas de história a marcaram. Alaa El Aswany aborda assuntos tabu como a corrupção, a sexualidade, o fundamentalismo religioso ou a desigualdade social, mas fá-lo num tom que é isento de julgamentos. Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian tornou-se o romance em língua árabe mais vendido de sempre.
O Pai Natal pregou-me uma surpresa ao bater-me à porta para entregar este livro. Já o estou a ler e... em breve darei a minha opinião!
Um Mundo Sem Fim - volume II, de Ken Follett
Depois do enorme êxito de Os Pilares da Terra, Ken Follett regressa à cidade de Kingsbridge, mas desta vez cerca de dois séculos após os acontecimentos do primeiro livro. No dia 1 de Novembro de 1327, quatro crianças presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro, e uma delas assiste ainda quando este esconde uma carta na floresta, explicando que contém informação secreta e obrigando-a a fazer uma promessa. O sucedido irá para sempre assombrar as vidas das quatro personagens, que acompanhamos ao longo de vários anos. Não será, contudo, a única força a influenciar os seus destinos. Para além das teias de amor, ódio, ambição e vingança que os vão unir e afastar, Merthin, Ralph, Caris e Gwenda ficarão também marcados pelo próprio tempo em que vivem, e em particular pela maior tragédia que assolou a Europa no século XIV, a Peste Negra. Com um enredo ricamente detalhado e um ritmo exuberante, Um Mundo sem Fim, que a Presença publica em dois volumes, é um épico medieval com que Ken Follett deslumbrará tanto habituais como novos leitores.www.ken-follett.com
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Esta é a minha opinião em relação a todo o livro (dois volumes juntos).
Em primeiro lugar, volto a desejar um bom Natal e a pedir as minhas desculpas pela minha ausência, pois sei que não tenho visitado nenhum blogue. Espero que me perdoem pelas poucas respostas.
Avançando para a opinião do livro: estou irrevogavelmente apaixonado por Kingsbridge. E se assim não fosse acho que não teria gostado tanto de "Um Mundo Sem Fim" como gostei. Acabo o livro com uma sensação de familiaridade para com as personagens, como se tivesse percorrido a seu lado as suas vidas e sofrido com elas. Acabo esta leitura com um suspiro, sabendo que nunca chegou a ser tão delirante como "Os Pilares da Terra" mas que não deixou de ser um excelente momento passado a ansiar pelo destino de quem acompanhamos.
Devo dizer que é extremamente irritante a futilidade das personagens no primeiro volume. Fez-me ganhar repugnância ao autor, pela maneira como escrevia, pela superficialidade dos protagonistas, pela obsessão de sexo e mulheres. Felizmente, a coisa acalmou no segundo volume. A verdade é que a história, ao longo de todo o livro, chega a ser muito repetitiva, parece que tudo se repete ao longo do tempo, e a certa altura no segundo volume (depois de metade das páginas lidas), senti-me ligeiramente cansado. Follett não atinge o enredo com tanta mestria quanto em "Os Pilares da Terra", no entanto não deixei de me sentir atraído pela leitura, porque não deixa de ser um enredo minimamente viciante. Apenas peca em algumas situações. Não é um livro do qual nos possamos gabar, mas estou completamente fascinado. Actualmente, o simples facto de me sentir atraído pelas personagens, de me irritar com elas ou de me apaixonar por elas, faz com que se torne um preferido.
O segundo volume é muito melhor que o primeiro, não só pela maturidade das personagens como também pelo que é, para mim, um excelente contexto histórico, muito mais acentuado do que no primeiro volume. Isso tornou o livro muito aprazível. Porém, com o decorrer dos acontecimentos, conseguiu com que, já no final, me sentisse saturado pela repetição de acontecimentos, dando a impressão de que o autor apenas quis dar mais páginas ao livro com mais palha.
Dito isto, gostei. Não foi tão delirante como a obra monumental "Os Pilares da Terra", mas transmitiu-me uma certa afeição para com as personagens. É inegável, as desventuras delas foram uma das melhores leituras deste ano. Sem dúvida, adorei o livro, do princípio ao fim, e aceito todas as emoções que me transmitiu. Espero vir a ter a honra de voltar a ler alguma coisa deste autor.
Só vos aconselho uma coisa: leiam primeiro "Os Pilares da Terra". Não se atrevam a pegar neste antes de ler o primeiro livro de todos. E com isto desejo umas excelentes leituras, e que o Pai Natal traga muitos livrinhos...
BOM NATAL!!!
Que livro sou eu?

You're One Hundred Years of Solitude!
by Gabriel Garcia Marquez
Lonely and struggling, you've been around for a very long time.
Conflict has filled most of your life and torn apart nearly everyone you know. Yet there
is something majestic and even epic about your presence in the world. You love life all
the more for having seen its decimation. After all, it takes a village.
Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.
E vocês? Que livro são?
"Cem Anos de Solidão" está cá em casa por ler... Assim à primeira vista não diria que me identificasse com este O.O Mas nada como ler o livro!
Um Mundo Sem Fim - volume I, de Ken Follett
Depois do enorme êxito de Os Pilares da Terra, Ken Follett regressa à cidade de Kingsbridge, mas desta vez cerca de dois séculos após os acontecimentos do primeiro livro. No dia 1 de Novembro de 1327, quatro crianças presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro, e uma delas assiste ainda quando este esconde uma carta na floresta, explicando que contém informação secreta e obrigando-a a fazer uma promessa. O sucedido irá para sempre assombrar as vidas das quatro personagens, que acompanhamos ao longo de vários anos. Não será, contudo, a única força a influenciar os seus destinos. Para além das teias de amor, ódio, ambição e vingança que os vão unir e afastar, Merthin, Ralph, Caris e Gwenda ficarão também marcados pelo próprio tempo em que vivem, e em particular pela maior tragédia que assolou a Europa no século XIV, a Peste Negra. Com um enredo ricamente detalhado e um ritmo exuberante, Um Mundo sem Fim, que a Presença publica em dois volumes, é um épico medieval com que Ken Follett deslumbrará tanto habituais como novos leitores._____________________________________________________________________________________
Como alguns devem saber "Os Pilares da Terra" foi um livro que me apaixonou intensamente. Aliás, desde essa leitura que encontro dificuldade em encontrar outro livro que me encha as medidas.
No entanto, para a opinião de "Um Mundo Sem Fim", prefiro deixar de parte esse livro anterior. Em primeiro, porque não acho que "Os Pilares da Terra" precise de uma sequela. Depois, porque são livros diferentes, cada um com o seu sabor. Começo por dizer que adorei ler esta primeira parte, e que afinal Follett não me desiludiu.
Estava com algum receio antes de ler o livro, pois um par de opiniões de confiança não foram muito positivas... Mas comecei a ler e, de repente, senti-me aconchegado ao voltar a Kingsbridge. Voltar a um lugar que me fez delirar foi uma sensação confortável. Até que me fui apaixonando pelas personagens, e cada vez que pego no livro só quero ler mais e mais.
Há um grande problema: a quantidade de personagens. São tantas que por vezes não nos dá a oportunidade de senti-las como deve ser. A princípio tive dificuldades em situar o que era dito, mas fui-me habituando e finalmente senti-me cativado.
A história não é, de facto, muito viciante. Não tem muita acção, e parece que o autor tem uma forte obsessão por cenas sexuais. Mas, incrivelmente, até agora conseguiu viciar-me, pelo menos durante os momentos de leitura.
Não vou adiantar muito mais, prefiro guardar a crítica mais elaborada para o último volume, mas devo desde já dizer que estou a adorar. Não aconselho a sua leitura a quem não leu "Os Pilares da Terra". A quem já leu, muito embora nem sempre consiga ser tão bom, aconselho.
Uma pequenina referência a uma grande personalidade
Fernando Pessoa.

É comum muitas vezes falarmos de autores preferidos.
No entanto, quando me perguntam, acabo sempre por não referir este admirável escritor. Na realidade, isso não quer dizer que não seja uma das personalidades que mais admiro, mas considero que se encontra demasiado alto na minha consideração. Mais alto do que qualquer Top. Adoro Fernando Pessoa sem tirar nem pôr. Bastei ler uma vez o poema "Mar Português" para sabê-lo de cor e salteado. Não encontro palavras para descrever a minha paixão pela sua obra e mesmo por quem foi, deveras uma vida excêntrica e peculiar.
Enquanto vivo, apenas publicou "Mensagem", livro que evoca a sua visão mítica e nacionalista de Portugal. É uma obra-prima que, há alguns anos, li e fiquei completamente apanhado.
Hoje não vou falar muito de Pessoa, apenas queria registar que adquiri a seguinte biografia (infelizmente já não é distribuída):

Estranho Estrangeiro, de Robert Bréchon.
Diz-se ser a melhor biografia de Fernando Pessoa. Eu aceito a resposta de Alberto Caeiro:
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Já me passou pela cabeça abrir um blogue sobre Fernando Pessoa, enfim a sua obra, a sua personalidade... Para verem o quanto me admira!
Algumas vezes... Apetece-me mudar outra vez o meu blogue... Ai, ultimamente nada me satisfaz! E se eu voltar a actualizar o aspecto do blogue? E se eu fizer um novo? E se eu puser mais coisas aqui? Não sou capaz de me compreender...

É comum muitas vezes falarmos de autores preferidos.
No entanto, quando me perguntam, acabo sempre por não referir este admirável escritor. Na realidade, isso não quer dizer que não seja uma das personalidades que mais admiro, mas considero que se encontra demasiado alto na minha consideração. Mais alto do que qualquer Top. Adoro Fernando Pessoa sem tirar nem pôr. Bastei ler uma vez o poema "Mar Português" para sabê-lo de cor e salteado. Não encontro palavras para descrever a minha paixão pela sua obra e mesmo por quem foi, deveras uma vida excêntrica e peculiar.
Enquanto vivo, apenas publicou "Mensagem", livro que evoca a sua visão mítica e nacionalista de Portugal. É uma obra-prima que, há alguns anos, li e fiquei completamente apanhado.
Hoje não vou falar muito de Pessoa, apenas queria registar que adquiri a seguinte biografia (infelizmente já não é distribuída):

Estranho Estrangeiro, de Robert Bréchon.
Diz-se ser a melhor biografia de Fernando Pessoa. Eu aceito a resposta de Alberto Caeiro:
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Já me passou pela cabeça abrir um blogue sobre Fernando Pessoa, enfim a sua obra, a sua personalidade... Para verem o quanto me admira!
Algumas vezes... Apetece-me mudar outra vez o meu blogue... Ai, ultimamente nada me satisfaz! E se eu voltar a actualizar o aspecto do blogue? E se eu fizer um novo? E se eu puser mais coisas aqui? Não sou capaz de me compreender...
Não nos ignorem...
Não consegui conter-me, tinha de postar este vídeo... ='( É extremamente triste, e ao mesmo tempo bonito por ver as personagens juntas (embora pelas piores razões).
Apelo ao objectivo deste blog: divulgar os livros e a leitura! Não os abandonem!
(visto na Estante de Livros)
Um desafio...
O Otário desafiou-me:
O desafio consiste no seguinte:
1º temos que mencionar as regras (cá estão elas...),
2º escrever uma lista de 8 coisas que sonhamos fazer,
3º desafiar 8 cobaias para responder ao desafio,
4º fazer um comentário no Blog que nos desafiou
5º e, último, avisar os desafiados para que saibam que foram desafiados...
Eu sonho...
- tirar um curso superior;
- conhecer Europa inteira;
- ultrapassar a marca dos 2.000 livros na minha biblioteca pessoal;
- ter filhos (o que implica casar, de preferência com uma mulher inteligente, boa cozinheira e bonita);
- escrever pelo menos um livro inteiro;
- não ter dívidas e ter poupanças;
- feliz, saudável
- morrer completamente concretizado, o que implica muitos mais desejos dos que aqui menciono...
De facto, e vocês pensarão: que coisa mais patética... Mais simplória... Pois, de facto os meus sonhos não são lá muito originais =/ Mas acreditem que se fosse a falar de cada um ficariam impressionados com o que pretendem alcançar.
Desafio:
- Canochinha;
- Anaaaatchim;
- Djamb;
- Cristina;
- Clara;
- Mónica Colaço;
- Ferncarvalho;
- Pikenatonta;
- Bauny;
- Beatriz;
- Flicka;
- Moura Aveirense;
- Iceman;
- Liliane;
- Butterfly;
- AnaD;
- Marcia;
- Homem do Leme;
- Gotinha;
- White Lady.
Hehehe... Pois, as minhas cobaias são mais... Perdão, mas não me contive!
;)
Quem não quiser fazer está à vontade, de qualquer maneira insisto que pensem nisto e, nem que seja por curiosidade, tentem lembrar-se de oito desejos... Espero que se concretizem!
O desafio consiste no seguinte:
1º temos que mencionar as regras (cá estão elas...),
2º escrever uma lista de 8 coisas que sonhamos fazer,
3º desafiar 8 cobaias para responder ao desafio,
4º fazer um comentário no Blog que nos desafiou
5º e, último, avisar os desafiados para que saibam que foram desafiados...
Eu sonho...
- tirar um curso superior;
- conhecer Europa inteira;
- ultrapassar a marca dos 2.000 livros na minha biblioteca pessoal;
- ter filhos (o que implica casar, de preferência com uma mulher inteligente, boa cozinheira e bonita);
- escrever pelo menos um livro inteiro;
- não ter dívidas e ter poupanças;
- feliz, saudável
- morrer completamente concretizado, o que implica muitos mais desejos dos que aqui menciono...
De facto, e vocês pensarão: que coisa mais patética... Mais simplória... Pois, de facto os meus sonhos não são lá muito originais =/ Mas acreditem que se fosse a falar de cada um ficariam impressionados com o que pretendem alcançar.
Desafio:
- Canochinha;
- Anaaaatchim;
- Djamb;
- Cristina;
- Clara;
- Mónica Colaço;
- Ferncarvalho;
- Pikenatonta;
- Bauny;
- Beatriz;
- Flicka;
- Moura Aveirense;
- Iceman;
- Liliane;
- Butterfly;
- AnaD;
- Marcia;
- Homem do Leme;
- Gotinha;
- White Lady.
Hehehe... Pois, as minhas cobaias são mais... Perdão, mas não me contive!
;)
Quem não quiser fazer está à vontade, de qualquer maneira insisto que pensem nisto e, nem que seja por curiosidade, tentem lembrar-se de oito desejos... Espero que se concretizem!
Passem por aqui...
Espelho Sentido
Fui gentilmente convidado pelo Otário a fazer parte deste espaço, que para mim tem tudo para ser um excelente blogue. Notoriamente, ainda está no princípio, e esperemos pelo seu desenvolvimento. É um cantinho onde se podem postar textos originais ou de outros autores, divulgando-os e convidando outras pessoas a lê-los! Acho a iniciativa excelente e espero contribuir mais (por enquanto, ainda só postei duas vezes --').
Desta vez, convido-os a visitar o espaço e, se quiserem, poderão fazer parte, as informações estão todas lá! ;)
Fui gentilmente convidado pelo Otário a fazer parte deste espaço, que para mim tem tudo para ser um excelente blogue. Notoriamente, ainda está no princípio, e esperemos pelo seu desenvolvimento. É um cantinho onde se podem postar textos originais ou de outros autores, divulgando-os e convidando outras pessoas a lê-los! Acho a iniciativa excelente e espero contribuir mais (por enquanto, ainda só postei duas vezes --').
Desta vez, convido-os a visitar o espaço e, se quiserem, poderão fazer parte, as informações estão todas lá! ;)
Ser ou não ser cego

Fui ver este filme e fiquei absolutamente espantado.
Porquê? Porque não esperava TANTO da adaptação!
Ver o filme é ler o livro, é ler Saramago, é absolutamente tudo o que "Ensaio sobre a Cegueira" pretende transmitir, e mesmo assim tem aquele toque que o torna mais do que uma adaptação, mas sim uma longa-metragem com uma imagem de ficar espantado.
Há muito tempo que não assistia a uma adaptação cinematográfica tão boa. A minha felicidade por constatar que o filme é muitíssimo fiel ao livro é incomparável. E, como filme, é fenomenal, as interpretações, as caracterizações, os cenários, a imundície que nos mete nojo, a cegueira branca (muito interessante como o próprio espectador tem a oportunidade de viver essa "cegueira" através da luz branca que habita a imagem...), e são aproveitados ao máximo ilusões ópticas e tudo que faça o filme parecer exactamente saído do livro.
Com uma opinião tão entusiasta, poderão pensar que não encontrei pontos fracos, e de facto poucos foram. Só tenho a apontar um intervalo de tempo em que a acção não avança muito, e que se poderá tornar um pouco cansativo... Mas pouca coisa para mim!
Fernando Meirelles, está de parabéns ;) Vê-se que se esforçou arduamente para merecer as lágrimas do próprio Saramago.
A Viagem do Elefante, de José Saramago

Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam.
O Livro dos Itinerários
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Há uma mensagem neste livro: Saramago ainda escreve. E escreve com prazer. Assim como tive a oportunidade de ler esta pequena delícia.
O tema é bem leve. O livro é mais pequeno e fácil de ler. A interpretação, pode-se dizer, mais fácil. É mesmo um livro muito simples. Mas é nessa aparente simplicidade que Saramago nos presenteia com mais do que um romance, mas sim uma viagem.
Não há protagonistas, há apenas viajantes, e apenas a viagem. Mas são personagens que, para não variar na obra de Saramago, são demasiado excelentes para serem postas de parte. Venero a imaginação do autor para criar o ambiente e as personagens tão únicas e próprias. Fiquei espantado como, num livro tão pequeno, o autor desenvolveu as personagens para torná-las únicas.
Venero a capacidade do autor para se adaptar aos vários livros. É o mesmo Saramago, mas se escreve sobre a dúvida existencial então o estilo é completamente filosófico e denso, e noutro romance pode falar de um mistério inexplicável e o estilo torna-se místico, quase formidável, que faz o leitor embrenhar-se nas suas palavras; neste caso, "A Viagem do Elefante" é um tema leve, logo um estilo levado mais para a descontracção, mas momentos de leitura cativantes. Admiro a imaginação do autor e a genialidade com que escreve o livro.
Esta é a obra mais fácil que já li do senhor. Muito mais fácil, seja a prova disso o curto tempo (3 dias) que demorei a lê-lo. Mas Saramago é um dos meus escritores preferidos, isso é indiscutível. E nas suas palavras há sempre aquele lado mais subjectivo... E é daqueles autores que não se preocupa em chegar ao fim, apenas se preocupa em escrever, mesmo que isso o leve por outros caminhos.
O livro é muito (muitíssimo) marcado pela ironia e pelo sarcasmo, constantemente um ataque ao Homem e às suas acções. Ri com satisfação. Gostei muito da maneira do autor escrever, sem fazer parte da história mas como se lá estivesse para comentá-la. Serve de ponte entre o leitor e as personagens, o tempo de D. João III e a actualidade.
É uma viagem que nos deixa embalados. São participantes deveras fascinantes, pois como leitor a minha mente tende a imaginar o que cada um representa... As personagens do livro são livres mas há sempre algum aspecto que as torna globais.
Existe, nessa viagem, um olhar sobre as acções, sobre o mundo, sobre a humanidade (sim, a humanidade, não o Homem) que é muito explorado, principalmente através das referidas ironias. Há o elefante, há quem o acompanha, e há um olhar solidário sobre atitude humana. Uma vertente que apreciei muito no livro, esse olhar sobre a acção humana e a sua fé.
Este livro tem tudo para ser um bom regresso do autor, depois de um estado de saúde muito precário. Aconselho a todos. E, para quem não leu nada de Saramgo, eu diria que chegou a oportunidade!!!
Prémio Dardos

Este Cantinho recebeu o Prémio Dardos! Gentileza da Clara, do interessantíssimo blogue Imagens do Meu Mundo.
Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada bloguista emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloguistas, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve seguir algumas regras:
1. Exibir a distinta imagem;
2. Linkar o blogue pelo qual recebeu o prémio;
3. Escolher 15 outros blogues a quem entregar o Prémio Dardos.
Assim, os 15 blogues aos quais passo o prémio são:
- Blog do Otário
- Este meu cantinho...
- Literaturismos e afins...
- Conta-me Histórias
- Partilhar Lisboa
- Palavras Partilhadas
- Espelho Sentido (do qual faço parte, mas...)
- N Livros
- Moura Aveirense
- Leituras & Devaneios
- Just things
- Estante de Livros
- Espirros
- Folhas de Papel
- Imagens do meu Mundo
Mas os outros não estão esquecidos ;)
Obrigado Clara e parabéns aos nomeados!
A Vida num Sopro, de José Rodrigues dos Santos

Portugal, anos 30.
Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.
Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.
Com A Vida Num Sopro, José Rodrigues dos Santos confirma a sua mestria e o lugar que já ocupa nas letras portuguesas.
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Ainda estou arrebatado depois desta leitura.
Estes é daqueles livros que acabamos de ler e não conseguimos evitar parar por um segundo, deitados na cama, a olhar para o ar, na mais profunda e simples reflexão.
Portanto, não sei bem por onde começar a opinar. Acabei agora mesmo o livro e sinto-me levitado pela história amorosa de Luís e Amélia.
De facto, este livro é uma história de amor. Não é a história do princípio do Estado Novo ou da guerra civil de Espanha, "A Filha do Capitão" foi, sim, um romance sobre a guerra, este é apenas um romance sobre a vida. A princípio, senti-me desiludido ao aperceber-me disso, mas a partir daí fui distinguindo os dois livros.
Só posso dizer que gostava que fosse ainda maior. O livro já tem muitas páginas, mas eu gostava que fosse ainda mais pormenorizado, que esmiuçasse todos os pormenores. Na verdade, não esperem um livro sobre o Estado Novo ou a guerra em Espanha. Esperem antes um livro sobre a vida, tão pura ou trágica como pode ser, e que por acaso se insere em factos históricos.
Aliás, apreciei aqueles pormenores históricos como a gíria do povo, o destino que os soldados da guerra tinham pela frente, por exemplo.
Muitos diálogos, um livro directo e sem grandes floreados.
Acho que este romance, mais do que querer ser uma excelente obra, pretende entreter. No caso de "A Filha do Capitão" (não consigo evitar esta comparação), havia o objectivo de ser uma excelente obra, mais do que entreter. Por isso digo que não me importava que este romance tivesse mil páginas, se a mesma história fosse relatada com ainda maior pormenor seria um dos grandes livros da Literatura. Claro, as emoções e destinos das personagens são sempre relatadas com muito apego.
Porém, se nós lemos este livro é para chegar ao fim. Estamos constantemente na ânsia de chegar à última página, de saber o que vai acontecer! E quando acabamos não nos livramos de uma lágrima ao canto do olho.
Aconselho-vos. Lê-se num sopro. Confesso que não é um grande romance, mas vale bastante a pena pelos excelentes momentos de leitura que passamos. Para nos apaixonarmos pelas suas personagens, para suspirarmos pela vida. Adorei. José Rodrigues dos Santos confirma-se como um dos meus autores preferidos.
Dizer mais seria adiantar demasiado (e eu não sou de dizer spoilers). Leiam, garanto-vos pelo menos uma boa leitura.
Aquisições... Muitas...
Manias de leitor

Por muito que queiram negar, acho que todos temos as nossas manias literárias. Pessoalmente, não são poucas!
- não leio livros em simultâneo. Isso apenas aconteceu duas vezes na minha vida, durante períodos de um mês.
- o marcador que uso é sempre correspondente ao livro. Por exemplo, se ler um livro do Harry Potter, o marcador é o desse livro. Se não for o caso, é o que na altura mais me agradar =P;
- não risco, não sublinho nem tiro notas. Livros para a escola não contam.
- não passo um dia sem ler. À noite, quando estou na cama, leio SEMPRE, pelo menos, uma página;
- por muito mau, por mais aborrecida que a leitura esteja a ser, chego sempre ao fim, detesto deixar um livro a meio (também se aplica a sagas);
- não tenho ordem aparente na minha estante, apenas posso dizer que livros do mesmo autor estão juntos;
- fora da estante, num canto especial, guardo os livros por ler;
- entrar numa livraria pode ser uma incrível perda de tempo, pois sou capaz de deambular por lá horas a fio. A menos que traga um livro lol;
- sempre que vou à casa-de-banho, levo um livro =$;
- adoro folhear as páginas, cheirá-las e sentir o peso do livro (acham isso parvo? Pois olhem que não é!);
- não gosto de ler livros emprestados... Mas leio-os =P;
- inevitavelmente, e sem explicação, a literatura portuguesa tem a minha pouca atenção, salvo excepções como Eça de Queirós, Júlio Dinis, Almeida Garrett, Saramago e José Rodrigues dos Santos;
- guardo o sabor de cada livro (pode parecer estranho, mas é verdade... Pego no livro e imediatamente me vem à boca, ao nariz, a sensação daquela leitura...);
- gosto de livros autografados;
- costumo passar o tempo a olhar para as minhas estantes;
- prefiro grandes volumes a livros de bolso.
Olhem, como podem ver são imensas!!! Exagero? =/ Bem, esta é a verdade! =DD De facto, como leitor tenho algumas manias, muitas delas inconscientemente.
E vocês? Quais são as vossas manias?
Byblos não resiste...
A livraria Byblos, que tem lojas no Porto e Lisboa (a maior do país), vai fechar. O Diário Económico apurou que a empresa de Américo Areal, que vendeu a editora Asa a Miguel Pais do Amaral, hoje já não estará aberta ao público. A Byblos estava à procura de um parceiro que garantisse a viabilidade económica do projecto. No entanto, tal não foi conseguido e, neste momento, já existem dívidas a fornecedores e editoras que se recusam a distribuir livros. Além disso, o Diário Económico sabe ainda que a empresa que faz a segurança do edifício cumpriu ontem o seu último dia de trabalho na Byblos, enquanto que os funcionários de restauração já saíram na terça-feira, dia 18. Já os colaboradores da Byblos, até ao fecho desta edição, não tinham sido informados pela administração sobre qual será o futuro da empresa. Mas o Diário Económico sabe que o cenário mais provável é a venda a outro grupo, podendo a Byblos voltar a abrir portas mas com um novo nome e proprietário.
Para hoje está marcada uma reunião com os funcionários, na loja das Amoreiras, que aí deverão ficar a conhecer o seu futuro.
Contactado pelo Diário Económico António Ramos, chefe do gabinete de comunicação da Byblos, não quis comentar estas informações, reservando para hoje um comunicado sobre a situação da empresa.
Fonte: Diário Económico
Nunca entrei na Byblos. Já vou poucas vezes à Fnac, prefiro ficar pela livraria aqui da zona... Mas, mesmo assim, acho que qualquer leitor fica alerta quando uma livraria qualquer fecha. =/
Como disse, nunca entrei, e pelos vistos nunca vou entrar. Sinceramente, tem pouco mais de um ano, e não resistir não é uma boa notícia. Mas vejamos que não é totalmente impressionante:
- tem uma grande rival, a Fnac. De facto, esta já tem um grande domínio. Fazer frente a essa empresa é grande coragem, mas que sempre é possível...
- no entanto, a Byblos situava-se nas Amoreiras. Ok, sinceramente, não falo no problema do estacionamento ou zona, isso aí acontece em todos =P Mas o Amoreiras está ultrapassado. Mais do que isso. Uma livraria com estas metas instalar-se numa zona que já não é, de todo, um grande centro, é um ponto a menos. Mesmo sendo a maior do país!
Já entraram na Byblos? O que acharam? E o que acham de ser fechada?
Para hoje está marcada uma reunião com os funcionários, na loja das Amoreiras, que aí deverão ficar a conhecer o seu futuro.
Contactado pelo Diário Económico António Ramos, chefe do gabinete de comunicação da Byblos, não quis comentar estas informações, reservando para hoje um comunicado sobre a situação da empresa.
Fonte: Diário Económico
Nunca entrei na Byblos. Já vou poucas vezes à Fnac, prefiro ficar pela livraria aqui da zona... Mas, mesmo assim, acho que qualquer leitor fica alerta quando uma livraria qualquer fecha. =/
Como disse, nunca entrei, e pelos vistos nunca vou entrar. Sinceramente, tem pouco mais de um ano, e não resistir não é uma boa notícia. Mas vejamos que não é totalmente impressionante:
- tem uma grande rival, a Fnac. De facto, esta já tem um grande domínio. Fazer frente a essa empresa é grande coragem, mas que sempre é possível...
- no entanto, a Byblos situava-se nas Amoreiras. Ok, sinceramente, não falo no problema do estacionamento ou zona, isso aí acontece em todos =P Mas o Amoreiras está ultrapassado. Mais do que isso. Uma livraria com estas metas instalar-se numa zona que já não é, de todo, um grande centro, é um ponto a menos. Mesmo sendo a maior do país!
Já entraram na Byblos? O que acharam? E o que acham de ser fechada?
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